{"id":2905,"date":"2020-06-19T19:50:00","date_gmt":"2020-06-19T22:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=2905"},"modified":"2020-06-19T19:50:00","modified_gmt":"2020-06-19T22:50:00","slug":"tecnicas-para-manejar-discussoes-com-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=2905","title":{"rendered":"5 T\u00e9cnicas para manejar discuss\u00e3o com crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><a href=\"\/#1\">A crian\u00e7a pode tentar manipular os pais<\/a><\/strong>.  <strong>1 &#8211; <a href=\"\/#2\">T\u00e9cnica do Disco Riscado<\/a><\/strong>. <strong>2. <a href=\"\/#3\">T\u00e9cnica do Nevoeiro<\/a><\/strong>.  <strong>3<\/strong>. <strong><a href=\"\/#4\">T\u00e9cnica da Interroga\u00e7\u00e3o Negativa<\/a><\/strong>.  <strong>4<\/strong>. <strong><a href=\"\/#5\">T\u00e9cnica da Extin\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>.  <strong>5<\/strong>. <strong><a href=\"\/#6\">T\u00e9cnica do Tempo Afastado<\/a><\/strong>. <strong><a href=\"\/#7\">Os filhos devem ter encargos dom\u00e9sticos<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"1\" style=\"color:#ad2929\"><strong>A crian\u00e7a pode manipular os pais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/strong>Em vez de obedecer, a crian\u00e7a pode argumentar ou discutir para descumprir a ordem que lhe foi&nbsp;dada. Trata-se de uma tentativa de manipular os pais para que cedam. A crian\u00e7a n\u00e3o deve vencer os pais numa discuss\u00e3o; e estes n\u00e3o devem entrar na controv\u00e9rsia criada pelo filho, que n\u00e3o ter\u00e1 fim e os desautoriza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Seguem cinco t\u00e9cnicas para os pais frustrarem as inten\u00e7\u00f5es b\u00e9licas dos pirralhos e colocarem um fim nas tentativas de embate:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"2\" style=\"color:#b33939\"><strong>1 &#8211; Disco Riscado<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Soa feito disco riscado que repete sempre a mesma frase. O pai \u2212&nbsp;ou a m\u00e3e \u2212 deve repetir ao filho a ordem dada enquanto ele argumenta de modo contr\u00e1rio. Ao n\u00e3o responder aos seus questionamentos, porque continua a ouvir o mesmo, o garoto percebe que sua tentativa de manipula\u00e7\u00e3o foi&nbsp;ignorada:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Ricardo, por favor, recolha j\u00e1 seus brinquedos porque est\u00e3o jogados pelo quarto<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212 <em>Por que sempre eu tenho que recolher? O Thiago nunca faz isso!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/strong><\/strong>M\u00e3e, com voz tranquila, diz:&nbsp;\u2212<em> Esse n\u00e3o \u00e9 o tema. Eu quero que voc\u00ea recolha j\u00e1 os brinquedos<\/em>&nbsp;(disco riscado).<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Um modo errado de agir seria a m\u00e3e enredar-se para provar que n\u00e3o \u00e9 injusta ou implicante. Se agisse assim teria perdido autoridade e empoderado o filho, cujos argumentos teriam alcan\u00e7ado&nbsp;o efeito desejado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Pensemos na situa\u00e7\u00e3o onde&nbsp;o disco riscado n\u00e3o causou efeito. Ent\u00e3o, deve-se unir gestos \u00e0 ordem e informar sobre o castigo que poder\u00e1 acontecer: olhar nos olhos do filho, p\u00f4r delicadamente a m\u00e3o sobre o ombro dele, e voltar a&nbsp;afirmar:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Pai: \u2212 <em>J\u00e1 disse que parasse de brigar com o seu irm\u00e3o agora mesmo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212 <em>N\u00e3o \u00e9 culpa minha; ele que come\u00e7ou<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Pai, com firmeza:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>\u2212 <em>Essa n\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o. Eu disse para voc\u00ea deixar agora mesmo de&nbsp;incomodar seu irm\u00e3o<\/em>&nbsp;(disco riscado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212 <em>Por que voc\u00ea s\u00f3 chama a minha aten\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Pai: \u2212 <em>Raul, deixe j\u00e1 de incomodar seu irm\u00e3o<\/em> (disco riscado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212 <em>Por que sempre implica comigo?<\/em><br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Mantendo-se firme na ordem dada e sem contra-argument\u00e1-la, o pai apoia serenamente a m\u00e3o sobre o ombro da crian\u00e7a e diz: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>\u2212 <em>Raul, se voltar a incomodar seu irm\u00e3o ficar\u00e1 de castigo em seu quarto por toda a manh\u00e3, sem os seus jogos <\/em>(disco riscado). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"3\" style=\"color:#ab2d2d\"><strong>2 &#8211; T\u00e9cnica do Nevoeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>No nevoeiro se escondiam os navios piratas para n\u00e3o serem vistos; nas guerras os soldados lan\u00e7am bomba-fuma\u00e7a para confundir a vis\u00e3o e n\u00e3o serem alvejados. Tamb\u00e9m no nevoeiro os pais podem se ocultar diante das inten\u00e7\u00f5es b\u00e9licas e manipulativas da crian\u00e7a, que n\u00e3o encontrar\u00e1 oponente porque os pais lhe devolvem a provoca\u00e7\u00e3o, sem question\u00e1-la:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>A m\u00e3e imp\u00f5e um castigo ao filho que a desobedeceu. O&nbsp;garoto reage de bate-pronto:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>\u2212 <em>Voc\u00ea \u00e9 malvada!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p> <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>A m\u00e3e, tranquilamente, afirma:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>\u2212 <em>Pode ser que pra voc\u00ea eu pare\u00e7a malvada<\/em> (nevoeiro: n\u00e3o entrou no conflito).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho:&nbsp;\u2212 <em>Voc\u00ea sempre zomba de mim<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Pode ser que voc\u00ea pense que eu sempre zombe&nbsp;de voc\u00ea<\/em>&nbsp;(nevoeiro).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Pode-se unir a <em>T\u00e9cnica do&nbsp;Nevoeiro&nbsp;<\/em>\u00e0 do <em>Disco Riscado<\/em>&nbsp;ao n\u00e3o reagir \u00e0 cr\u00edtica e tornar a exigir que cumpra a ordem:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Recolha seus brinquedos agora mesmo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212 <em>Voc\u00ea \u00e9 malvada; sempre eu tenho que guardar!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Pode ser que pra voc\u00ea eu seja malvada<\/em> (nevoeiro), <em>mas recolha seus brinquedos agora mesmo <\/em>(disco riscado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filho: \u2212&nbsp;<em>T\u00e1 sempre pegando no meu p\u00e9<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Pode ser que voc\u00ea pense que eu sempre pego no seu p\u00e9<\/em> (nevoeiro), <em>mas recolha os brinquedos agora mesmo<\/em>&nbsp;(disco riscado).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"4\" style=\"color:#a83131\"><strong>3 &#8211; T\u00e9cnica da interroga\u00e7\u00e3o negativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>A resposta agressiva do&nbsp;filho pode esconder um problema, e voc\u00ea ser\u00e1 o bode expiat\u00f3rio para aplacar a raiva dele. Fa\u00e7a perguntas para neutralizar&nbsp;a agress\u00e3o.<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>\u00c9 o anivers\u00e1rio da Aninha e a m\u00e3e prepara o bolo. A filha mostra uma atitude negativa e, com m\u00e1 cara, diz que o bolo est\u00e1 feio. A m\u00e3e ouve, mas n\u00e3o reclama e&nbsp;nem a chama de ingrata, porque sabe que o bolo n\u00e3o est\u00e1 feio. Com calma e firmeza diz:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>E por que voc\u00ea acha que est\u00e1 feio?<\/em>&nbsp;(interroga\u00e7\u00e3o negativa).<\/p>\n\n\n\n<p>  <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Aninha: \u2212 <em>Porque minhas amigas v\u00e3o rir dele<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>E por que voc\u00ea acha que ir\u00e3o rir do bolo?<\/em>&nbsp;(interroga\u00e7\u00e3o negativa).<\/p>\n\n\n\n<p>  <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Aninha: \u2212 <em>Porque sempre riem de mim<\/em>&nbsp;(o problema n\u00e3o est\u00e1 no bolo).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Riem s\u00f3 de voc\u00ea?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Aninha: \u2212 <em>Sim<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>N\u00e3o riem \u00e0s vezes de outras meninas?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Aninha: \u2212 <em>\u00c0s vezes<\/em>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>  <strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>N\u00e3o acha que fazem isso porque querem se divertir com voc\u00ea?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>  <strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong>Aninha: \u2212 <em>Pode ser, porque me chateio e deixo de brincar com elas<\/em>.<br><br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Agora vem a pergunta mais importante, que ser\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o do problema:<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>E o que voc\u00ea poderia fazer para n\u00e3o se chatear e continuar a brincar?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Filha: \u2212 <em>N\u00e3o ligar pra o que elas falam<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Muito bem, filha, \u00e9 exatamente isso que deve fazer para que n\u00e3o ca\u00e7oem: n\u00e3o dar a menor import\u00e2ncia. Assim perceber\u00e3o que essa brincadeira n\u00e3o causa efeito em voc\u00ea.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"5\" style=\"color:#a72a2a\"><strong>4 &#8211; T\u00e9cnica da&nbsp;Extin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Baseia no princ\u00edpio psicol\u00f3gico de que \u201cse um est\u00edmulo n\u00e3o encontra resposta, se extingue\u201d. <br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>O filho no supermercado recebe&nbsp;um \u201cn\u00e3o\u201d gordo, firme, rotundo, ao pedido de que lhe comprem uma barra de chocolate, e come\u00e7a a berrar. Ao n\u00e3o dar&nbsp;import\u00e2ncia ao berreiro da crian\u00e7a, esse refor\u00e7o negativo de chamar a aten\u00e7\u00e3o ir\u00e1 se extinguir. Se cederem, o refor\u00e7o positivo do choro se repetir\u00e1, porque surte o efeito desejado: agregou-lhe&nbsp;o chocolate.<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Outra situa\u00e7\u00e3o: a&nbsp;crian\u00e7a chora porque quer o colo da m\u00e3e, que cansada n\u00e3o a recolhe nos bra\u00e7os. A n\u00e3o-resposta da m\u00e3e aumentar\u00e1 o choro da filha&nbsp;para chamar a aten\u00e7\u00e3o de todos sobre ela, que est\u00e1&nbsp;desagradada. S\u00f3 a desaten\u00e7\u00e3o da m\u00e3e far\u00e1 extinguir pouco a pouco o refor\u00e7ador negativo da crian\u00e7a. Se a pegasse no colo, o refor\u00e7ador (o choro) seria positivo e faria a cena se repetir em outras ocasi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"6\" style=\"color:#a62d2d\"><strong>5 -T\u00e9cnica do tempo afastado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Esta t\u00e9cnica elimina um comportamento indesejado ao afastar a crian\u00e7a da situa\u00e7\u00e3o que incentiva a conduta irreverente.<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Um exemplo: o menino&nbsp;atira pedacinhos de p\u00e3o nos irm\u00e3os durante a refei\u00e7\u00e3o, e estes riem. A m\u00e3e pede para cessar a brincadeira, mas incentivado pelas risadas dos maninhos ele continua com a peraltice.  Solu\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>M\u00e3e: \u2212 <em>Se continuar fazendo isso voc\u00ea ir\u00e1 comer sozinho no quarto.<br><\/em><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>O filho continuou com a travessura e a m\u00e3e, que&nbsp;n\u00e3o deve deixar de cumprir o prometido, ordenou&nbsp;que ele fosse imediatamente para o quarto. Ao deixar&nbsp;de ser o centro das aten\u00e7\u00f5es, a crian\u00e7a n\u00e3o tinha mais incentivo para bancar a engra\u00e7adinha. O castigo evitar\u00e1 que a a\u00e7\u00e3o inadequada se repita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"7\" style=\"color:#aa2c2c\"><strong>Os filhos devem ter encargos dom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Os pais devem ter presente que, para o bem ou para o mal, a fam\u00edlia \u00e9 a influ\u00eancia mais profunda e duradoura na vida de qualquer pessoa. Para haver educa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a diferen\u00e7a clara de papeis: educador e educando. Educador \u00e9 guia. Crian\u00e7as e adolescentes necessitam de guias e n\u00e3o de c\u00famplices que cedem em tudo diante da vontade deles. Ou seja, necessitam de pais no papel de pais.<br>&nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Enquanto os filhos viverem na casa paterna, t\u00eam que se submeter \u00e0s exig\u00eancias da vida em comum, e aceitar o modo como os pais disciplinam o lar. \u00c9 legitimo que os pais pe\u00e7am determinados servi\u00e7os dom\u00e9sticos aos filhos, e estes est\u00e3o obrigados a obedecer, pois n\u00e3o s\u00e3o apenas sujeitos de direito, mas possuem obriga\u00e7\u00f5es familiares. Se a m\u00e3e manda o filho cumprir um encargo dom\u00e9stico, \u00e9 dever de justi\u00e7a a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir. J\u00e1 com pouca idade as crian\u00e7as devem se acostumar&nbsp;a uma disciplina que as&nbsp;estimulem a contribuir pelo bem-estar de todos na casa, com tarefas adaptadas \u00e0s possibilidades de sua idade. A solidariedade come\u00e7a a ser vivida desde pequenas.<br><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Sugest\u00e3o de Leitura: livro \u201cCarinho e firmeza com os filhos\u201d, de Alexander Lyfor-Pike, Editora Quadrante, S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-vivid-red-color has-text-color\">Texto produzido por <em>Ari Esteves,<\/em> com base no livro &#8220;Carinho e Firmeza com os filhos&#8221;.<em> <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crian\u00e7a pode tentar manipular os pais. 1 &#8211; T\u00e9cnica do Disco Riscado. 2. T\u00e9cnica do Nevoeiro. 3. T\u00e9cnica da Interroga\u00e7\u00e3o Negativa. 4. T\u00e9cnica da Extin\u00e7\u00e3o. 5. T\u00e9cnica do Tempo Afastado. Os filhos devem ter encargos dom\u00e9sticos. 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