Categoria: CULTURA

  • A arte e a cultura na educação dos filhos

    A arte e a cultura na educação dos filhos

             O contato com a arte e a cultura é essencial para qualquer pessoa, e deve começar na fase instrucional da criança. A falta de interesse de muitos pais por esses temas fará seus filhos se lamentarem mais tarde de que a falta gosto lhes atingiu porque seus pais agiram preguiçosamente nesses aspectos. Temas culturais e artísticos não são apenas extras na educação, porque fazem vivenciar experiências que unem conhecimento, emoção e realidade, tornam o processo de aprendizagem mais envolvente e significativo, entram em contato com tradições, histórias, valores e conhecimentos que ensinam a interpretar significados, analisar contextos e a refletir sobre questões sociais, políticas e históricas. Todos esses enfoques são fundamentais para potencializar as competências exigidas em qualquer atividade.

             Saber apreciar uma obra artística contribui para a construção da identidade: capacita para observar além das realidades cotidianas, torna a pessoa mais sensível e capaz de expressar suas emoções, estimula a imaginação e a criatividade, permite explorar ideias e desenvolver soluções originais para muitos problemas.

    Algumas iniciativas culturais para o desfrute familiar

             Não é necessário ser rico para estimular o encontro com a cultura ou admirar-se diante da multiforme capacidade dos artistas para transformar diferentes materiais em objetos plenos de beleza. Saber escolher o que é bom e belo pode ser realizado de diversas formas: selecionar bons vídeos culturais, artísticos e históricos e trocar impressões sobre eles; ir a encontros artísticos gratuitos em espaços públicos; visitar exposições e sites de museus; passear no campo ou parques para despertar o espírito de contemplação ao apreciar a natureza. A mãe de Gaudí, o grande arquiteto espanhol, levou seu filho desde criança para apreciar os campos, e o artista assimilou seus elementos e os colocou na famosa igreja da Sagrada Família, em Barcelona, onde as colunas do templo são como imensos caules de árvores segurando as abóbadas. Ao ouvir o canto dos pássaros e os infinitos seres que vivem junto às plantas, as crianças descobrem a beleza nas coisas simples, e não em imagens irreais das telas digitais.

             Cada família tem seu patrimônio cultural que deve ser transmitido às crianças por meio de fotografias, objetos de decoração que são lembranças de pessoas ou momentos vividos no passado, vídeos, gravações de viagens… Narrar a vida sacrificada e virtuosa de muitos familiares falecidos deixam marcas profundas e incentivam crianças e adultos a imitarem suas atitudes como uma marca ou tradição da família. As tertúlias ou bate-papo entre familiares e amigos podem abordar descontraidamente temas culturais e artísticos, narrar viagens ou prática esportiva, tocar instrumentos musicais… São momentos de forte imersão para todos, principalmente para as crianças e os adolescentes.

    Há muitos modos de fomentar nos filhos o amor à arte e à cultura:

    FILMES: o cinema pode se tornar uma metodologia simples e acessível para a educação dos sentimentos, nesta época em que impera a cultura da emoção e da imagem. Os enredos possibilitam o diálogo familiar diante de atitudes de personagens que tocam os afetos ao abordar aspectos essenciais da vida humana, ajudando a refletir como cada um conduz a própria vida. Os sentimentos, emoções e paixões não devem ser ignorados no processo educativo de adolescentes e jovens, e cabe aos pais e educadores servir-se da afetividade como porta de entrada para a compreensão da alma juvenil e seu universo atual.

    TEATRO: é expressão artística onde os atores apresentam histórias que despertam nos assistentes sentimentos variados e indagações que servem tanto para o conhecimento pessoal como para a vida, pois com seu forte realismo ganha-se experiência por meio de vidas alheias. O teatro ensina colaborar, escutar e trabalhar em grupo. As boas peças teatrais, mesmo em vídeos, nos colocam com diante do bem e do mal: noAuto da Compadecida aprendemos o que é um coração misericordioso; em Odisseia, de Homero, revela-se o valor da fidelidade, como a de Penélope e Ulisses; Macbeth, de Shakespeare, nos mostra como o desejo de poder pode levar uma pessoa a cometer loucuras; Hamlet traz à baila a tragédia de um príncipe que busca vingar a morte de seu pai, e essa densa narrativa de conflitos familiares, amores, loucura e sanidade desvenda até onde pode chegar a condição humana.

    PINTURA: apreciar pinturas pode parecer algo “simples”, mas na verdade traz várias vantagens emocionais e cognitivas. Há obras que despertam sentimentos profundos de calma, nostalgia, alegria e até inquietação, o que ajuda a entrar em contacto com as próprias emoções de forma mais consciente. Melhora a atenção aos detalhes ao treinar o cérebro a notar cores, formas, luz, sombras e composição. Essa observação refinada influencia a forma de ver o mundo no dia a dia. Certas obras fazem viajar no tempo ao abordar temas históricos, contextos sociais e ideias de diferentes épocas. A pintura estimula a criatividade ao ver como os artistas expressam suas ideias. Contemplar um quadro faz desacelerar, porque não é só “olhar”, mas interpretar, sentir e refletir. E quanto mais se aprecia essa arte, mais rica a experiência se torna.

    Como animar as crianças a visitar exposições de pintura? Entrar no site da galeria e selecionar junto com o filho, os quadros que ele mais gostou. Ao chegar no local, iniciar uma espécie de jogo de encontrar a obra, e perguntar à criança o que ela acrescentaria na pintura, a fim de que comece a se fixar nos detalhes. Mas não manifeste opinião negativa sobre o gosto da criança para não a desconcertar ou inibir.

    ESCULTURA é arte tridimensional: envolve altura, largura e profundidade. Transforma matéria bruta (pedra, madeira, ferro, bronze, mármore…) em significado estético, que leva o apreciador a admirar-se da capacidade criadora do artista de manejar instrumentos e dar “vida” a materiais inertes. Ao contrário da pintura, a escultura pode ser vista de vários ângulos e, em alguns casos, até tocada, o que cria uma relação mais física e imersiva com a obra. Esta arte carrega emoções e intenções do artista como dor, beleza, tensão, espiritualidade, e quem a observa pode até projetar os seus próprios sentimentos na obra. Muitas esculturas não são apenas decorativas, mas provocam ideias, questionamentos, debates sociais; podem trazer novas perspectivas sobre a vida, momentos históricos ou a condição humana. Frequentemente representam épocas, crenças ou figuras importantes, e fazem conectar-se com outras culturas. A escultura dialoga e transforma e embeleza o espaço público ou privado. O prazer de contemplar formas com equilíbrio e beleza é experiência que acalma, inspira e emociona.

    LIVROS DE LITERATURA enriquecem a nossa compreensão de mundo e abre a porta para realidades desconhecidas. “Sem a arte narrativa – e aí se enquadra o cinema – o ser humano teria que contar tão só com suas próprias experiências, o que significa que se veria obrigado a aprender tudo desde o princípio. Sem conhecer a Odisseia, o homem não saberia nada da fidelidade de Penélope; sem Shakespeare ignoraria as dúvidas de Hamlet, o amor de Romeu por Julieta. Sem Dom Quixote teríamos que descobrir por conta própria a diferença entre ver o mundo como é e vê-lo como deveria ser” (Krzysztof Zanussi, filósofo e cineasta polonês).

    As obras de qualidadepermitem sair do plano da vida cotidiana e imergir na trama de outras vidas. O amor pelos livros é forte antídoto para as crianças se verem livres do vício das telas digitais. Mas para isso, os pais devem se esforçar para ser bons leitores. Contos, romances e novelas oferecem muito mais à inteligência e à sensibilidade do que as longas horas deglutindo sucessivos programas de tv, desenhos, jogos eletrônicos e fotos em redes sociais. A leitura torna criativa a imaginação e desenvolve a inteligência para a compreensão de textos. Um excelente plano é ler para as crianças pequenas e visitar com elas livrarias, bibliotecas, feiras de livros, e deixá-las escolher um livro. Inscreva seu filho na biblioteca pública do bairro.

    POESIA: promover em casa a leitura dos grandes poetas é um grande recurso para amar a própria língua. Os poetas são os que melhor utilizam as palavras que, para eles, têm cor, cheiro, sabor, musicalidade. Com palavras bem pensadas e artisticamente colocadas, eles transmitem sentimentos e nos levam a expressar melhor o que sentimos, além de ensinar a utilizar os termos com mais precisão e concisão. Não se domina um idioma sem a leitura de seus poetas.

    MÚSICA: se os pais não desejam que as filhas pequenas cantem o que ouvem em exaustão nas mídias ou em pancadões em bairros da periferia – muitas vezes com letras ofensiva, mesmo que não entendam o que dizem –, e passem a imitar as danças sensuais que veem na TV, precisam introduzir as crianças ao que é estética e moralmente mais belo. Seja ao vivo ou em vídeos, promover para elas audições musicais de diferentes gêneros: Clássico, MPB, Samba, Frevo, Baião, Sertanejo, Blues, Jazz… Fugir da subcultura da moda, que vem causando grandes danos à sensibilidade estética.

             É tarefa dos pais promover um sadio ambiente cultural na família e ampliar a sensibilidade de todos diante das diferentes formas de beleza, dando eles o exemplo, pois “longo é o caminho com preceitos, mas breve e eficaz aquele com exemplos”, dizia Sêneca. Para isso, os pais podem contar com o apoio e sugestão de pessoas amigas e apaixonadas pela arte e cultura.

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  • Desejar saber ou saber desejar?

    Desejar saber ou saber desejar?

             “Desejar saber é uma primeira etapa, mas saber desejar é refinada atitude. Entre um e outro vai a distância do canibal ao gourmet”, disse Affonso Romano de Sant’Anna.

             A experiência avassaladora da hiperconectividade com seus vídeos, memes, notícias, esportes, publicidades, entretenimentos, parece não ter limites e desvia o olhar para se deter em algo muitas vezes não procurado, mas que veio por último e captou a atenção.

             Os algoritmos, que hoje decidem para muita gente o que consumir, se não forem adestrados com rédeas curtas ao clicar o “não tenho interesse nisso”, se tornam verdadeiros algozes e canibais que devoram o tempo com informações inúteis, diminuem a capacidade de pensar profundamente, fazem perder o foco para o que vale a pena e tornam a vida insubstancial. A curiosidade sem freio empequenece o coração e leva a viver na superfície das coisas.

             Saber o que desejar requer silêncio reflexivo para examinar as qualidades pessoais que todos carregam em si, e que são únicas, irrepetíveis, e devem ser desenvolvidas para servir aos demais, sejam elas técnicas, científicas ou artísticas. É na reflexão interior que nasce o verdadeiro conhecimento e a maturidade pessoal para transformar os algoritmos e a inteligência artificial em aliados do aperfeiçoamento pessoal.

             A verdadeira interioridade é moral e não conduz ao isolamento egoísta de quem se fecha nos próprios interesses, mas torna a pessoa capaz de acolher a verdade e transformá-la em ações que mudam a própria vida e a dos demais. As grandes obras da humanidade foram gestadas na interioridade e no silêncio reflexivo de pessoas como Louis Pasteur, Dante Alighieri, Miguel de Cervantes, Luís de Camões, Thomas Aquino, Fiódor Dostoievsky, William Shakespeare e tantos outros.

             Não precisamos ser gênios para fazer algo que vale a pena, mas ser protagonista da própria história e não se despersonalizar ao imitar o que os outros fazem. Não ser conformista é o recado que o Papa Francisco deu aos jovens ao dizer para não “balconear a vida”, ou seja, não observar a vida passar desde a varanda, mas descer na arena de combate.

             Cabe a cada pessoa a tarefa de ser autora e protagonista de sua própria história, produzindo uma obra única, irrepetível. Para isso, a maturidade pessoal deve alcançar equilíbrio nas três dimensões humanas: intelectual, ao buscar conhecimentos profundos e verdadeiros; sentimental ao orientar os afetos para não ser dominado por eles; social, para agir com espírito de serviço e afã de melhorar o mundo ao redor de si.

             Fugir da lei do menor esforço ao selecionar bons conteúdos digitais. Educar ou conduzir os algoritmos e não ser conduzidos por eles; fazê-los trabalhar para aproximar palestras, vídeos, filmes ou podcasts de expertos que podem ajudar no aperfeiçoamento das próprias habilidades.

             Todos necessitam de uma missão ou tarefa que dê sentido à vida. Desenhar um projeto que transforme as convicções em ações concretas, sem visar as motivações egoístas que buscam apenas o benefício pessoal, mas o serviço aos demais. Toda tarefa nobre envolve riscos e traz a possibilidade de fracasso. Mas quem não tentar algo se torna um fracassado antes de começar. Sem um projeto, a pessoa se desorienta e passa a viver apenas de pequenos prazeres. A crise atual de sentido nasce da falta de ideais e de valores.

             Elementos para realizar um projeto de vida: melhorar a si mesmo por meio das virtudes, saber o que desejar, ter entusiasmo e esperança, buscar conselho, estudar… O estudo, que amplia a formação e desenvolve o discernimento, não está apenas em adquirir conhecimento técnico, mas em compreender melhor o ser humano e o mundo ao redor, seja por meio da leitura de bons livros ou dos recursos digitais de qualidade disponíveis na internet. A estudo unicamente profissional forma pessoas competentes em uma área, mas com visão pobre sobre a vida, a família, o casamento, a religião, Deus, o bem comum. A técnica é útil, mas não responde às grandes interrogações da existência humana.

             O crescimento pessoal enfrenta obstáculos como falta de tempo, comodismo ou outras dificuldades, que devem ser enfrentadas com paciência. Essas dificuldades não devem paralisar o crescimento interior. Como recordava Escrivá de Balaguer, assim como as plantas crescem por dentro quando estão cobertas pela neve, também o ser humano pode aproveitar as dificuldades para fortalecer a vida interior. O importante não é fazer muitas coisas, mas dedicar-se às mais importantes.

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  • As narrativas e a transmissão de valores

    As narrativas e a transmissão de valores

             Um modo de adquirir ou transmitir valores e modelos de conduta encontra-se nas narrativas: histórias familiares, contos, romances… Contar histórias é melhor do que discursos teóricos para a configuração da personalidade humana e conhecimento do bem e do mal, porque a experiência narrativa oferece à inteligência valores ou antivalores concretizados em modelos a imitar ou a evitar. É muito humano ter modelos, mas é preciso não errar na escolha para não construir sobre bases falsas que originam fracassos.

             Mesmo em época de crise de valores, como a atual, encontramos na família, nas relações profissionais e sociais indivíduos que personificam um ideal de excelência humana com sua vida edificante: casais que completam 30, 40 ou 50 anos de união transmitem valor de fidelidade; colegas de trabalho que não aceitam subornos revelam-se como modelos de honestidade; lares generosos e abertos à geração de filhos mostram ser a família um valor fundamental; pessoas que sacrificam sua comodidade nos fins de semana para ajudar em ONGs ou entidades de apoio aos necessitados transmitem desprendimento próprio e a alegria em servir…

             A literatura também oferece muitas obras repleta de valores: “Odisseia”, de Homero, mostra a fidelidade entre Ulisses e Penélope; MacBeth, de Shakespeare, revela o antivalor da ambição e até onde pode chegar a paixão pelo poder; Pinóchio, de Carlo Collodi, revela o que são as falsas amizades e como a mentira destrói o corpo e a alma. Modelo maior de valores assumidos e de virtudes vividas é Jesus Cristo: basta ler sua biografia, que são os quatro Evangelhos, para se sentir convidado a imitá-Lo.

             Em nossa época impera a cultura da imagem e da emoção, o que torna o cinema um grande recurso para a transmissão de valores e educação dos sentimentos. Os bons enredos apresentam cenas onde personagens vivenciam aspectos essenciais da vida humana, facilitando o conhecimento do bem e do mal ao apresentar valores (fidelidade, fortaleza, resiliência), ou antivalores (covardia, traição, falsidades). Os bons filmes propiciam ocasiões excelentes para manter diálogos significativos com os filhos: “O último samurai”, um canto à honra e ao serviço”, “O resgate do soldado Ryan”, entre tantos outros (o site https://pablogonzalezblasco.com.br comenta vários e excelentes filmes e livros).

             Educar em boa parte é transmitir os valores. Um valor não necessita ser enfiado goela abaixo, porque ele se impõe pela carga de verdade que possui, e que tanto esclarece a inteligência e fortalece a vontade, sendo assumido por decisão própria. A pergunta sobre os valores ou modelos que escolhemos tem sentido porque direcionamos a nossa vida por eles. Há quem age por valores de utilidade primária (comer, beber, se divertir, beleza física, fama, poder, dinheiro); outros, por valores transcendentais que visam servir a Deus e aos demais. Atualmente, muitos adolescentes se massificam ao imitar youtubers de sucesso e com pouco valor moral a transmitir. Examinar os valores que regem a própria vida e os que se deseja para os filhos é necessário para não construir sobre bases falsas que originam fracassos.

  • A escravidão da aprovação: a serenidade perdida

    A escravidão da aprovação: a serenidade perdida

             A vida pessoal virou espetáculo. Redes sociais substituíram relacionamentos reais. Likes tornaram-se sinônimos de valor. Seguidores são, para muitos, símbolo de relevância. Mas, por trás da tela iluminada, cresce o número de pessoas consumidas pela ansiedade, reféns da opinião alheia.

             Pessoalmente – e até por dever de ofício – estou nas redes sociais. Reconheço seu valor inestimável. As redes globalizaram o conhecimento, aproximaram culturas, abriram vias importantes para o exercício da liberdade. Mas, ao mesmo tempo, vislumbro seus riscos. A obsessão por aprovação está adoecendo a alma. Gente que acorda e dorme checando o celular. Que mede o próprio valor pela repercussão de uma postagem. Que ajusta o discurso para agradar à audiência. Que teme ser “cancelada”. A liberdade virou refém da aceitação. A consciência foi terceirizada para o tribunal instável da opinião pública digital.

             A dependência dos seguidores – e a busca incessante por mais deles – é uma armadilha sutil. Não se trata apenas de vaidade ou marketing pessoal. Trata-se de uma erosão da identidade. Quando alguém passa a moldar sua vida para ser agradado, perde o eixo. Vive em função do aplauso. E, inevitavelmente, se torna escravo.

             A crítica alheia, que antes fazia parte do convívio social normal, virou fonte de desespero. Um comentário negativo pode arruinar o dia. Um post ignorado vira motivo de frustração. O medo de parecer inadequado paralisa. A exposição constante criou uma cultura de comparação permanente. E quem vive se comparando, vive em guerra com a própria realidade.

             Essa dinâmica doentia não é apenas um problema psicológico. É também – e sobretudo -um drama espiritual. A ausência de uma referência superior, de um sentido transcendente, de uma rocha firme sobre a qual construir a vida, deixou o indivíduo vulnerável. A alma sem Deus é campo fértil para a insegurança crônica.

             A tecnologia, bem usada, é uma aliada. Mas o uso atual, impulsivo e emocional, tem servido para inflar egos frágeis e encobrir vazios existenciais. O celular é um confessionário moderno – mas um confessionário invertido. Nele, não se busca perdão, mas validação. Não se encontra misericórdia, mas julgamento. E esse tribunal é volúvel, impiedoso e superficial.

             A raiz de muitos distúrbios modernos está nesse olhar invertido: o indivíduo vive voltado para fora, esperando dos outros o que só Deus pode oferecer. Espera acolhimento, valor, amor e sentido de quem também está perdido. É a fome de infinito tentando saciar-se com migalhas digitais.

             Contra essa cultura da performance, é urgente redescobrir o silêncio, a interioridade, a verdade. E, sobretudo, reencontrar o abandono em Deus.

             Abandonar-se em Deus não é alienação. É libertação. É descansar na certeza de que somos amados por Aquele que não muda. É deixar de correr atrás de aplausos para viver com autenticidade. É romper com a ditadura da aparência para viver na liberdade da verdade.

             A fé cristã oferece esse caminho de equilíbrio. O olhar de Deus, ao contrário do olhar do mundo, não é instável. Não se baseia em números, curtidas ou algoritmos. Deus nos vê como filhos. E quem se sabe filho, amado gratuitamente, não precisa desesperadamente provar nada a ninguém.

             A ansiedade, alimentada pelo excesso de estímulos e pela insegurança existencial, encontra alívio não em fórmulas mágicas, mas na confiança. Uma confiança sólida, não emocional. Uma confiança que nasce do conhecimento de Deus e do conhecimento de si mesmo.

             Santa Teresa d’Ávila resumiu isso com clareza: “Nada te perturbe, nada te espante. Tudo passa. Deus não muda. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta.”. Essa é uma resposta possível – e urgente – ao mal-estar moderno.

             Mas essa entrega não é automática. Ela exige decisão. Exige romper com a lógica do mundo. Exige aceitar a impopularidade. Exige silêncio interior. Exige oração.

             Quem vive da imagem acaba vazio. Quem vive da verdade, ainda que incompreendido, permanece em pé. A rocha não é a aprovação pública. A rocha é Deus. E só quem constrói sobre Ele pode resistir às tempestades.

             O excesso de conectividade está nos tornando desconectados de nós mesmos. A superexposição está matando a intimidade. A necessidade constante de aplauso está minando a liberdade. E a única saída está em voltar à fonte: Deus.

             Não se trata de desprezar a crítica. Ela é, muitas vezes, necessária e formativa. Mas trata-se de não permitir que a crítica ou o elogio se tornem senhores da alma. Quando Deus é o centro, os demais julgamentos perdem o poder de nos destruir.

             Há uma liberdade profunda em ser visto por Deus. Uma liberdade que o mundo não conhece. É essa liberdade que permite viver sem medo do olhar dos outros. É essa liberdade que sustenta, que equilibra, que serena.

             A serenidade não é fruto de uma vida sem problemas. É fruto de uma alma ancorada. Uma alma que sabe em quem confia. Uma alma que não vive em função de curtidas, mas da verdade.

             É hora de voltar ao essencial. É hora de desligar um pouco a tela e abrir a alma. É hora de reconhecer que a vida não cabe numa postagem. É hora de reencontrar a paz que só o abandono em Deus pode dar.

  • Ler em família

    Ler em família

             A família é o ambiente de convívio mais grato para uma criança, pois ali é criada, amada e onde começa sua educação para os valores, socialização e inserção no mundo dos livros. O gosto pelos livros e o hábito de ler se iniciam quando os pais criam no lar um ambiente de incentivo à leitura não por imposição, mas pelo prazer e estímulo à curiosidade e à fantasia desde as primeiras idades, principalmente ao começar a despertar na criança o desejo de novas descobertas por meio das incansáveis perguntas acerca de tudo ao seu redor.

             Os pais incentivam o hábito de leitura ao promover estratégias no âmbito familiar: contação de histórias, momentos e espaços de leituras, criação de jogos com os nomes das histórias, animar as crianças a narrarem ou encenarem os contos que mais gostaram, montar uma minibiblioteca, visitar livrarias e espaços culturais. Assim, os livros passam a fazer parte da vida da criança.

             Para ganhar fascínio pelas histórias e se tornar leitora, a criança precisa ser motivada a conviver com livros de ficção, pois trazem um mundo de aventuras e atrativos que divertem e enriquecem o imaginário com novas experiências, além de prevenir as crianças sobre o bem e do mal que certamente se apresentarão na vida real. O ato de ler – mesmo quando realizado por um irmão ou pelos pais – abre novos horizontes na vida da criança e a distancia do vício das telas digitais, que a tornaria preguiçosa, passiva e pouco criativa. Veja neste link diversas obras literárias relacionadas por idade.

             Quando praticada habitualmente, a leitura proporciona muitos benefícios à criança: desenvolvimento mental, afetivo e emocional; amplia o vocabulário e a expressividade; torna-se fonte inestimável de crescimento intelectual ao dar à criança maior capacidade de concentração e compreensão dos assuntos, além de enriquecer culturalmente.

  • Para uma cultura de diálogo

    Para uma cultura de diálogo

             Dialogar é praticar a arte de se aproximar do outro. Diante dos desafios que a convivência multicultural traz à sociedade contemporânea, segundo Jutta Burggraf1, se faz necessário o diálogo para superar conflitos, preconceitos e violências que surgem das diferenças de mentalidades, culturas, opiniões e formas de viver. Para a cultura do diálogo não basta tolerar, mas é preciso ouvir, compreender e conversar para transmitir as próprias ideias de forma serena e respeitosa. Não se trata de anular as diferenças, mas de valorizá-las como fontes de enriquecimento mútuo. O diálogo não é um debate para vencer, mas uma caminhada em comum rumo à verdade. Nesse caminho, todos aprendem e crescem. No final, não haverá vencidos nem vencedores, mas pessoas convencidas pela verdade.

             Adotar uma postura crítica e seletiva em relação aos meios de comunicação é necessário para que o excesso de informação não confunda e aliene. A convivência harmoniosa na sociedade multicultural só é possível pela cultura de diálogo, que se baseia na escuta, no pensamento crítico e na coragem de viver de forma consciente. Trata-se de um apelo à responsabilidade pessoal e coletiva neste mundo cada vez mais fragmentado e marcado pela diversidade cultural e constante mudança.

             A influência invisível da opinião pública molda os pensamentos e impõe uma uniformização das opiniões. Com isso, deixa-se de fazer uma apreciação própria sobre os assuntos para seguir o que muitos dizem. É salutar redescobrir o valor do silêncio, da reflexão individual e do contato direto com a realidade. Não permitir que o cansaço físico e mental, aliado ao ritmo frenético da vida moderna, impeça a reflexão profunda porque parece ser mais atrativo refugiar-se nas telas digitais para se afastar do contato humano direto que propicia o diálogo aberto e o olho no olho.

             Para criar a cultura do diálogo, algumas medidas são necessárias:

             1-Adaptar-se à realidade atual. Em vez de resistir às transformações sociais e culturais com nostalgia ou medo, viver o presente com abertura e autenticidade. Reconhecer que a história avança e que a identidade humana se constrói no diálogo com o mundo atual.

             2-O diálogo mais do que falar exige empatia, escuta ativa, amizade e autenticidade. Quem está em paz consigo mesmo encontra sua identidade e não teme acolher a opinião do outro. Esse respeito mútuo fomenta a verdadeira comunicação, mesmo entre pessoas com convicções ou opiniões diferentes.

             3- Abrir-se ao mundo, pois todos têm algo a ensinar, mesmo que as opiniões nos pareçam erradas, pois nelas pode se esconder de alguma parte da verdade. O encontro com culturas diferentes enriquece a nossa própria visão do mundo, como acontece com os que regressam do estrangeiro, que retornam com “olhos novos”.

             4. Compreender o outro exige mais do que informar-se, mas amar e ter simpatia para que da convivência nasça a cooperação real. Exemplo: os preconceitos históricos entre católicos e evangélicos na Alemanha só foram superados quando conviveram em situações-limite, como nos campos de concentração, onde todos se reconheceram como irmãos.

             5-Respeitar é mais do que tolerar: é aceitar as diferenças como valor enriquecedor e reconhecer a liberdade do outro para viver segundo a sua consciência. Certo rei polonês afirmou “não sou rei das vossas consciências”, o que revela que o respeito profundo é base para qualquer convivência justa. Tomás de Aquino, na Suma Teológica, expõe com elegância intelectual e imparcialidade os argumentos contrários aos dele.

             O verdadeiro diálogo é um exercício de humanidade, pois implica reconhecer a dignidade do outro, escutá-lo com o coração aberto para construir pontes entre mentalidades diferentes. Não se trata de anular as diferenças, mas de valorizá-las como fontes de enriquecimento mútuo.

             O papel transformador do diálogo é caminho de autenticidade, crescimento e paz. Jutta Burgraff nos desafia a comunicar a verdade com delicadeza, reconhecendo o outro como interlocutor digno e não como adversário.

             Condições para o diálogo verdadeiro:

             1-Dar a conhecer a própria identidade com transparência fomenta o verdadeiro diálogo, que não esconde o que se pensa para evitar conflitos, já que tal atitude conduz a uma falsa e superficial harmonia. A comunicação genuína, sincera e respeitosa, fortalece as relações: quanto mais fiel for cada pessoa à sua consciência, mais autêntica será a unidade que nasce da verdade partilhada. Ser fiel às próprias convicções não exclui a convivência, pelo contrário, faz crescer o respeito mútuo.

             2-Dialogar é dar e receber, é escutar com atenção e abertura, é reconhecer que o outro pode trazer uma perspectiva válida. O diálogo não é um debate para vencer, mas uma caminhada em comum rumo à verdade. Neste caminho, todos aprendem e crescem.

             3- Distinguir entre o essencial e o acidental. É importante diferenciar o que é fundamental e inegociável na nossa identidade, daquilo que é opinável ou relativo. Segundo Newman e Kierkegaard, absolutizar o relativo é sinal de rigidez e mediocridade espiritual. Saber discernir o essencial e o acidental é essencial para um diálogo maduro e produtivo.

             4-Humildade e abertura à verdade. Agostinho de Hipona dizia que ninguém deve afirmar que já encontrou plenamente a verdade. Devemos buscá-la juntos, com humildade e caridade. Esta atitude impede o orgulho e favorece uma escuta autêntica. No final, não haverá vencidos nem vencedores, mas pessoas convencidas pela verdade.

             5- Dialogar é caminho para a paz e maturidade; é praticar a arte de se aproximar do outro, mesmo quando surgem mal-entendidos ou desilusões. Dialogar ajuda vencer barreiras, acolher a diversidade como riqueza e crescer em humanidade. Por isso, é urgente educar para o diálogo, desde cedo, seja nas famílias, escolas, nos ambientes de trabalho e na sociedade. Encorajar o diálogo intergeracional, por exemplo, entre pais e filhos, em torno dos conteúdos consumidos, promove o uso ativo e consciente das telas digitais e da internet, em vez de os rejeitar por completo.

  • Beleza corporal e beleza interior

    Beleza corporal e beleza interior

             A aparência corporal é buscada na sociedade atual como sinônimo de bem-aventurança. O corpo se tornou protagonista principal da bem-aventurança: a beleza física, a saúde e a plenitude corpórea obtida com exercícios regulares, o prazer dos sentidos, a comodidade, o relaxamento, o conforto e o bem-estar do corpo fazem crescer demasiadamente o sistema físico e atrofiar o valor do desenvolvimento psicológico na busca da felicidade, ensina Fernando Sarráis, psiquiatra1.

             A falta de desenvolvimento psicológico aumentou no Ocidente, o que fez crescer o número de pessoas imaturas (neuróticas, em linguagem técnica), propensas a sofrer de enfermidades mentais, a ter mais conflitos no âmbito familiar, profissional e social, e a sofrer com vícios motivados pela busca de maior prazer, sempre confundindo isso com a busca da felicidade.

             O número de pessoas imaturas vem aumentando, pois a demanda pelo desenvolvimento corporal, as horas gastas para melhorar o visual a ser postado nas redes sociais, a falta de outros valores buscados nas boas obras literárias e religiosas, fizeram diminuir o número de pessoas com a formação adequada para incentivarem crianças, adolescentes e jovens a seguir por caminhos seguros e verdadeiros.

             À medida que cresce o número de indivíduos obcecados pelo desenvolvimento corporal perfeito, aumenta o descuido pelo equilíbrio interior devido ao enfraquecimento de duas habilidades importantes para o ser humano: a capacidade de introspecção e o domínio das funções psíquicas (percepção, imaginação, memória, pensamento e afetividade).

             A capacidade de introspecção é a habilidade de entrar em si para avaliar os estados interiores, identificar o que é necessário para construir uma personalidade rica e sadia e não ficar à mercê da opinião alheia. Já o domínio das funções psíquicas revela-se na capacidade de não depender dos estados de ânimo (sentimentos, emoções e paixões) para agir, mas sim motivados pela clareza da inteligência e determinação da vontade.

             A sociedade atual exagera a importância do êxito exterior: status social, poder, fama e riqueza material independentemente de como foi obtida, porque entende que a felicidade vem de fora, dos resultados que se obtém no mundo exterior, de quantos likes somou nas redes sociais. Com isso, sabe-se o modo de se vestir, o look do penteado, o que comer ou como se divertir, que esporte praticar, mas cega-se para o encontro com a felicidade que está em servir, em dar amor aos demais, quais as características psicológicas são necessárias para desenvolver uma personalidade rica.

             A beleza exterior resolve-se facilmente com um bom penteado, roupa, perfume e pouco mais, sendo fácil avaliá-la. Porém, a beleza interior, por ser mais valiosa, exige um pouco mais de empenho, mas oferece muito mais: torna a pessoa resiliente diante dos obstáculos, dá força para ser fiel aos compromissos, não troca sua honradez por ganhos fáceis, ama o bem e a verdade assumidos em valores ou modelos perenes da conduta, não se deixa influenciar pela opinião dos demais nas redes sociais (mal que tem levado adolescentes mulheres a estados depressivos e de ansiedade).

             Nota-se atualmente que pais e professores fomentam motivações externas ao exigir apenas que as crianças se destaquem socialmente nas boas notas escolares, dominem outro idioma, sejam esportistas de elite e se encaminhem para uma carreira que dê muito dinheiro. Seria mais sábio que as ajudassem a superar medos, vergonhas, timidezes, hipersensibilidades emocionais, condutas egoístas voltadas apenas ao que gostam e não ao que devem fazer. Por mais que tenham bom desempenho nos aspectos externos, se não tiverem valores interiores se tornarão dependentes, inconstantes, manipuláveis pelos meios de comunicação, imaturas frente às dificuldades da vida, ansiosas, incapacitadas para controlar emoções negativas (ódio, raiva, ira, preguiças, gula, inveja, ciúme) e desajustadas para trabalhos em equipe e a convivência social.

             Muitos adolescentes sabem o que querem ser ao crescer, mas não têm ideia de como gostariam de ser do ponto de vista de caráter e personalidade, pois desconhecem valores a assumir, já que seus educadores não os fizeram compreender a importância da beleza interior por meio das virtudes para obter a verdadeira felicidade.

             A maturidade psicológica consiste em obter equilíbrio entre inteligência, vontade e afetividade. Os sentimentos, emoções e paixões são aspectos irracionais da afetividade que devem submeter-se à inteligência e vontade para que haja harmonia nas ações humanas, tal como na orquestra os instrumentos obedecem à mente do maestro. Por isso, é necessário priorizar a formação da inteligência para que seja esclarecida com a verdade acerca de temas importantes, e educar a vontade para ter autodomínio sobre os impulsos da afetividade (comer, beber, dormir, descansar, desfrutar, sentir…). A educação da inteligência e da vontade deve começar desde a infância, a fim de que não arraiguem vícios difíceis de tirar na adolescência e juventude. Quanto maio for a força de vontade, mais liberdade terá a pessoa para não ser impulsionada exclusivamente pelo motor afetivo (sentimentos, emoções, estados de ânimo). A disciplina dos sentidos e dos sentimentos se faz por meio das virtudes ou hábitos contrários às desordens que por vezes ocorrem. Muitos vícios e transtornos comportamentais em crianças, adolescentes e jovens estão relacionados ao domínio da afetividade sobre a razão.

  • O poder da literatura no cérebro

    O poder da literatura no cérebro

    Este texto resume o vídeo “Esto Es Lo Que Pasa en Tu Cerebro con la Lectura”, de Marian Rojas, psiquiatra espanhola (link para o vídeo no final).

             A leitura é um universo inexplorado que sem fazer ruído se converte em chave-mestra que abre a mente para novas dimensões e nos conecta com emoções e pensamentos que talvez nunca os teríamos vivenciados. Mais do que simples entretenimento, oferece nova forma de ver o mundo. Ler é tempo de qualidade dedicado a si mesmo; é autocuidado e modo de vincular-se à própria essência. Ler enriquece profundamente a vida pessoal ao nos afastar do ruído exterior para voltarmos ao mais profundo do nosso ser. Desde a infância, os contos penetram na nossa vida com força silenciosa: quem nunca se impactou com uma história ou sentiu suas emoções saltarem das páginas?

             CADA HISTÓRIA ABRE NOVOS HORIZONTES. Ao submergir na leitura abrimos uma porta em direção ao vasto universo de conhecimentos e experiências compartilhadas. Mais que hobby, a leitura é conexão profunda com o nosso próprio ser e com o mundo. Cada livro permite explorar contextos culturais, sociais e históricos diferentes, ampliando a perspectiva sobre a diversidade humana. Palavras carregadas de emoções, ideias e significados e são veículos de transformação e convite para entrar no mundo de outros e explorar suas percepções, vivenciar suas emoções e pensamentos que talvez nunca os teríamos, permitindo olhar pelos olhos de outros, sentir o que sentem, pensar desde a perspectiva deles e enriquece a nossa compreensão de mundo. Uma história bem contada ressoa por dentro e transforma maneira de ver a realidade.

             AUTOCONHECIMENTO. Com a leitura nos observamos sob outras perspectivas e descobrimos novas nuances do nosso ser. Na viagem de uma história reconhecemos nossas próprias lutas, carências e anseios; sendo porta aberta para outras realidades que ao ser atravessada encontramos um pedaço de nós mesmos, antes desconhecido. A leitura é processo contínuo de autodescoberta, permitindo explorar temas universais como amor, perda, dor, esperança.

             A leitura é forma de construir a identidade pessoal e de compreender quem somos e o que queremos ser; é ação transformadora que conduz às profundezas do nosso ser. Cada livro mantém um silencioso diálogo conosco e modo de frear o bulício do quotidiano. Mais do que atitude passiva, a leitura leva a sentir, imaginar e refletir. Pode-se passar anos à procura de respostas externas para compreender os nossos sentimentos, mas ao abrir um livro e mergulhar em suas palavras penetramos em um universo que desafia nossa percepção e permite explorar ideias insuspeitadas, experiências alheias e visões da realidade que nunca teríamos considerado.

             TER COMO PRÓPRIAS AS EXPERIÊNCIAS ALHEIAS. Sem o perceber imediatamente, a leitura impacta nosso cérebro ao afetar profundamente nossas emoções, fortalece as conexões neurais e melhora a capacidade de empatia, autorreflexão e autorregulação emocional. Ao ler, são ativadas áreas cerebrais relacionadas à compreensão, emoção e empatia, e cada história permite assimilar experiências de outros como se fossem próprias, desencadeando mudanças internas que contribuem para formar a identidade pessoal, aportar valores e redefinir perspectivas de vida.

             A neurociência revela que ao ler o cérebro sincroniza as áreas responsáveis pelo processamento da linguagem, emoções e percepção sensorial, permitindo viver uma experiência narrativa sem que o cérebro distinga entre ler sobre essa experiência ou vivê-la na realidade. Nas páginas de um livro não lemos apenas uma história, mas absorvemos vivências, exploramos sentimentos desconhecidos e expandimos nossa visão de mundo. Com a leitura vemos através dos olhos de outros, aprendemos com seus erros e acertos, refletimos sobre nossas vivências com base nas experiências alheias.

             Ao ler sobre alguém que sente medo, alegria ou tristeza, os neurônios espelho, que são células cerebrais ativadas quando observamos ou executamos uma ação por imitação, nos fazem sentir as emoções alheias como se fossem próprias. Este fenômeno faz da leitura poderosa ferramenta para desenvolver a empatia, a compreensão emocional e multiplica as perspectivas por observação. Ao ler, somos influenciados por nossas experiências e emoções pessoais, de modo que o mesmo livro impacta diferentemente duas pessoas. A leitura se conecta não apenas com o autor, mas também com o mundo interior do leitor, faz participar de uma cadeia interminável de aprendizagem, do conhecimento coletivo e dos pensamentos e experiências de pessoas de tempos anteriores e contextos diferentes. Esse intercâmbio faz a humanidade aprender do passado para avançar.

             A LEITURA AMPLIA O HORIZONTE EMOCIONAL. Ler permite viver muitas vidas, ser testemunha de aspectos da humanidade, simular vivências e emoções intensas sem riscos. Com a leitura enfrentamos dilemas éticos, compreendemos melhor a grandeza e a fragilidade da natureza humana, exploramos novos pontos de vista e aumentamos a sensibilidade sobre as experiências alheias. O impacto positivo da leitura na saúde emocional e mental é inegável: pode ser bálsamo em momentos de dor, companhia na solidão e bússola nas incertezas; permite deter-se para refletir e encontrar nas palavras dos outros consolo ou resposta às preocupações pessoais em momentos difíceis. Um bom livro oferece perspectiva e serenidade necessárias para enfrentar as circunstâncias pessoais, trazendo alívio e clareza sem que seja um livro de autoajuda.

             Estudos revelam que a leitura reduz o estresse e melhora o funcionamento do humor, sendo ferramenta para o tratamento da ansiedade e da depressão. Ler uma história ajuda a ver as dificuldades desde uma perspectiva diferente e oferece descanso mental em um mundo saturado de estímulos. No campo da saúde emocional experimenta-se uma catarse, liberta emoções reprimidas e desconstrói conflitos internos. Uma história faz chorar, rir ou sentir medo, e permite que as emoções fluam de forma natural e libertadora. Tal processo ajuda a compreender que emoções intensas ou dolorosas podem ter lugar na nossa vida, e nos prepara para as enfrentar no futuro.

             É AJUDA NA BUSCA DA VERDADE. Outra consequência da leitura é tornar a mente crítica e reflexiva ao incorporar diferentes pontos de vista; ensina a analisar, questionar e não aceitar os fatos como se apresentam, mas aprofundar na verdade por conta própria e não por pressões externas; ilumina a mente para pensar por si mesma, a questionar e a sonhar sem limites, oferecendo a oportunidade de explorar conhecimentos que tornam a vida mais rica, sendo convite para se abrir a um mundo de infinitas possibilidades.

             Neste mundo saturado de informações e opiniões, a leitura torna-se ferramenta de resistência, espaço de liberdade para pensar e sentir sem interferências externas; cultiva a autonomia do pensamento, defende as próprias ideias e mantem a integridade mental em meio à sobrecarga informativa.

             CONVIDA A SONHAR. Os textos literários ajudam a encarar os desafios da vida com esperança, pois neles encontramos pessoas que enfrentaram obstáculos, sofreram e lutaram, inspirando-nos a travar nossas batalhas com mais coragem; revelam caminhos que mesmo não sendo fáceis aportam saídas e fazem acreditar na capacidade pessoal de superação para não desistir dos sonhos.

             DESCANSA E TORNA A IMAGINAÇÃO CRIATIVA. A leitura oferece mais satisfação que muitas outras atividades. Desconectar do ruído exterior e mergulhar num mundo que é só nosso, em ato de intimidade e silêncio, transmite paz e refúgio em meio ao caos. Esse isolar-se do mundo exterior é um dos maiores benefícios da leitura, que permite ver a vida serena e profundamente. Com as histórias viajamos a lugares distantes e nos tornamos heróis, exploradores e testemunhas de mundos que existem apenas na mente de quem os criou e na de quem os lê. A imaginação cultivada pela leitura é fundamental para a saúde mental, pois permite sair da rotina e viver experiências que enriquecem a percepção da vida para ver além do evidente, e desenvolve visão ampla e criativa para enfrentar os problemas.

             FORTALECE A MEMÓRIA E A CAPACIDADE DE COMPREENSÃO. A leitura reforça a capacidade de concentração num mundo cheio de distrações, pois implica em esforço consciente de atenção e retenção. Esse exercício melhora as funções cognitivas e mantem o cérebro em forma, pois o ritmo lento da leitura permite assimilar informações e construir estruturas mentais que potencializam a compreensão.

             REFORÇA OS VALORES. Os enredos literários oferecem personagens de todas as épocas que viveram valores universais e imutáveis como fortaleza, fidelidade, solidariedade, honestidade, entre outros. Também mostram a riqueza das diferenças de gostos, capacidades, temperamentos, favorecendo a tolerância e a empatia.

             O poder da leitura transforma e inspira a mente, sendo fonte de crescimento pessoal; é promessa para que oferece um universo a ser descoberto. Cada história deixa marcas na mente, aporta ideias e sentimentos que se integram à nossa experiência de vida. A leitura cria lições que nos acompanharão pela vida. Na juventude buscamos aventuras; na maturidade, reflexões profundas. Em qualquer estágio, a leitura se adapta às nossas necessidades e oferece inspiração, consolo ou simplesmente um respiro.

             Em conclusão, o poder da leitura é imenso e transformador: conecta-nos com o profundo de nós mesmos, explora as complexas experiências humanas e oferece inspiração e paz. A leitura permite viver múltiplas vidas em uma só; brinda a oportunidade de ver o mundo através de inúmeras perspectivas e de nos enriquece em cada página. A leitura é poderosa ferramenta para construir uma vida plena de sentido, pois cada história oferece um potencial de mudança, um despertar para novas formas de se viver.

    Marian Rojas: vídeo “Esto Es Lo Que Pasa en Tu Cerebro con la Lectura”, link https://www.youtube.com/watch?v=5qpCeGKiemM

  • Faça-os ler! Para não criar cretinos digitais

    Faça-os ler! Para não criar cretinos digitais

             Em sua obra “A fábrica de cretinos digitais”, Michel Desmurget traz muitas pesquisas sobre o perigo das telas para as nossas crianças. Em seu livro seguinte, “Faça-os ler! Para não criar cretinos digitais”, o autor apresenta soluções para afastar o público infantil da chupeta eletrônica, sendo uma delas a leitura compartilhada, que ocorre quando os pais, irmãos ou avós leem para os pequenos. Afirma Desmurget que as crianças entram em contato com os livros muito antes de saber ler, seja pela leitura compartilhada ou quando fingem que estão lendo e no manuseio de livros ou álbuns com figuras, etc. Tais encontros com os textos, se incentivados, têm um impacto duradouro e profundo no desenvolvimento da criança: inserem o livro e a leitura nos hábitos cotidianos, preparam o cérebro para o pensamento profundo e para as exigências das futuras aprendizagens formais, familiariza os neurônios para as complexidades e singularidades dos textos.

             Crianças, e mesmo os pré-adolescentes, gostam de que leiam histórias para elas. Para a criança se tornar leitora é imperativo que seja exposta precocemente aos livros, e tudo se inicia pela leitura compartilhada, que tem duas raízes: uma emocional, onde a criança sente que é um momento especial, mágico, alegre, de calor humano; a segunda é o desenvolvimento da linguagem, o enriquecimento da imaginação, a melhora dos resultados escolares.

             Até os 6 anos de idade concordam os pais que a leitura compartilhada é essencial. Porém, quando as crianças aprendem a ler, por volta dos 6 ou 7 anos, deixam de ler para elas porque creem que estão com idade para fazerem isso sozinhas, e porque pensam que a interrupção da leitura compartilhada irá favorecer a “leitura autônoma”, e com tais pensamentos deixam de supervisionar e incentivar as atividades literárias dos filhos. Em pesquisa citada por Desmurget, muitos adolescentes afirmaram que teriam gostado que seus pais continuassem com a leitura compartilhada. Na verdade, longe de se excluírem, os hábitos de leitura individual e compartilhada se fortalecem quando se somam.

             Quanto mais uma criança é exposta à leitura compartilhada, mais ela tende a ler sozinha, independentemente da idade. Os pais que cessaram de ler histórias para os filhos, ao pensar que com isso promoveriam a autonomia e a prática da leitura individual, logo constataram que isso não ocorreu. Na fase pré-escolar é muito importante a leitura compartilha, e poucos são os pais que leem todos os dias para seus filhos, nem incentivam os irmãos mais velhos a fazerem isso para os menores.

             As telas digitais vêm roubando não apenas os momentos de leituras, mas também as interações familiares. Para crianças de 0 a 5 anos, um estudo estabeleceu que a cada hora diária de televisão, que é a principal tela nessa faixa etária, elimina 40 a 50 minutos de interações humanas. Da mesma forma foi demonstrado que entre crianças em idade pré-escolar (3-5 anos), a leitura compartilhada é um terço menor que o consumo diário de telas (essa pesquisa envolveu por três anos milhares de crianças nos EUA). Desses dados surgiram duas conclusões: quanto mais as crianças consumem telas aos 24 meses, menos elas são expostas à leitura compartilhada aos 36 meses; quanto menos as crianças são expostas à leitura compartilhada aos 36 meses, mais elas consumem telas aos 60 meses. Ou seja, a primazia do digital sobre a leitura se revela no tempo diário dedicado às telas digitais: entre 0 e 5 anos, as telas recreativas consomem quatro vezes mais tempo do que os livros.

             Ao chegar no primeiro ano do ensino fundamental, o afastamento da leitura familiar traz sérias dificuldades ao aprendizado dos filhos. A mensagem é clara: o uso recreativo de dispositivos digitais reduz significativamente o tempo da leitura compartilhada. Certa pesquisa recente, citada por Desmurget, concluiu que “o lugar ocupado pela leitura na infância tem um peso [leia-se consequência] significativo na vida adulta”. Apesar dos pais reconhecerem a contribuição fundamental de lerem para as crianças, poucos o fazem. A maioria dos lares ao invés de livros estão infestados de telas recreativas, que monopolizam o tempo livre dos filhos e causam inúmeros vícios e travamentos no desenvolvimento comportamental, psicológico e intelectual.

             O esforço dos pais para se tornarem leitores habituais incentivarão os filhos a imitá-los. Sugerimos consultar em nosso site as listas de livros por gênero (romances, contos, biografias, suspense, romance, divertidos, etc.) e por idades (infantis, juvenis, adultos) : https://staging.ariesteves.com.br/livros/

    Em nosso site os boletins estão organizados também por assunto, com link para cada título: ver página

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  • Literatura por idade e por gênero

    Literatura por idade e por gênero

    • A lista a seguir não é completa, mas apenas sugestões para que a criança ou o adolescente passe a apreciar os livros de literatura;
    • Se a criança não está gostando de determinada leitura, não a force a continuar e sugira outra;
    • Muitos títulos estão disponíveis gratuitamente na internet; outros podem ser adquiridos, já usados e a baixo custo, pelo “sebo virtual” www.estantevirtual.com.br;
    • Não substituir os contos escritos por desenhos em telas digitais: a cultura das imagens se dirige apenas às sensações e impressões superficiais, passageiras, diminuindo a capacidade reflexiva;
    • Os textos escritos (lidos ou narrados oralmente) são mais ricos e instigam a inteligência, a imaginação e a memória das crianças, leva à reflexão e ao conhecimento das diferentes circunstâncias da vida;
    • Faça os seus filhos felizes: faz parte da natureza humana ouvir histórias e penetrar em mundos desconhecidos. Os tradicionais contos infantis arrebatam as crianças a ponto de pedirem incansavelmente que releiam suas histórias preferidas, e aguardam ansiosamente a hora em que os pais ou um irmão irá ler para elas;
    • Quando fisgadas, as crianças sonham um dia ler por conta própria, pois percebem que é a chave para viajarem com a imaginação;
    • Para a criança, a leitura é um jogo com a mãe ou pai, ela e a história, sendo que o adulto é a voz das histórias, e a mão que a conduz para dentro da narrativa;
    • Os pais devem ser pacientes e repetir esse jogo dia após dia, reservando um tempo exclusivo para isso.
    • “Sem a arte narrativa –e aí se enquadra o cinema– o ser humano teria que contar tão só com suas próprias experiências, o que significa que se veria obrigado a aprender tudo desde o princípio. Sem conhecer a Odisséia, o homem não saberia nada da fidelidade de Penélope; sem Shakespeare ignoraria as dúvidas de Hamlet, o amor de Romeu por Julieta. Sem Dom Quixote, teríamos que descobrir por conta própria a diferença entre ver o mundo como é e vê-lo como deveria ser” (Krzysztof Zanussi, filósofo e cineasta polonês).

    Crianças até seis anos

    • Contos de Ratinhos, Arnold Lobel
    • Pinocchio, Carlo Colodi
    • Fábulas de Esopo, Esopo,
    • Fábulas de La Fontaine, La Fontaine
    • Contos de Andersen, Hans Christian Andersen
    • Contos de Grimm, Irmãos Grimm
    • Peter Pan, J. M. Barrie
    • O pequeno polegar
    • A bela e a fera
    • Branca de neve e os sete anões
    • Cinderela
    • Chapeuzinho vermelho
    • João e Maria
    • A bela adormecida
    • O patinho feio
    • O gato de botas
    • A cigarra e a formiga
    • A raposa e as uvas
    • A festa no Céu
    • A galinha dos ovos de ouro
    • A lebre e a tartaruga
    • O asno e o cavalo
    • O cão e a carne
    • O corvo e a raposa
    • O leão e o ratinho
    • O patinho feio
    • O príncipe sapo
    • O soldadinho de chumbo
    • O vento e o sol
    • Os três porquinhos

    Crianças até doze anos

    • BGA – O Bom Gigante Amigo, Roald Dahl
    • O Pequeno Príncipe, Saint Exupéry
    • Volta ao mundo em 80 dias, Júlio Verne
    • Reinações de Narizinho, Monteiro Lobato
    • O Saci, Monteiro Lobato
    • Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll
    • Viagem ao centro da terra, Júlio Verne
    • Sítio do Picapau Amarelo (toda a série), Monteiro Lobato
    • As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis
    • Um Conto de Natal, Charles Dickens
    • Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
    • A Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne
    • Cinco Semanas em um Balão, Júlio Verne
    • Viagem ao Centro da Terra, Júlio Verne
    • Vinte mil léguas Submarinas, Júlio Verne
    • Aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain
    • O Príncipe e o Mendigo, Mark Twain
    • O Pequeno Nicolau (toda a série), René Goscinny
    • A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson
    • Capitão Coragem, Rudyard Kipling
    • Moby Dick, Herman Melville

    Livros a partir dos 13 anos

    • As minas do Rei Salomão, Henry Rider Haggard, traduzido por Eça de Queirós
    • Harry Potter, J.K. Rowling
    • O Senhor das Moscas, William Golding
    • Dom Camilo e seu pequeno mundo, Giovanni Guareschi
    • Tartarin de Tarascon, Alphonse Daudet
    • O Quinze, Rachel de Queiroz
    • Vidas Secas, Graciliano Ramos
    • O alienista, Machado de Assis
    • O velho e o mar, Ernest Hemingway
    • Iracema, José de Alencar
    • O feijão e o sonho, Orígenes Lessa
    • Helena, Machado de Assis
    • Iaiá Garcia, Machado de Assis
    • Auto da Compadecida, Ariano Suassuna
    • Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie
    • Oliver Twist, Charles Dickens
    • Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
    • O Hobbit, J. R. R. Tolkien
    • Caninos Brancos, Jack London
    • Robinson Crusoe, Daniel Defoe
    • O Homem Nu e outras crônicas, Fernando Sabino
    • Ben-Hur, Lew Wallace
    • A História sem Fim, Michael Ende
    • Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand
    • A Revolução dos Bichos, George Orwell
    • Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, Howard Pyle
    • O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien
    • O Guarani, José de Alencar
    • Frankenstein, Mary Shelley
    • O Médico e o Monstro (O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde), Robert Louis Stevenson
    • Ivanhoé, Walter Scott
    • A Megera Domada, William Shakespeare
    • Romeu e Julieta, William Shakespeare
    • A Odisseia, Homero
    • Sagarana, João Guimarães Rosa
    • Édipo Rei, Sófocles

    AVENTURA

    Pequeno lord, 0Burnet, Francês H.
    Tarzan e os homens-leopardoBurroughs, Edgar R.
    Lorde Jim (2 ex.)Conrad, Joseph
    Caçador, 0Cooper, James F.
    Tesouro da casa velha, 0Coralina, Cora
    Caçadores de imangens no AlascaCrisler, Lois
    A Tolkien BestiaryDay, David
    Adventures in time and spaceDiversos
    Manu: a menina que sabia ouvirEnde, Michael
    História sem fim, AEnde, Michael
    Expedição Kon-Tiki, AHeyerdhal, Thor
    Aku-Aku: o segredo da Ilha da PáscoaHeyerdhal, Thor
    KimKipling, Rudyard
    Jungle Books, TheKipling, Rudyard
    Cem dias entre céu e marKlink, Amyr
    Paratii – entre dois polósKlink, Amyr
    De saga em sagaLagerloff, Selma
    Incrível viagem de Shackleton, ALansing, Alfred
    Prince CaspianLewis, CS.
    Voyage of the “Dawn Treader”, TheLewis, C. S.
    Silver Chair, The \Lewis, C. S.
    Horse and his boy, The jLewis, CS.
    Magician’s Nephew, The /Lewis, CS.
    Lion, the witch and the wardrobeíTheLewis, CS.
    Last battle, TheLewis, CS.
    Cadeira de Prata, ALewis, CS.
    Última batalha, ALewis, CS.
    ClawsLondon, Jack
    Moby DickMelville, Hermann
    Dramas do marMelville, Hermann
    Meninos da rua Paulo, OsMoinar, Ferenc
    Mistery of chimney rock, ThePackard, Edward
    Aventuras no Camel TrophyProbst, C. & Rosemberg, Tito
    Sobreviventes, Os: A tragédia dos AndesRead, Piers Paul
    Captive planetSimon, Morris
    Aventuras do rei BaribêTahan, Malba
    Hobbit, 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol 1), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol. 2), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol. 3), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    SílmarilíonTolkien, J. R. R.
    Lord of the rings, TheTolkien, J. R. R.
    Lost road, TheTolkien, J. R. R.
    Aventura de Tom Sayer no extrangeiro –Twain, Mark
    Aventuras de Huck (2 ex.)Twain, Mark
    Príncipe e o mendigo, 0Twain, Mark
    Aventuras de Tom Sayer, AsTwain, Mark
    Castelo dos Cárpatos, 0Verne, Júlio
    Filhos do capitão Grant, OsVerne, Júlio
    Cinco semanas num balãoVerne, Júlio
    Ilha misteriosa, AVerne, Júlio
    Segredo de Wilhelm StoritzVerne, Júlio
    Volta ao mundo em 80 dias, AVerne, Júlio
    Viagem ao redor da LuaVerne, Júlio
    Um capitão de quinze anosVerne, Júlio
    Viagem à Inglaterra e à EscóciaVerne, Júlio
    Arquipélago em chamas, 0Verne, Júlio
    Miguel StrogoffVerne, Júlio
    A Journey to the center of the EarthVerne, Júlio
    Três russos e três inglesesVerne, Júlio
    Vinte mil léguas submarinasVerne, Júlio

    BIOGRAFIA

    Leonardo da VinciBérence, Fred
    Descoberta do outro, ACorção, Gustavo
    Memórias de guerraDe Gaulle, Charles
    Homem que não se vê, 0 (hisória de Átila)Gardonyi, Geza
    Viagens na minha terra (2 ex.)Garret, Almeida
    Ilha dos amotinados, AHalle, J. N. & Nordholf, C
    Iacocca, uma autobiografiaIacocca, L. & Novak, W
    HaníbalJelusich, M.
    RommelKoch, Lutz
    NapoleãoLudwig, Emil
    Santo AgostinhoMadureira, Pedro Paulo S.
    Grandes amizades, AsMaritain, Raissa
    ChurchillMason, David
    Vida de Disraeli, AMaurois, André
    DickensMaurois, André
    FlemingMaurois, André
    Eduardo VII e o seu tempoMaurois, André
    Carlos VMerriman, R. B.
    Vida de Lyndon Johnson, AMooney, Booth
    AristótelesMorrall, John B.
    33 dias de João Paulo I, OsMoser, Hilário
    Édouard ManetPerruchot, Henri
    Vidas dos homens ilustres, AsPlutarco
    Memórias de RommelRommel
    Floriano PeixotoSilva, Cyro
    Pensamento vivo de Chaplin, 0Simões Jr., Jose Geraldo
    Carta a um amigo judeuSvidercoschi, Gian Franco
    Contra toda a esperançaValladares, Armando
    Vida do Barão do Rio BrancoViana Filho, Luiz
    Felipe IIWalsch, W. T.
    Canção de Bernadette, AWerfel, Franz
    De GaulleWerth, Alexander
    Grandes católicosWilliamsom, Pe. Claude
    Para além do Oriente e do OcidenteWu, John
    Joseph FouchéZweig, Stephan
    Fernão de MagalhãesZweig, Stephan

    CLÁSSICO

    Divina comédia, AAlighieri, Dante
    Cancioneiro, OAlighieri, Dante
    Flor, AAlighieri, Dante
    Eglogas latinasAlighieri, Dante
    Vida novaAlighieri, Dante
    Banquete, 0Alighieri, Dante
    Da monarquiaAlighieri, Dante
    Da linguagem vulgarAlighieri, Dante
    EpístolasAlighieri, Dante
    Questão da água e da terra, AAlighieri, Dante
    Lazarillo de TormesAnônimo
    Lusíadas, Os (2 ex.)Camões, Luís de
    LíricaCamões, Luís de
    Novelas exemplaresCervantes Saavedra, Miguel de
    Dom Quixote de La Mancha (2 ex.)Cervantes Saavedra, Miguel de
    OraçõesCícero
    Dos deveresCícero
    Robinson CrusoéDefoe, Daniel
    Oração da coroa, ADemóstenes
    Aventuras do Sr. Pickwick, AsDickens, Charles
    Oliver TwistDickens, Charles
    David CopperfieldDickens, Charles
    Tragédias gregasDiversos (Sófocles & Esquilo)
    Prometeu acorrentado (Édipo Rei)Esquilo
    Odisséia, AHomero
    Ilíada, AHomero
    Comentários sobre a Guerra GálicaJúlio César
    Livro das bestas, 0Lúlio, Raimundo
    MeditaçõesMarco Aurélio
    E o vento levouMitchell, Margaret
    Doutor JivagoPasternak, Boris
    Scaramouche: fazedor de reisSabatini, Rafael
    Cabana do Pai Tomás, AStowe, Harriet Beecher
    Viagens de GulliverSwift, Jonathan
    Ana KarêninaTolstoi, Leon
    War and peaceTolstoi, Leon
    SermõesVieira, Pe. Antônio
    Sermões e cartasVieira, Pe. Antônio
    Geórgicas & EneidaVirgílio

    CLÁSSICO NACIONAL

    Ressurreição (2 ex.)Assis, Machado de
    Rosinha, minha canoaVasconcelos, Jose M. de
    Helena & Iaiá Garcia (2 ex.)Assis, Machado de
    Mão e a luva, A (2 ex.)Assis, Machado de
    Relíquias da casa velha (Vol. 1)Assis, Machado de
    Relíquias da casa velha (Vol. 2)Assis, Machado de
    Memórias póstumas de Brás CubasAssis, Machado de
    Esaú e JacóAssis, Machado de
    Memorial de AiresAssis, Machado de
    Alienista, 0Assis, Machado de
    Feijão e o sonho, 0Lessa, Orígenes
    Morte e vida SeverinaMelo Neto, João C. de
    Vila dos confinsPalmério, Mario
    Chapadão do BugrePalmério, Mario
    Quinze, 0Queiroz, Rachel de
    Grande sertão: VeredasRosa, João Guimarães
    SagaranaRosa, João Guimarães
    TutaméiaRosa, João Guimarães
    InocênciaTaunay, Visconde de
    Burrico Lúcio, 0Vaz, Leo

    CONTO

    CoraçãoAmicis, Edmundo de
    Contos de aprendizAndrade, Carlos D. de
    Bolsa & a vida, AAndrade, Carlos D. de
    Cadeira de balançoAndrade, Carlos D. de
    Fala, amendoeiraAndrade, Carlos D. de
    Contos escolhidosAssis, Machado de
    Medalhão, OAssis, Machado de
    ContosAssis, Machado de
    Histórias sem dataAssis, Machado de
    Diálogos e reflexões de um relojoeiroAssis, Machado de
    Contos fluminensesAssis, Machado de
    Onze contos de Machado de AssisAssis, Machado de
    CorrespondênciaAssis, Machado de
    Ghost storiesBorder, Rosemary
    Homem tatuado, 0Bradbury, Ray
    Frutos dourados do Sol, OsBradbury, Ray
    Hombre que sabia demasiado, ElChesterton, G. K.
    Sabedoria do Padre Brown, AChesterton, G. K.
    Segredo do Padre Brown, 0Chesterton, G. K.
    Conversa em sol menorCorção, Gustavo
    Cartas do meu moinhoDaudet, Alphonse
    Borboleta azul, ADaudet, Alphonse
    Uma aventura de NatalDickens, Charles
    Conto de NatalDickens, Charles
    Pickwick papersDickens, Charles
    Voz dos sinos, ADickens, Charles
    Para gostar de ler (Vol. 1). CrônicasDiversos
    Para gostar de ler (Vol. 3):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 4):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 5):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 7):CrônicasDiversos
    Para gostar de ler (Vol. 8):Contos (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 9):Contos (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 10):Contos (2 ex.)Diversos
    Maravilhas do conto norte-americanoDiversos
    Contos de aventuraDoyle, A Conan
    Contos do ringue e de guerraDoyle, A. Conan
    Contos de terror e de mistérioDoyle, A. Conan
    Aventuras de Gerard, AsDoyle, A. Conan
    Companhia branca, ADoyle, A. Conan
    Menino do dedo verde, 0 (2 ex.)Druon, Maurice
    Dom Camilo e seu pequeno mundoGuareschi, Giovanni,
    Regresso de D. Camilo, 0Guareschi, Giovanni
    Dom Camilo e os tempos modernosGuareschi, Giovanni
    Dom Camilo e os cabeçudosGuareschi, Giovanni
    Dom Camilo e o seu rebanhoGuareschi, Giovanni^
    Ghostly hand and others haunting stories, TheKramer, Nora
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 1)La Fontaine, Jean de
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 2)La Fontaine, Jean de
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 3)La Fontaine, Jean de
    UrupêsLobato, Monteiro
    Ilhas do PacíficoLondon, Jack
    Novelas paulistanasMachado, Antônio de A.
    Histórias extraordináriasPoe, Edgard Allan
    Histórias célebresPoe, Edgard Allan
    Thingum BobPoe, Edgard Allan
    Crimes da rua Morgue, OsPoe, Edgard Allan
    Tales of mystery and imaginationPoe, Edgard Allan
    Urso polar e outras novelas, 0Pontoppidan, Henrik
    Aventuras do Barão de Münchhausen, AsRaspe, R. Erich
    Lei do Cnute, A & ContosReymont, Wladislaw S.
    Mulher do vizinho, ASabino, Fernando
    Homem nu, 0 (2 ex.)Sabino, Fernando
    Melhores crônicas de Fernando SabinoSabino, Fernando
    Cidade vazia, ASabino, Fernando
    Pérola, ASteinbeck, John
    SeleçõesTahan, Malba
    Morte de Ivan Illich, ATolstoi, Leon
    Fantasma de Canterville, 0 (2 ex.)Wilde, Oscar

    DIVERTIDO

    La divina increncaBananére, Juó
    Comédia humana, ASaroyan, Willian
    Homem que calculava, 0 (2 ex.)Tahan, Malba
    Exercícios de pensamentoWerneck, Tom

    FILOSÓFICO

    Tópicos & Dos argumentos sofísticosAristóteles
    Ortodoxia (2 ex.)Chesterton, G. K.
    Dois amores, duas cidades (Vol. 1)Corção, Gustavo
    Dois amores, duas cidades (Vol.2)Corção, Gustavo
    Três alqueires e uma vacaCorção, Gustavo
    Agostinho de Hipona: A razão e a féCremona, Cario
    Física moderna e filosofia tradicionalDaujat, Jean
    Pensadores: Platão, Xenofonte e Aristófanes, OsDiversos
    Televisão dominada, AIglesias, Francisco
    Caminhos para DeusMaritain, Jacques
    Significado místico dos números, OMauro, Rábano
    História da filosofiaPadovani, H.
    Filosofia espanola, LaPelayo, Marcelino M.
    Estética dei idealismo aleman, LaPelayo, Marcelino M.
    História básica da filosofiaPerez, Rafael Gomez
    MarxismoPiettre, André
    FédonPlatão
    Mênon, Banquete, FedroPlatão
    Banquete, Fédon, Sofista, PolíticoPlatão
    República, APlatão
    Apologia de SócratesPlatão
    Sociedad y sensatezSheed, Fulton
    Filosofias em lutaSheen, Fulton
    História da filosofiaTruc, Gonzague
    Renúncia de Jânio: um depoimento, ABranco, Carlos Castello

    HISTÓRICO

    Deuses, túmulos e sábios (2 ex.)Ceram, C. W.
    Cidade antiga, ACoulange, Fustel de
    Sertões: campanha de Canudos, OsCunha, Euclides da
    WaterlooErckman & Chatrian
    História da InglaterraMaurois, André
    História de RomaMommsen, Theodor
    Bandeirantes e pioneirosMoog, Vianna
    Idade Media, o que não nos ensinaramPernoud, Regine
    Ascensão e queda do 3o Reich (Vol. 2)Shirer, William L.
    Ascensão e queda do 3o Reich (Vol. 3)Shirer, William L.
    Brasil: de Getúlio a CasteloSkidmore, Thomas
    Aventuras de Tibicuera, AsVeríssimo, Érico
    Momentos decisivos da humanidadeZweig, Stephan

    IDÉIAS & DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

    Código genético, OAsimov, Isaac
    Livro de ouro da Mitologia, 0Bulfinch, Thomas
    Em busca de sentidoFrankl, Viktor E.
    Presença ignorada de Deus, AFrankl, Viktor E.
    Deus existe – eu 0 encontreiFrossard, André
    Caso dos exploradores de cavernas, 0Fuller, Lon L.
    Caos: a criação de uma nova ciênciaGleick, James
    Sob o olhar de DeusKillian, Hans
    Caso Oppenheimer, 0Kipphardt, Heimar
    Esta noite a liberdadeLapierre, Dominique
    0 que e uma universidade?Lauand, Luiz Jean
    Educação, teatro e matemática medievaisLauand, Luiz Jean
    Filosofia, educação e arteLauand, Luiz Jean
    Tomás de Aquino, hojeLauand, Luiz Jean
    Raízes do pensamento medievalLauand, Luiz Jean
    Problema do sofrimento, 0Lewis, CS.
    Quatro amores, OsLewis, CS.
    Cultura inter-americanaLima, Alceu A.
    Missão de São Paulo, ALima, Alceu A.
    Como um romancePennac, Daniel
    Abertura para o todo: a chance da UniversidadePieper, Josef
    Cartas a la juventudPiettre, André
    Cartas do pequeno príncipeSaint-Exupéry, Antoine de
    ConfiteorSetúbal, Paulo
    Último trem para Paris, 0Velloso, João Paulo R.
    Sinal de contradiçãoWojtyla, Karol
    Loja do ourives, AWojtyla, Karol
    Brasil: país do futuroZweig, Stephan
    Três paixões, As (2 ex.)Zweig, Stephan

    POLICIAL OUSUSPENSE

    Trabalhos de Hércules, OsChristie, Agatha
    Caso do penhasco, 0Christie, Agatha
    Aventura do pudim de Natal, AChristie, Agatha
    Assassinato no Expresso Oriente, 0 (2 ex.)Christie, Agatha
    Caso dos dez negrinhos, 0 (2 ex.)Christie, Agatha
    Cinco porquinhos, OsChristie, Agatha
    Homem do terno marrom, 0Christie, Agatha
    Mistério dos sete relógios, 0Christie, Agatha
    Testemunha de acusaçãoChristie, Agatha
    Natal de Poirot, 0Christie, Agatha
    Cai o panoChristie, Agatha
    Maldição do espelho, AChristie, Agatha
    Tres ratos cegos,OsChristie, Agatha
    Casa do penhasco, AChristie, Agatha
    Acidente, UmChristie, Agatha
    Morte no Nilo, AChristie, Agatha
    Primeiros casos de Poirot, OsChristie, Agatha
    Treze problemas, OsChristie, Agatha
    Brinde de cianureto, UmChristie, Agatha
    M ou N?Christie, Agatha
    Para gostar de ler (Vol. 11): Histórias de detetivesDiversos
    Sucessos da literatura policialDiversos
    Signo dos quatro, 0Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 1)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 3)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 4)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 5)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 6)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 7)Doyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: 0 cão dos BaskervillesDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Um estudo em vermelhoDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Memórias de Sherlock HolmesDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Aventuras de Sherlock HolmesDoyle, A Conan
    Sherlock Holmes: A volta de Sherlock HolmesDoyle, A. Conan
    The hound of the BaskervillesDoyle, A. Conan
    Suspeita, ADürrenmatt, Friedrick
    Heart of the matter, TheGreene, Graham
    Agulha ôca, ALeblanc, Maurice
    Confidencias de Arsène Lupin, AsLeblanc, Maurice
    Oito pancadas do relógio, AsLeblanc, Maurice
    Ladrão de casacaLeblanc, Maurice
    Cólera de Maigret, ASimenon, Georges
    Maigret e o caso NahourSimenon, Georges
    Irmandade do crime, AWallace, Edgard

    POESIA

    Espumas flutuantesAlves, Castro
    Mario de Sá Carneiro: poesiaBerardinelli, Cleonice
    Meu livro de cordelCoralina, Cora
    PoesiaDias, Gonçalves
    Para gostar de ler (Vol. 6):Poesias (3 ex.)Diversos
    Antologia poéticaEliot, T. S.
    Essência da poesia, AEliot, T. S.
    Marília de DirceuGonzaga, Tomás Antônio
    Ruba’iya’tKhayyam, Ornar
    Duas lendasMartins, Ives Gandra S.
    Intemporal espaçoMartins, Ives Gandra S.
    Tempo pretéritoMartins, Ives Gandra S.
    Dois poemasMartins, Ives Gandra S
    Antologia poéticaMeireles, Cecília
    Romanceiro da inconfidênciaMeireles, Cecília
    Mensagem (3 ex.)Pessoa, Fernando

    ROMANCE

    Sertanejo, 0Alencar, José de
    Pata da gazela, AAlencar, José de
    Guarani, 0Alencar, José de
    EncamaçãoAlencar, José de
    Cinco minutos & A ViuvinhaAlencar, José de
    Tronco do ipê, 0Alencar, José de
    Garatuja, OAlencar, José de
    Sonhos d’ouroAlencar, José de
    UbirajaraAlencar, José de
    Ermitão da gloriaAlencar, José de
    SenhoraAlencar, José de
    IracemaAlencar, José de
    Orgulho e preconceitoAusten, Jane
    Pride and PrejudiceAusten, Jane
    Triste fim de Policarpo QuaresmaBarreto, Lima
    BarrabásBekessy, Emery
    Interesses criados & rosas de outono, OsBenavente, Jacinto
    PetersburgoBiéli, Andrei
    Missão, ABolt, Robert
    Amor de salvaçãoBranco, Camilo Castelo
    Arco de triunfoBranco, Carlos Castello
    Jane EyreBrontè, Charlotte
    Jane Eyre (em inglês)Brontè, Charlotte
    Morro dos ventos uivantes, 0Brontè, Emily
    Wuthering heightsBrontè, Emily
    Boa terra, ABuck, Pearl S.
    China que eu vi, ABuck, Pearl S.
    Flor oculta, ABuck, Pearl S.
    Vem, meu amorBuck, Pearl S.
    Vento leste, vento oesteBuck, Pearl S.
    Vozes na casaBuck, Pearl S.
    Good earth, TheBuck, Pearl S.
    Homem que foi quinta-feira, 0Chesterton, G. K.
    Lições de abismoCorção, Gustavo
    Chaves do reino, AsCronin, A. J.
    Anos de tormentaCronin, A. J.
    Pelos caminhos de minha vidaCronin, A. J.
    S Sob a luz das estrelasCronin, A. J.
    S Noites de vigíliaCronin, A. J.
    Cidadela, ACronin, A. J.
    Tartarin de TarasconDaudet, Alphonse
    Abismo, 0Dickens, Charles
    Cântico de NatalDickens, Charles
    Casa Soturna, A (Vol. 1)Dickens, Charles
    Casa Soturna, A (Vol. 2)Dickens, Charles
    Loja de antigüidades, ADickens, Charles
    A tale of two citiesDickens, Charles
    Grandes esperançasDickens, Charles
    Histórias humanasDickens, Charles
    Vida e aventuras de Nicholas Nickbery (Vol. 1)Dickens, Charles
    Vida e aventuras de Nicholas Nickbery (Vol.2)Dickens, Charles
    Tempos difíceisDickens, Charles
    Pupilas do sr. reitor, AsDiniz, Júlio
    Fidalgos da casa mourisca, OsDiniz, Júlio
    Família inglesa, UmaDiniz, Júlio
    Morgadinha dos canaviais, ADiniz, Júlio
    Adolescente, 0Dostoiévski, Fiodor M.
    Manto de Cristo, 0 (Vol. 1)Douglas, Lloyd C.
    Manto de Cristo, 0 (Vol. 2)Douglas, Lloyd C.
    Irmãos corsos, OsDumas, Alexandre (pai)
    Éramos seisDupré, Maria José
    Return to BrookmereEstes, Rose
    Tom JonesFielding, Henri
    Diário de bolso & Retrato de noivaFranco, Afonso A. M.
    Joaninha dos olhos verdesGarret, Almeida
    Vigésima-quinta hora, AGheorghiu, Constantin V.
    Taras BulbaGogol, Nicolai
    Almas mortasGògol, Nicolai
    Vigário de Wakefield, OGoldsmith, Oliver
    Poder e a glória, OGreene, Graham
    Ermitão de Muquém, OGuimarães, Bernardo
    Escrava Isaura, AGuimarães, Bernardo
    Garimpeiro, OGuimarães, Bernardo
    Far from the madding crowdHardy, Thomas
    Casa das sete torres, AHawthorne, Nathaniel
    Velho e o mar, OHemingway, Ernest
    Old man and the sea, TheHemingway, Ernest
    Bobo, OHerculano, Alexandre
    Adeus, Mr. ChipsHilton, James
    Horizonte perdidoHilton, James
    Proezas do Menino JesusJardim, Luis
    Platero e euJimenez, Juan Ramon
    Abril despedaçadoKadaré, Ismail
    Concerto no fim do invernoKadaré, Ismail
    Palácio dos Sonhos, 0Kadaré, Ismail
    Zero e o infinito, 0Koestler, Arthur
    Cartas do Coisa-ruim, AsLewis, CS.
    Rua principalLewis, Sinclair
    Robin HoodLobato, Monteiro
    Moreninha, AMacedo, Joaquim M. de
    Vicentina (Vol. 1)Macedo, Joaquim M. de
    Vicentina (Vol. 2)Macedo, Joaquim M. de
    Luneta mágica, A (2 ex.)Macedo, Joaquim M. de
    Moço louro, 0Macedo, Joaquim M. de
    Buddenbrook, OsMann, Thomas
    Noivos, OsManzoni, Alexandre
    Don JuanMaranón, Gregorio
    Rio imita o Reno, UmMoog, Vianna
    Jangada para Ulisses, UmaMoog, Vianna
    Sinos de Nagasaki, OsNagai, Paulo
    Revolução dos bichos, AOrwell, George
    Testemunhas da Paixão, AsPapini, Giovanni
    PollyannaPorter, Elleanor S.
    Minas de Salomão, AsQueirós, Eça de
    Diário de Dany, 0Quoist, Michel
    São Bernardo (2 ex.)Ramos, Graciliano
    Vidas secas (2 ex.)Ramos, Graciliano
    Cardeal, 0Robinson, H. M.
    CidadelaSaint-Exupéry, Antoine de
    Terra dos homensSaint-Exupéry, Antoine de
    Vôo noturnoSaint-Exupéry, Antoine de
    Céu sem limites, 0Saint-Exupéry, Antoine de
    Um sentido para a vidaSaint-Exupéry, Antoine de
    Correio sulSaint-Exupéry, Antoine de
    Pequeno príncipe, 0Saint-Exupéry, Antoine de
    Piloto de guerraSaint-Exupéry, Antoine de
    Canudo, 0Schmidt, Afonso
    Ricardo Coração-de-LeãoScott, Walter
    IvanhoéScott, Walter
    Sonho das esmeraldas, 0Setúbal, Paulo
    Irmãos Leme, OsSetúbal, Paulo
    Campo da glória, 0Sienkiewicz, Henryk
    Quo vadis?Sienkiewicz, Henryk
    Ferro e fogo, ASienkiewicz, Henryk
    Dilúvio, 0Sienkiewicz, Henryk
    Faroleiro e outros contos, OSienkiewicz, Henryk
    Em vãoSienkiewicz, Henryk
    HaniaSienkiewicz, Henryk
    Dia na vida de Ivan Denissovich, UmSoljenítsin, Alexandre
    Arquipélago GulagSoljenítsin, Alexandre
    Palavra de verdade, UmaSoljenítsin, Alexandre
    Pavilhão de cancerososSoljenítsin, Alexandre
    Agosto 1914Soljenítsin, Alexandre
    Primeiro círculo, 0Soljenítsin, Alexandre
    Vinhas da ira, As (Vol. 1)Steinbeck, John
    Vinhas da ira, As (Vol. 2)Steinbeck, John
    Of mice and menSteinbeck, John
    Red pony, TheSteinbeck, John
    Dr. Jekyll e o monstro, 0Stevenson, R.
    Caminho dos tormentos (Vol. 1), 0Tolstoi, Alexei
    Caminho dos tormentos (VoL 2), 0Tolstoi, Alexei
    Caminho dos tormentos (Vol. 3), 0Tolstoi, Alexei
    Senhor e servoTolstoi, Alexei
    Cossacos, OsTolstoi, Alexei
    Pais e filhosTurgueniev, Ivan
    Palácio japonês, 0Vasconcelos, Jose M. de
    Ben HurWallace, Lewis
    Um punhado de póWaugh, Evelyn
    Máquina do tempo, AWells, H. G.
    VossWhite, Patrick
    FabíolaWiseman, Cardeal
    Beau GesteWren, P. C.

    TEATRO

    Sonho de uma noite de verão & Mercador de Veneza O Shakespeare, William
    OteloShakespeare, William
    HamletShakespeare, William
    Comédias & SonetosShakespeare, William
    MacbethShakespeare, Willian
    TragédiasShakespeare, Willian
    Júlio César & Noite dos reisShakespeare, Willian
    Auto da compadecida (2 ex.)Suassuna, Ariano
    Pena e a lei, ASuassuna, Ariano
    Velho da horta; 0; Auto da barca do infernoVicente, Gil
    Auto da índia; Quem tem farelos?; Farsa de Inês Pereira VicenteVicente, Gil
    Como se faz um presidente da repúblicaWhite, Theodore H.
    César no rubicãoWhite, Theodore F£.