{"id":12335,"date":"2024-03-27T11:01:05","date_gmt":"2024-03-27T14:01:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=12335"},"modified":"2024-03-27T11:01:05","modified_gmt":"2024-03-27T14:01:05","slug":"educar-a-vontade-tarefa-principal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=12335","title":{"rendered":"Educar a vontade: tarefa principal"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A vontade \u00e9 quem governa a vida e decide sobre as escolhas. Os pais devem perceber que o segredo da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na intelig\u00eancia, mas no fortalecimento da vontade dos filhos, a fim de que <em>queiram<\/em> fazer o que deve ser feito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O <em>querer<\/em> \u00e9 uma inclina\u00e7\u00e3o da vontade ligado \u00e0 racionalidade: a <em>intelig\u00eancia<\/em> compreende algo e a <em>vontade<\/em> adere com o seu <em>querer<\/em> ou <em>n\u00e3o querer<\/em> ao que a intelig\u00eancia mostrou. J\u00e1 o <em>gostar<\/em> ou <em>n\u00e3o gostar<\/em> n\u00e3o est\u00e1 ligado \u00e0 raz\u00e3o, mas \u00e0 sensibilidade ou afetos (sentimentos, emo\u00e7\u00f5es, paix\u00f5es): quem <em>gosta<\/em> de mousse de lim\u00e3o inclina-se a ele n\u00e3o racionalmente, mas porque agrada ao paladar, o que n\u00e3o significa que o <em>gostar<\/em> de algo deva ser aceito sem passar pelo crivo da raz\u00e3o: se a pessoa \u00e9 diab\u00e9tica, a intelig\u00eancia lhe dir\u00e1 para n\u00e3o comer o doce. \u00c9 importante n\u00e3o confundir o <em>querer<\/em> da vontade, que tem um componente racional (quero aquilo que a intelig\u00eancia me mostrou ser bom), com o <em>gostar<\/em> de tal tipo de alimento, desse ou daquele esporte, de certas m\u00fasicas e n\u00e3o de outras, ligados \u00e0 sensibilidade e n\u00e3o \u00e0 racionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Se as faculdades reitoras das a\u00e7\u00f5es dos filhos n\u00e3o forem a intelig\u00eancia e a vontade, mas a sensibilidade, ent\u00e3o eles s\u00f3 far\u00e3o aquilo que agrada ou d\u00e1 prazer e n\u00e3o o que devem fazer. Se a intelig\u00eancia indicar ao adolescente que deve estudar, s\u00f3 conseguir\u00e1 essa proeza se a vontade dele superar o mau sentimento da pregui\u00e7a, pois caso contr\u00e1rio n\u00e3o estudar\u00e1 nem amarrado na cadeira, tendo um livro aberto a palmo e meio do nariz.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Intelig\u00eancia e vontade s\u00e3o duas irm\u00e3s muito unidas: a Intelig\u00eancia gosta de pensar, \u00e9 curiosa, irrequieta e est\u00e1 sempre procurando conhecer as coisas para apresent\u00e1-la \u00e0 maninha vontade, a fim de que esta decida o que fazer, porque nela reside o livre arb\u00edtrio ou a capacidade de agir sem que ningu\u00e9m a obrigue. Por isso, n\u00e3o \u00e9 suficiente que os filhos compreendam (intelig\u00eancia) a necessidade de estudar, mas devem <em>querer<\/em> (vontade) estudar, pois s\u00f3 assim o far\u00e3o. Por mais que a intelig\u00eancia indique o que fazer, a a\u00e7\u00e3o s\u00f3 surgir\u00e1 se a vontade n\u00e3o estiver dominada pelos sentimentos, que ali\u00e1s deveriam apoiar a vontade, se estivessem bem educados por meio das virtudes. A imagem da pessoa governada pela sensibilidade \u00e9 a do cavaleiro que n\u00e3o tem as r\u00e9deas do cavalo firmes nas m\u00e3os, e por isso se deixa levar aonde o animal se inclinar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;As crian\u00e7as podem controlar seus impulsos e desejos desde muito cedo, quando orientadas a agir assim. Aprendem a realizar n\u00e3o apenas o que gostam, que \u00e9 sempre o mais f\u00e1cil e agrad\u00e1vel, mas tamb\u00e9m a cumprir as pequenas tarefas atribu\u00eddas a elas, mesmo no primeiro momento as desagradem. Mas para vencer a barreira inicial dos sentimentos contr\u00e1rios, necessitam ganhar bons h\u00e1bitos que as fazem <em>perder o medo <\/em>de se esfor\u00e7arem. Como fortalecer a vontade dos filhos para que possam agir contrariamente ao imp\u00e9rio do gosto? Essa \u00e9 uma boa quest\u00e3o. Para fortalecer o <em>querer<\/em> dos filhos s\u00e3o necess\u00e1rias duas atitudes dos pais: 1) Oferecer a eles motivos, raz\u00f5es ou valores que fortale\u00e7am a vontade para agir de acordo com a intelig\u00eancia; 2) Ajud\u00e1-los a desenvolver as virtudes humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os motivos ou valores de conduta s\u00e3o mais eficazes que o autoritarismo de obrigar \u00e0 for\u00e7a, porque isso n\u00e3o estimula o <em>querer<\/em> da vontade para agir livremente, e nada ser\u00e1 realizado na aus\u00eancia dos pais. Ao explicar aos filhos sobre a bondade ou malicia de certas a\u00e7\u00f5es, a distinguir entre o verdadeiro e o falso, o certo e o errado, os pais iluminam a intelig\u00eancia dos filhos com valores que ser\u00e3o assumidos e fortalecer\u00e3o a vontade deles para agir at\u00e9 contra sentimentos contr\u00e1rios. Por exemplo, ao explicar aos filhos sobre a import\u00e2ncia de desenvolverem os dotes e qualidades que Deus lhes deu, a fim de serem colocadas ao servi\u00e7o dos demais, ao ajud\u00e1-los a compreender que o verdadeiro amor \u00e9 doa\u00e7\u00e3o de si mesmo e que qualquer ideal valioso exige esfor\u00e7o para ser alcan\u00e7ado, estimular\u00e1 e fortalecer\u00e1 a vontade deles para realizar o bem, e cada vez que isso ocorrer, a vontade se fortalecer\u00e1 ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:107%;\nfont-family:&quot;Arial&quot;,sans-serif;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font:\nminor-latin;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:\nAR-SA\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O outro caminho para fortalecer a vontade dos filhos, a fim de que <em>queiram<\/em> fazer o que deve ser feito, \u00e9 o das virtudes humanas, que deve come\u00e7ar pela educa\u00e7\u00e3o dos afetos desde os primeiros anos de idade da crian\u00e7a. J\u00e1 a partir dos 2 anos a crian\u00e7a pode ganhar h\u00e1bitos bons (e n\u00e3o maus h\u00e1bitos), como o de cumprir suas pequenas obriga\u00e7\u00f5es: jogar no lixo a fralda suja, guardar nas respectivas caixas os diferentes brinquedos; limpar o que sujou; vestir-se sozinha; ter hor\u00e1rios para dormir, acordar, banhar-se e fazer as refei\u00e7\u00f5es; n\u00e3o sair para brincar enquanto n\u00e3o fizer a li\u00e7\u00e3o escolar e tirar o p\u00f3 dos m\u00f3veis e enxugar o ch\u00e3o do box do chuveiro, etc. Esses pequenos h\u00e1bitos de autodisciplina se transformar\u00e3o nas virtudes da fortaleza, laboriosidade, ordem e aproveitamento do tempo, que alavancar\u00e3o a vontade deles para superar os afetos contr\u00e1rios ao que deve ser feito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-2445f1dbb5a5d57230243319588f2f4f\" style=\"color:#a65c22\">Texto produzido por Ari Esteves para o site staging.ariesteves.com.br\/. Imagem de Keira Burton.<\/p>\n\n\n\n<p>Siga-nos no Telegram, pois nele tamb\u00e9m h\u00e1 links para todos os boletins publicados: https:\/\/t.me\/ariesteves_pedagogo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A vontade \u00e9 quem governa a vida e decide sobre as escolhas. 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