{"id":4544,"date":"2021-04-15T10:07:34","date_gmt":"2021-04-15T13:07:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=4544"},"modified":"2021-04-15T10:07:34","modified_gmt":"2021-04-15T13:07:34","slug":"pais-frouxos-violentos-e-assertivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=4544","title":{"rendered":"Pais frouxos, violentos e assertivos"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>1 &#8211; <a href=\"\/#1\">Pais com crise de autoridade, crise de tradi\u00e7\u00e3o, crise de maturidade<\/a><\/strong>.  <strong>2 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#2\"><strong>Crian\u00e7as de 0 a 2 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/a>.  <strong>3 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#3\"><strong>Crian\u00e7as de 3 a 7 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/a>.  <strong>4 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#4\"><strong>Crian\u00e7as de 8 a 11 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/a>.  <strong>5 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#5\"><strong>Adolescentes de 12 a 16 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/a>  <\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"1\" style=\"color:#a92828\"><strong>1 &#8211; Pais com crise de autoridade, crise de tradi\u00e7\u00e3o, crise de maturidade<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;H\u00e1 pais que se encontram confusos e com <strong>crise de autoridade<\/strong> provocada pelo relativismo, que prega n\u00e3o haver verdades objetivas tamb\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, e est\u00e3o como quem dirige \u00e0 noite em estrada sem ilumina\u00e7\u00e3o, faixas e sinaliza\u00e7\u00f5es. Outra \u00e9 a <strong>crise de tradi\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque foram esquecidos os valores perenes (liberdade, amor, verdade, beleza, fam\u00edlia) que vinham sendo constru\u00eddos desde os gregos (portanto h\u00e1 vinte e seis s\u00e9culos), com consequ\u00eancias di\u00e1rias na vida das fam\u00edlias, a ponto de uma m\u00e3e se arrepender tarde demais por ter liberado o celular para o filho de dez anos, ou ter permitido que a filha adolescente come\u00e7asse a participar de certas festas. H\u00e1 tamb\u00e9m a <strong>crise de maturidade<\/strong>, com pais que educam pela emo\u00e7\u00e3o: permitem ou n\u00e3o com base no que sentem (s\u00e3o emotivistas), e n\u00e3o por terem estudados os temas importantes para esclarecer os filhos. Tais desequil\u00edbrios geraram a <strong>crise da pessoa humana<\/strong>, porque se perdeu o conceito de pessoa e o que \u00e9 ser homem ou mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Segue abaixo a descri\u00e7\u00e3o de alguns comportamentos adotados pelos pais, nas diferentes idades dos filhos. Pode-se errar ou pelo excesso de carinho mal-entendido (pais permissivos) ou por excesso de firmeza (pais autorit\u00e1rios). A atitude correta dos pais se chama \u201cassertividade\u201d, que vem do substantivo \u201casserto\u201d, de origem latina, que significa \u201cproposi\u00e7\u00e3o afirmativa\u201d, agir com assertividade, positivamente, pois s\u00e3o pais que se mostram seguros, firmes, mas com flexibilidade quando n\u00e3o est\u00e3o em jogo valores que acreditam ser os melhores para os filhos: agem com carinho e firmeza, tal como uma bigorna almofadada.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"2\" style=\"color:#a92b2b\"><strong>2 &#8211; Crian\u00e7as de 0 a 2 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Pais permissivos<\/strong>, fracos ou submissos n\u00e3o dominam a pr\u00f3pria afetividade e se mostram imaturos na rela\u00e7\u00e3o com os filhos nessa faixa et\u00e1ria. Diante de choros ou birras cedem facilmente sem perceber o que realmente o beb\u00ea necessita: falta-lhes intelig\u00eancia emocional para compreender isso, j\u00e1 que pensam demasiadamente em si pr\u00f3prios e n\u00e3o no filho. Se a crian\u00e7a de dois anos n\u00e3o quer comer, ficam desconcertados e mudam o alimento. Ou seja, ficam \u00e0 merc\u00ea do filho, que logo percebe que pode colocar os pais no bolso ou na rodinha (g\u00edria futebolista). N\u00e3o sabem criar e exigir rotinas de sono, ordem, alimenta\u00e7\u00e3o e higiene.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Pais autorit\u00e1rios<\/strong>, violentos ou agressivos s\u00e3o dominadores. O filho tem medo da voz e do olhar de um pai assim, e se p\u00f5e assustado na presen\u00e7a dele, j\u00e1 que n\u00e3o transmite carinho e acolhimento. Geralmente s\u00e3o pais que n\u00e3o aceitam algo da crian\u00e7a, e por n\u00e3o estudarem nada sobre a educa\u00e7\u00e3o do beb\u00ea, gritam, d\u00e3o respostas hostis do tipo \u201cEsse meu filho \u00e9 uma praga\u201d, \u201cVoc\u00ea me deixa louco\u201d. \u00c9 poss\u00edvel um filho amar e ter confian\u00e7a em pai com esse perfil?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Pais assertivos<\/strong> s\u00e3o seguros porque sabem o que fazer em cada etapa da vida do beb\u00ea, seja ele de um m\u00eas, tr\u00eas meses ou dois anos: o alimento a ser dado, como deve ser o sono ou o comportamento da crian\u00e7a nesse per\u00edodo&#8230; Est\u00e3o tranquilos, seguros e n\u00e3o negociam nada com o beb\u00ea, pois sabem como agir em cada situa\u00e7\u00e3o (comer, dormir ou banhar). Ali\u00e1s, o pai procura dar banho no beb\u00ea para que a crian\u00e7a sinta seu afeto e aproxima\u00e7\u00e3o com ele. A comunica\u00e7\u00e3o desses pais \u00e9 ativa, firme, clara; a crian\u00e7a ao n\u00e3o perceber inseguran\u00e7a neles, n\u00e3o faz manha: \u2212 <em>Filho, est\u00e1 na hora do banho; e em seguida a da mamadeira<\/em>. O filho sabe que n\u00e3o tem a op\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o. Uma m\u00e3e com muito <em>mi mi mi<\/em> diz \u201c\u2212 A<em>i voc\u00ea n\u00e3o quer tomar banho! Que fa\u00e7o agora?<\/em>\u201d, e ser\u00e1 explorada pela crian\u00e7a a ponto de logo dizer para as amigas: \u2212 <em>Meu filho joga o sapato e bate em mim!<\/em> \u00c9 preciso encarar a crian\u00e7a \u201colho no olho\u201d, apoiar a m\u00e3o no ombro dela e repreend\u00ea-la com firmeza ao agir mal. Esse contato f\u00edsico \u2013 olho no olho e m\u00e3o no ombro \u2212 \u00e9 importante para a crian\u00e7a de 0 a 2 anos. A assertividade pede essa firmeza.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"3\" style=\"color:#aa2d2d\"><strong>3 &#8211; Crian\u00e7as de 3 a 7 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong>Pais permissivos<\/strong><\/strong><\/strong> nestas idades j\u00e1 perderam a batalha do banho, comida e sono. Para se livrar do problema terceirizam a crian\u00e7a para a bab\u00e1 ou escola. Quando a m\u00e3e come\u00e7a a ter medo de enfrentar o banho da crian\u00e7a algo n\u00e3o est\u00e1 bem, porque n\u00e3o sente alegria em estar com o filho. N\u00e3o deixa tamb\u00e9m de ser uma fraqueza a atitude da m\u00e3e superprotetora que, por medo de exigir, faz tudo o que a crian\u00e7a deveria fazer: \u2212 <em>A\u00ed, vai quebrar o copo; deixa que eu guardo<\/em>. Ou \u2013 <em>Eu levo a mochila pra voc\u00ea n\u00e3o cair<\/em>. \u2013 <em>Tadinho, a professora passou muita li\u00e7\u00e3o de casa?<\/em> Ou \u2013 <em>Cadeira malvada, por que voc\u00ea machucou o p\u00e9 do meu filhinho?<\/em> (e a m\u00e3e bate na cadeira como se o m\u00f3vel fosse culpado pela imprud\u00eancia da crian\u00e7a). O filho percebe que a m\u00e3e \u00e9 insegura e submissa porque n\u00e3o confia na capacidade dele. Outra atitude da m\u00e3e fraca nesta faixa et\u00e1ria \u00e9 a que, por medo de corrigir, diz para si que o filho vai melhorar com o tempo: \u2212 <em>Ele joga as coisas e bate em mim; mas n\u00e3o faz por mal e vai melhorar<\/em>. Ou \u2212 <em>Puxa, por que voc\u00ea fez isso pra mam\u00e3e?<\/em> Isso \u00e9 querer educar na \u201cpeninha\u201d, na compaix\u00e3o pela mam\u00e3e (filhos at\u00e9 cinco anos n\u00e3o percebem o que \u00e9 compaix\u00e3o). A m\u00e3e age assim porque n\u00e3o tem coragem de dizer com firmeza as coisas. N\u00e3o se educa na \u201cpeninha da mam\u00e3e\u201d, mas na argumenta\u00e7\u00e3o firme: \u2212 <em>Voc\u00ea n\u00e3o devia ter feito isso. V\u00e1 pegar e limpe o ch\u00e3o. Se ocorrer de novo ficar\u00e1 toda manh\u00e3 sem sua bicicleta<\/em>. A crian\u00e7a entende o argumento do tipo \u201cn\u00e3o suje porque terei que levar\u201d e n\u00e3o um argumento sentimental. Mandar \u00e9 diferente de pedir. M\u00e3e submissa n\u00e3o comanda o filho, mas apenas diz: \u2212 <em>Arrume sua cama pra mam\u00e3e, vai <\/em>(quando?). A crian\u00e7a precisa de comandos firmes: \u2212 <em>Julinho, arrume agora a sua cama.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong>Pais autorit\u00e1rios<\/strong> <\/strong>s\u00e3o grossos e violentos na comunica\u00e7\u00e3o: batem, xingam, empurram. Humilham a crian\u00e7a com palavr\u00f5es porque desconhecem o respeito \u00e0 dignidade do outro. O filho tem pavor de estar com o pai e vai se afastando dele. Sendo pais imaturos, falta-lhes serenidade, autocontrole, fortaleza e paci\u00eancia para superar aos poucos as dificuldades da crian\u00e7a. A aus\u00eancia de equil\u00edbrio interior e o pouco conhecimento sobre educa\u00e7\u00e3o dos filhos, torna-os autorit\u00e1rios: \u2212 <em>Voc\u00ea vai ver o que vai acontecer se n\u00e3o fizer a li\u00e7\u00e3o de casa.<\/em> S\u00e3o exagerados nas puni\u00e7\u00f5es ao n\u00e3o pensar nelas antecipadamente com o outro c\u00f4njuge: \u2212 <em>Ficar\u00e1 um m\u00eas sem ver televis\u00e3o<\/em>. Ou \u2013 <em>Nos pr\u00f3ximos dois meses s\u00f3 sair\u00e1 de casa para ir \u00e0 escola e nada mais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong>Pais assertivos<\/strong><\/strong> gostam de estar com os filhos, de faz\u00ea-los protagonistas e de envolv\u00ea-los em tarefas. Animam as crian\u00e7as a sugerirem passeios e criam um clima de felicidade ao deixar algo para a decis\u00e3o delas: \u2212 <em>Onde voc\u00eas gostariam de ir almo\u00e7ar hoje?<\/em>  Fomentam a autonomia da crian\u00e7a para ela agir sem medo: \u2212 <em>Voc\u00ea faz as coisas com capricho. Pinte essa parede da garagem que ficar\u00e1 muito boa. <\/em>Filhos de pais assertivos gostam de retornar ao lar, porque ali h\u00e1 c\u00e9u, um ambiente gostoso onde no jantar os filhos falam de suas coisas e os pais contam como foi o seu dia de trabalho. Na sala de estar fazem uma tert\u00falia ou bate papo sem que a TV se intrometa: a filha l\u00ea uma poesia, o menino mostra o desenho que fez na escola; e depois, pai e filho se deitam no ch\u00e3o para montar o quebra-cabe\u00e7a. Esse ambiente de lar \u00e9 um dos grandes legados da fam\u00edlia que os filhos jamais esquecer\u00e3o. S\u00e3o pais que perceberam o valor entranh\u00e1vel do lar, e procuram chegar cedo do trabalho. Mas se em alguma ocasi\u00e3o o filho briga com o irm\u00e3o ou trata mal a m\u00e3e, o pai t\u00eam uma conversa exigente com ele.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"4\" style=\"color:#a82c2c\"><strong>4 &#8211; Crian\u00e7as de 8 a 11 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong>Pais permissivos<\/strong><\/strong><\/strong> n\u00e3o percebem que nessa faixa a puberdade come\u00e7a a falar mais forte. A m\u00e3e acha que o filho \u00e9 maravilhoso e que n\u00e3o vai se envolver com nada referente \u00e0 sexualidade, e libera as telas, os v\u00eddeos, os filmes. Por vezes s\u00e3o m\u00e3es que querem esticar um pouco o per\u00edodo de <em>baby <\/em>de um garoto de sete ou oito anos, e n\u00e3o o deixa ir \u00e0 rua fazer compras, passear sozinho no parque, pagar uma conta. T\u00eam medo que o filho vai ser assaltado ou se machucar. S\u00e3o m\u00e3es carentes e com certo ego\u00edsmo ao querer manter o filho na inf\u00e2ncia e preso \u00e0 sua saia. A crian\u00e7a tem que tornar guerreira! \u00c9 preciso ir soltando a linha para a pipa subir alto! Consequ\u00eancias de pais fracos: o filho ser\u00e1 cada vez mais exigente e cioso com os cuidados que devem ter para com ele; ser\u00e1 queixoso e chor\u00e3o diante de qualquer incomodidade ou tarefa que lhe custe esfor\u00e7o realizar; por falta de exig\u00eancia e por fazer apenas o que gosta, ter\u00e1 forte tend\u00eancia ao TDAH (Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade); tornar-se-\u00e1 emocionalmente fraco, pouco resistente \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o e facilmente influenci\u00e1vel pelos amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong><strong>Pais autorit\u00e1rios<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong> nessa faixa et\u00e1ria n\u00e3o t\u00eam a autoridade do conhecimento, mas apenas a da for\u00e7a bruta. N\u00e3o percebem que o filho est\u00e1 terminando o Fundamental 1 e entrando no 2, e que j\u00e1 est\u00e1 maduro para ouvir argumentos s\u00f3lidos, explicados em di\u00e1logo amig\u00e1vel, sobre o motivo para n\u00e3o ir a determinadas festas, n\u00e3o beber \u00e1lcool, n\u00e3o ver certos filmes ou fazer excurs\u00e3o com a turma da escola para Porto Seguro; por que n\u00e3o ter televis\u00e3o no quarto?; e quest\u00f5es sobre a sexualidade humana. Ao n\u00e3o ter argumentos por falta de leitura e estudo, berram e dizem que vai ser assim porque \u201c<em>quem manda nesta casa sou eu; aqui se faz o que eu digo<\/em>\u201d. E estabelecem um monte de regras r\u00edgidas e castigam em excesso. Geralmente s\u00e3o pais focados no trabalho e quando chegam em casa est\u00e3o desanimados para as quest\u00f5es dos filhos. Pais autorit\u00e1rios costumam ter filhos com vontade fraca, ansiosos, desconfiados e com tend\u00eancia a esconder tudo deles. S\u00e3o filhos que n\u00e3o interiorizaram as virtudes porque n\u00e3o aprenderam a querer as coisas livremente, mas foram obrigados a aceitar tudo goela abaixo, sem explica\u00e7\u00f5es convincentes. Medrosos, inseguros e com baixa autoestima porque foram castigados e injusti\u00e7ados com frequ\u00eancia, n\u00e3o suportar\u00e3o mais essas atitudes no final da adolesc\u00eancia e enfrentar\u00e3o fortemente os pais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong><strong>Pais assertivos<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong> sabem que nessas idades a press\u00e3o do ambiente \u00e9 negativamente forte, e estudam muito para compreender os problemas e dar aos filhos crit\u00e9rios para que saibam filtrar as opini\u00f5es distorcidas dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, escola ou dadas por colegas mal informados. Sabem que precisam ir soltando os filhos para que assumam riscos e sejam respons\u00e1veis, por isso n\u00e3o os secretariam lembrando a todo instante o que devem fazer. Por\u00e9m, exigem que tenham uma agenda e anotem os compromissos. S\u00e3o pais que, se erram, ser\u00e1 por excesso, n\u00e3o por omiss\u00e3o; por\u00e9m, os filhos sabem que a falha foi por querer dar o melhor a eles. S\u00e3o firmes e n\u00e3o deixam os filhos assistirem qualquer coisa na TV, mas organizam culturalmente o lar com programas selecionados, bons livros e visitas culturais. N\u00e3o s\u00e3o coniventes com escolas fracas que n\u00e3o fazem provas ap\u00f3s os feriados para n\u00e3o incomodar os alunos com estudos nessas folgas, porque t\u00eam presente que para passar no vestibular de uma excelente universidade p\u00fablica, os filhos ter\u00e3o que se exigir muito. Mostram ideais elevados para os filhos assumirem sem medo, preparando-os para atuarem no mundo e n\u00e3o para ficarem agarrados \u00e0 saia da m\u00e3e ou \u00e0 cal\u00e7a do pai.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"5\" style=\"color:#ad3333\"><strong>5 &#8211; Adolescentes de 12 a 16 anos:<\/strong> <strong>pais permissivos, violentos e assertivos<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A adolesc\u00eancia tem quatro fases: 1) <strong>Fase regressiva<\/strong>, ou tentativa de voltar \u00e0 inf\u00e2ncia, sendo muito ruim se a m\u00e3e se torna conivente com isso. 2) <strong>Fase agressiva<\/strong>, de enfrentamento com os pais, porque querem sair para o mundo e compreender a vida, mas se sentem tolhidos quando os pais n\u00e3o v\u00e3o soltando as r\u00e9deas aos poucos. 3) <strong>Fase transgressiva<\/strong>, perigosa se n\u00e3o houve educa\u00e7\u00e3o da afetividade e a aquisi\u00e7\u00e3o de virtudes. Haver\u00e1 um caldeir\u00e3o de sentimentos entrechocando-se, e ent\u00e3o pode acontecer de tudo: drogas, pornografia, festas perigosas, gravidez precoce, bebidas. \u00c9 a fase onde ocorrem suic\u00eddios entre os jovens, quando n\u00e3o houve educa\u00e7\u00e3o em valores, porque se encontram insatisfeitos, vazios por dentro, e veem a vida sem sentido. O pai, percebe que est\u00e1 perdendo o filho e passa a impor regras duras e sem explica\u00e7\u00e3o, mas apenas no enfrentamento, que ocorrer\u00e1 de modo explosivo. 4) <strong>Fase construtiva<\/strong> se d\u00e1 em adolescentes educados em sua sensibilidade, intelig\u00eancia e vontade desde crian\u00e7as; ent\u00e3o desejam mudar o mundo para melhor, e aceitam com agrado os desafios dos grandes ideais. A adolesc\u00eancia \u00e9 a fase prop\u00edcia para iniciar a intelig\u00eancia na contempla\u00e7\u00e3o do bem, da verdade e da beleza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong>Pais permissivos<\/strong><\/strong><\/strong> nessa fase acham que os filhos j\u00e1 est\u00e3o grandinhos e podem ser liberados para tudo: festas, viajar com a turma, chegar tarde em casa, fazer programas de fim de semana sem saber para onde foram. N\u00e3o se preocupam em conhecer os amigos dos filhos e suas fam\u00edlias; deixam os adolescentes horas e horas enfiados no celular, sem interessar-se pelo que veem. Pensam que os filhos saber\u00e3o enfrentar os temas pol\u00eamicos, e temem conversar com eles sobre quest\u00f5es como aborto, homossexualidade, sexo fora do casamento, drogas. S\u00e3o pais que v\u00e3o se afastando dos filhos e, para evitar os temas complicados, lotam a agenda dos jovens com cursos e atividades extracurriculares, e perdem a oportunidade de terem os filhos juntos de si para di\u00e1logos profundos em clima de amizade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong><strong>Pais autorit\u00e1rios<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong> ao perceber que est\u00e3o perdendo o filho desta faixa et\u00e1ria, porque anda com novos amigos e frequenta festas e ambientes onde h\u00e1 o risco de drogas e promiscuidades, e por n\u00e3o estarem preparados para dialogar, baixam excessivas regras em casa. O filho, que n\u00e3o foi educado porque o pai, al\u00e9m de n\u00e3o ser amigo, nunca se preparou para dar explica\u00e7\u00f5es convincentes, facilmente partir\u00e1 para o enfrentamento e o resultado ser\u00e1 a perda desse filho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><strong><strong><strong>Pais assertivos<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong> com filhos nessa fase investem tempo ao estudo para fundamentar e antecipar suas respostas sobre drogas, pornografia, sexo fora do casamento, gravidez precoce, aborto, homossexualidade, etc. Dialogam e ajudam os filhos na escolha na carreira universit\u00e1ria. Ao ser consultado pelo filho ou filha que quer ir a uma festa, procuram saber onde \u00e9, com quem ir\u00e1, o que ir\u00e1 rolar e os que estar\u00e3o presentes. Ent\u00e3o, dar\u00e3o ou n\u00e3o a permiss\u00e3o, mas com argumentos s\u00f3lidos e convincentes, que vacinam os filhos ao fazer ver as opini\u00f5es torcidas de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, amigos e, por vezes, professores. Ao negar a permiss\u00e3o, n\u00e3o temem que os filhos fiquem chateados por alguns dias, pois sabem que isso logo passar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pais equilibrados t\u00eam filhos respons\u00e1veis, confiantes em si mesmos, com capacidade de lideran\u00e7a e prontos para resolver seus problemas. S\u00e3o filhos felizes que seguem o caminho do bem porque seus pais s\u00e3o bons guias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Importante sugest\u00e3o de leitura: livro &#8220;Carinho e firmeza com os filhos&#8221;, de <em>Alexander Lyford-Pike<\/em>, Editora Quadrante, S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-vivid-red-color has-text-color\"><strong>Texto produzido por <em>Ari Esteves<\/em>, inspirado na <\/strong><em>live<\/em><strong> do Youtube n<\/strong><strong><sup>o<\/sup><\/strong><strong>&nbsp;68 de <em>Jeb Malheiro<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Siga-nos no Instagram <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ariesteves.pedagogo\/?fbclid=IwAR1TPe6nC90RLMm1EsmiO04JztcCrkvYAyueseiDLrDenrUezFHI3dfn0o4\" target=\"_blank\">www.instagram.com\/ariesteves.pedagogo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;1 &#8211; Pais com crise de autoridade, crise de tradi\u00e7\u00e3o, crise de maturidade. 2 &#8211; Crian\u00e7as de 0 a 2 anos: pais permissivos, violentos e assertivos. 3 &#8211; Crian\u00e7as de 3 a 7 anos: pais permissivos, violentos e assertivos. 4 &#8211; Crian\u00e7as de 8 a 11 anos: pais permissivos, violentos e assertivos. 5 &#8211; Adolescentes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14003,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9,17],"tags":[],"class_list":["post-4544","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-familia","category-virtudes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4544\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}