{"id":13034,"date":"2025-01-28T15:46:11","date_gmt":"2025-01-28T18:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=13034"},"modified":"2025-01-28T15:46:11","modified_gmt":"2025-01-28T18:46:11","slug":"as-boas-e-mas-inclinacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=13034","title":{"rendered":"As boas e m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ao homem n\u00e3o lhe basta conduzir-se simplesmente pelo natural e espont\u00e2neo de suas tend\u00eancias, tal como os animais que lhes \u00e9 suficiente seguir os instintos para que deem certo. Todos os homens carregam dentro de si a inclina\u00e7\u00e3o para o bem ou para o mal, inclusive as crian\u00e7as. Ensina a Enc\u00edclica <em>Veritatis<\/em> <em>Splendor<\/em>, que o homem est\u00e1 entregue \u00e0s suas pr\u00f3prias decis\u00f5es, ao seu pr\u00f3prio cuidado e responsabilidade para chegar livremente \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o humana para a qual foi criado. Os atos humanos s\u00e3o morais porque exprimem e decidem a bondade ou mal\u00edcia da pessoa que os realiza, pois representam escolhas deliberadas que produzem n\u00e3o apenas mudan\u00e7as externas, mas configuram profundamente a fisionomia espiritual de quem os realiza. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Age-se moralmente bem quando se escolhe livremente o bem supremo ao qual o homem encontra sua perfei\u00e7\u00e3o e felicidade plena, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus. Por isso, o agir humano n\u00e3o deve ser considerado bom s\u00f3 porque atingiu determinado objetivo, mas apenas quando se dirige livre e conscientemente a essa verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Todos trazemos impresso em nosso cora\u00e7\u00e3o a chamada <em>lei natural<\/em> de fazer o bem e evitar o mal, e isso \u00e9 percept\u00edvel pela raz\u00e3o natural. Essa lei n\u00e3o \u00e9 formulada pela opini\u00e3o pessoal, e n\u00e3o cabe a cada um alter\u00e1-la sem que ocorram graves consequ\u00eancias para si e para os demais: ela lei existe para constituir a moralidade dos atos humanos e ordenar racional e voluntariamente as a\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o ao bem conhecido pela raz\u00e3o e necess\u00e1rio \u00e0 natureza humana.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Por meio de sua intelig\u00eancia, o homem n\u00e3o possui o arb\u00edtrio ou autonomia de chamar <em>bom <\/em>o que \u00e9 <em>mau<\/em>. Nunca ser\u00e3o atos moralmente bons roubar, matar, maltratar os pais, adulterar, caluniar, descuidar da fam\u00edlia, etc. A dignidade humana exige que se distinga o <em>bem <\/em>do <em>mal <\/em>atrav\u00e9s da luz da consci\u00eancia ou raz\u00e3o pr\u00e1tica, a fim de agir n\u00e3o por impulsos cegos, opini\u00f5es falsas ou por coa\u00e7\u00e3o externa. Nossas tend\u00eancias ou inclina\u00e7\u00f5es n\u00e3o nos obrigam a agir mal, e se alguma vez nos inclinam a isso, \u00e9 preciso ter a responsabilidade pessoal de dizer \u201cn\u00e3o\u201d. Somos livres para resistir ao mal, sendo isso facilitado pela aquisi\u00e7\u00e3o de virtudes ou for\u00e7as que incidem em nossa intelig\u00eancia, vontade e afetos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quem luta moralmente para n\u00e3o frustrar conscientemente o bem que deve escolher, a fim de n\u00e3o causar les\u00f5es ou fissuras em sua alma, saber\u00e1 ensinar os filhos a n\u00e3o desfearem a perfei\u00e7\u00e3o a que est\u00e3o chamados a ser. S\u00e2mia Marsilli em seu artigo \u201cInclinados para o mal\u201d, diz que se os pais pensam que os filhos devem agir sempre de maneira &#8220;natural&#8221;, sem necessidade de serem corrigidos, cometem o grave erro de acreditar que com o tempo essas tend\u00eancias ou inclina\u00e7\u00f5es negativas desaparecer\u00e3o sozinhas, e os filhos reconhecer\u00e3o a necessidade de mudar para melhor, o que \u00e9 um erro, pois criar\u00e3o o mal h\u00e1bito de ir ao mais f\u00e1cil e prazenteiro, e descuidar\u00e3o suas obriga\u00e7\u00f5es mais exigentes. As m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es t\u00eam um impacto forte, e ignorar o funcionamento delas dificulta a tarefa de educar os filhos nas virtudes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Todos nascem com boas e m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es, independente da intelig\u00eancia ou capacidades, e n\u00e3o h\u00e1 bondade genu\u00edna sem luta para erradicar o que \u00e9 mau na conduta. Deixar-se guiar pelas inclina\u00e7\u00f5es naturais desordenadas petrifica procedimentos inconvenientes, caso n\u00e3o sejam corrigidas com esfor\u00e7o. A corre\u00e7\u00e3o come\u00e7a com a aceita\u00e7\u00e3o e o reconhecimento de que s\u00e3o m\u00e1s e devem ser extirpadas da conduta. Ou seja: devem ser identificadas pelos seus verdadeiros nomes, e n\u00e3o justificadas: pregui\u00e7a, inveja, soberba, desordens da sensualidade, gula, ego\u00edsmos&#8230; A sinceridade em reconhec\u00ea-las \u00e9 o primeiro passo para modific\u00e1-las. Caso contr\u00e1rio, as m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o a prejudicar tanto a quem as pratica quanto aos demais com quem se convive no ambiente familiar, profissional ou social. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Deixar-se guiar \u2013 a si ou aos filhos \u2013 pelas inclina\u00e7\u00f5es naturais desordenadas petrifica procedimentos inconvenientes, caso n\u00e3o sejam corrigidos com esfor\u00e7o. A corre\u00e7\u00e3o come\u00e7a com o reconhecimento sincero de que h\u00e1 comportamentos que devem ser extirpados, e n\u00e3o justificados com falsas desculpas ou <em>raz\u00f5es sem raz\u00e3o<\/em>, e chamados pelos seus verdadeiros nomes: pregui\u00e7a, inveja, soberba, desordens da sensualidade, gula&#8230; A sinceridade em reconhec\u00ea-los \u00e9 o primeiro passo para a melhora pessoal. Caso contr\u00e1rio, as m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o a prejudicar tanto a quem as pratica e quanto aos demais no ambiente familiar, profissional ou social.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A responsabilidade de buscar a melhora pessoal cabe a cada pessoa. Identificar as m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es pessoais e lutar para n\u00e3o ser dominados por elas, \u00e9 atuar com sabedoria e prud\u00eancia. Os sete pecados capitais \u2013 soberba, avareza, lux\u00faria, ira, gula, inveja e pregui\u00e7a \u2013 s\u00e3o defeitos chaves e cabe\u00e7as de muitos outros v\u00edcios, e est\u00e3o dentro de n\u00f3s como v\u00edrus que esperam a baixa imunidade do corpo para atuarem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-79018263778876065f9b3db02b069954\" style=\"color:#992a2a\">Texto de Ari Esteves para o site <a href=\"http:\/\/www.ariesteves.com.br\">staging.ariesteves.com.br\/<\/a>, com base na Enc\u00edclica <em>Veritatis<\/em> <em>Splendor<\/em>, de Jo\u00e3o Paulo II, e o artigo \u201cInclinados para o mal\u201d, de S\u00e2mia Marsilli, publicado na Gazeta do Povo em 08\/09\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nosso site os boletins est\u00e3o organizados tamb\u00e9m por assunto, com link para cada t\u00edtulo:&nbsp;<a href=\"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/boletins-por-temas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>ver p\u00e1gina<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ao homem n\u00e3o lhe basta conduzir-se simplesmente pelo natural e espont\u00e2neo de suas tend\u00eancias, tal como os animais que lhes \u00e9 suficiente seguir os instintos para que deem certo. 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