{"id":4698,"date":"2021-05-03T11:03:43","date_gmt":"2021-05-03T14:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=4698"},"modified":"2021-05-03T11:03:43","modified_gmt":"2021-05-03T14:03:43","slug":"a-fraqueza-humana-e-sua-superacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=4698","title":{"rendered":"A fraqueza humana e sua supera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1 &#8211; <a href=\"\/#1\">A fraqueza humana<\/a><\/strong>.  <strong>2 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#2\"><strong>A pregui\u00e7a ou fuga do esfor\u00e7o<\/strong>.<\/a>  <strong>3 &#8211; <a href=\"\/#3\">A press\u00e3o social como causa da fraqueza<\/a><\/strong>.  <strong>4 &#8211; <a href=\"\/#4\">O esfor\u00e7o da supera\u00e7\u00e3o: luta esportiva<\/a><\/strong>.  <strong>5 &#8211; <a href=\"\/#5\">Virtude da temperan\u00e7a<\/a><\/strong>.  <strong>6 &#8211; <a href=\"\/#6\">Virtude da fortaleza<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"1\" style=\"color:#ab2b2b\"><strong>1 &#8211; A fraqueza humana<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A fraqueza \u00e9 companheira da vida humana. Muitas vezes nos propomos a fazer ou deixar de fazer algo e n\u00e3o conseguimos: deixar de fumar, seguir um regime alimentar, fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos&#8230; N\u00e3o \u00e9 que tenhamos mudado de opini\u00e3o, mas simplesmente n\u00e3o fazemos. Se existisse um tratamento f\u00e1cil contra a fraqueza todos o seguir\u00edamos. O amor desordenado aos bens que nos atraem e a pregui\u00e7a diante do esfor\u00e7o que o dever exige s\u00e3o as causas interiores da fraqueza; e a causa exterior \u00e9 a press\u00e3o social que nos coage a fazer o que n\u00e3o quer\u00edamos ou a n\u00e3o fazer o que quer\u00edamos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os bens nos atraem porque nos aperfei\u00e7oam, desde que essa atra\u00e7\u00e3o n\u00e3o passe dos limites racionais. Os instintos podem arrastar com paix\u00e3o desregrada para os bens prim\u00e1rios: comida, bebida, sexo, conforto, esporte; como tamb\u00e9m a inclina\u00e7\u00e3o pelos bens intelectuais pode ser desproporcionada e fazer com que nos centremos demasiadamente ao trabalho, ao dinheiro, \u00e0 posi\u00e7\u00e3o social, \u00e0 m\u00fasica, ao poder, esquecendo dos bens e deveres maiores, como s\u00e3o o amor a Deus e aos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cada concess\u00e3o \u00e0 desordem aumenta a fraqueza pessoal e realimenta a inclina\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que deixou de ser um bem, dado o uso desmedido dele. Se tais concess\u00f5es se tornam hegem\u00f4nicas afogam a raz\u00e3o e enfraquecem a vontade, fazendo a pessoa perder a liberdade ao se entregar a v\u00edcios como drogas, \u00e1lcool, pornografia, jogos de azar&#8230; Quem se afei\u00e7oa de modo exagerado \u00e0 cerveja sabe que diante de uma garrafa dessa bebida n\u00e3o tem for\u00e7as para evit\u00e1-la; e se a imagem dela se incrustar na sua imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 capaz de pensar em outra coisa, calando as demais vozes interiores: a consci\u00eancia fica obscurecida e a vontade debilita-se e a pessoa cede. \u00c9 assim que a paix\u00e3o se apodera de um homem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"2\" style=\"color:#a82626\"><strong>2 &#8211; A pregui\u00e7a ou fuga do esfor\u00e7o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Outra fraqueza interna \u00e9 a pregui\u00e7a, que \u00e9 o desgosto diante do esfor\u00e7o para cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o, e sua fuga. A efic\u00e1cia da vida de um homem tem muito a ver com a capacidade de vencer a pregui\u00e7a, porque as coisas importantes custam, e as muito importantes custam mais: n\u00e3o existe nada de grande valia que n\u00e3o custe esfor\u00e7o; e s\u00f3 quem \u00e9 capaz de vencer-se realiza algo que vale a pena. Os pais devem ensinar a crian\u00e7a desde pequenas a n\u00e3o fugir de suas tarefas e a cumprir seus hor\u00e1rios, a fim de que cres\u00e7a disciplinada e com for\u00e7a de vontade. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;N\u00e3o se d\u00e1 \u00e0 pregui\u00e7a a devida import\u00e2ncia pelo seu aparente aspecto inofensivo: n\u00e3o fazer algo bom \u00e9 menos grave do que fazer algo mau. Mas esse v\u00edcio ocasiona males na vida das pessoas e das sociedades, sendo causa de muitas injusti\u00e7as: por pregui\u00e7a a autoridade n\u00e3o interv\u00e9m ou n\u00e3o presta o servi\u00e7o devido; os pais n\u00e3o corrigem os filhos; o professor n\u00e3o ensina como deveria; as administra\u00e7\u00f5es dos estados e das comunidades eternizam os tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos e reduzem a produtividade das pessoas e empresas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"3\" style=\"color:#a92929\"><strong>3 &#8211; A press\u00e3o social como causa da fraqueza <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A press\u00e3o social, tamb\u00e9m chamada de respeito humano ou medo do rid\u00edculo, \u00e9 a causa exterior da fraqueza humana, porque nos pode levar a comportarmo-nos de acordo com o modo dos outros pensarem, por medo de \u201ccair mal\u201c ou de que nos zombem. Tememos ser apontados com o dedo e marcados com algum apodo. Sendo filhos do tempo em que vivemos tendemos a sustentar a opini\u00e3o da maioria: pensamos e vestimo-nos da mesma maneira; gostamos das mesmas coisas; curtimos as mesmas modas, os mesmos \u00eddolos e odiamos os mesmos dem\u00f4nios. Para n\u00e3o sermos malvistos tendemos a pensar que \u00e9 bom ou mal o que dizem ser bom ou mau; rimos de uma piada que ofende as nossas convic\u00e7\u00f5es; calamo-nos envergonhados diante dos nossos princ\u00edpios morais ou religiosos, ou talvez da nossa origem, profiss\u00e3o, amigos; condescendemos com o capricho de um superior hier\u00e1rquico, mesmo que isso nos pare\u00e7a imoral. Importa descobrir em n\u00f3s os efeitos da press\u00e3o social e lutar contra eles.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Essa press\u00e3o social \u00e9 ben\u00e9fica ao reprimir comportamentos exc\u00eantricos ou antissociais; mas \u00e9 mal\u00e9fica ao violentar a nossa consci\u00eancia a ponto de agirmos contra ela. N\u00e3o se trata de resistir ao ambiente pelo gosto de ser diferente, porque isso se chama esnobismo: se todos se inclinam em uma dire\u00e7\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que haja fortes raz\u00f5es para isso, e seria uma estupidez ser do contra por princ\u00edpio. Se tais raz\u00f5es n\u00e3o existem temos de proteger a liberdade da nossa consci\u00eancia ao n\u00e3o permitir que o irracional nos condicione a agir contra ela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"4\" style=\"color:#aa2c2c\"><strong>4 &#8211; O esfor\u00e7o da supera\u00e7\u00e3o: luta esportiva<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cada pessoa necessita de treinos para vencer suas fraquezas, tal como o esportista se exercita a fim de suportar a dor e a vontade de desistir ao correr uma maratona, prova dura e longa. Para vencer as tr\u00eas dimens\u00f5es da fraqueza \u00e9 necess\u00e1rio um clima de luta esportiva e treinos para melhorar as marcas pessoais. Como os bens podem arrastar com for\u00e7a desproporcionada, \u00e9 preciso enquadr\u00e1-los na medida certa: quem faz um regime alimentar deve evitar pensar em comida e <em>fugir das ocasi\u00f5es<\/em>; quem se afei\u00e7oou \u00e0 cerveja de forma exagerada tem que fugir das ocasi\u00f5es e n\u00e3o acariciar essa bebida com a imagina\u00e7\u00e3o. Quem tem o cora\u00e7\u00e3o comprometido com algu\u00e9m \u2212 tal como no casamento \u2212 deve resistir aos afetos de enamoramento que o inclinam a aproximar-se de outra pessoa e fugir das ocasi\u00f5es. Trata-se de n\u00e3o alimentar uma paix\u00e3o que ser\u00e1 dif\u00edcil dominar e que causar\u00e1 dores e injusti\u00e7as. Pensar de outro modo \u00e9 desconhecer os mecanismos da fraqueza humana.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A luta contra a fraqueza tem um princ\u00edpio \u00fanico: tratar a si mesmo com dureza! N\u00e3o com a dureza irracional de um louco ou de um masoquista, mas com a estudada do esportista vencedor, que se prop\u00f5e pequenas metas para ir ganhando um cent\u00edmetro ap\u00f3s outro em altura ou dist\u00e2ncia; metas que estejam sempre um pouco al\u00e9m do poss\u00edvel. \u00c9 assim que se vencem as paix\u00f5es desordenadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A paix\u00e3o por um bem n\u00e3o ser\u00e1 uma rede arrast\u00e3o se, al\u00e9m de intelig\u00eancia, a pessoa crescer em for\u00e7a de vontade e utilizar truques para n\u00e3o permitir que a mem\u00f3ria e a imagina\u00e7\u00e3o se polarizem. Diante de uma derrota \u00e9 necess\u00e1rio recuperar com rapidez o terreno ao n\u00e3o satisfazer todos os gostos, mesmo que seja algo bom, a fim de servir de treino para o fortalecimento da vontade: n\u00e3o beber sempre que apetece; comer um pouco menos do que se gosta mais e mais do que se gosta menos; dominar a curiosidade; negar-se a satisfazer pequenas comodidades; abster-se de caprichos; respeitar os hor\u00e1rios fixados; fazer primeiro o que \u00e9 mais importante, mesmo que seja desagrad\u00e1vel, etc. N\u00e3o se trata de negar-se em tudo e sempre, mas treinar para buscar uma medida justa em tudo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"5\" style=\"color:#aa3333\"><strong>5 &#8211; Virtude da temperan\u00e7a<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;As virtudes s\u00e3o h\u00e1bitos racionais est\u00e1veis com os quais se podem vencer os tr\u00eas aspectos da fraqueza. A que leva a moderar a excessiva atra\u00e7\u00e3o pelos bens \u00e9 a virtude da<em> temperan\u00e7a<\/em>, que vem de temperar, dar t\u00eampera, textura, equil\u00edbrio e ordem ao mundo das paix\u00f5es e desejos. Dentro da <em>temperan\u00e7a<\/em>, chama-se <em>sobriedade <\/em>a modera\u00e7\u00e3o na comida e na bebida; e <em>castidade <\/em>ao controle do desejo do prazer sexual. \u00c9 preciso p\u00f4r limites ao desejo desregrado pelo trabalho profissional, \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o de subir, aos <em>Hobbies,<\/em> ao esporte, ao perder futilmente o tempo com telas digitais, etc. Tudo precisa ter a medida da raz\u00e3o para ser verdadeiramente humano: se passar da medida deixar\u00e1 de ser um bem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"6\" style=\"color:#ae3535\"><strong>6 &#8211; Virtude da fortaleza<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A virtude que leva a vencer a pregui\u00e7a e a press\u00e3o que o ambiente exerce chama-se <em>Fortaleza<\/em>, que \u00e9 a capacidade de enfrentar ou suportar com firmeza as dificuldades. Chama-se <em>for\u00e7a de vontade<\/em> a que vence a pregui\u00e7a e <em>valentia<\/em> a que vence a press\u00e3o social e a timidez. A fortaleza \u00e9 necess\u00e1ria para sair da cama no hor\u00e1rio, para perseverar no trabalho que se tornou cansativo&#8230; O verdadeiro corretivo da pregui\u00e7a \u00e9 o <em>esp\u00edrito de servi\u00e7o<\/em> ou a firme decis\u00e3o de orientar a atividade pessoal para servir aos demais. Viver nesse n\u00edvel de exig\u00eancia pode parecer inc\u00f4modo, mas se trata de valiosa maneira de viver; ali\u00e1s, \u00e9 o \u00fanico estilo coerente com o que \u00e9 pr\u00f3prio da vida: lutar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color\">Texto de <em>Juan Lu\u00eds Lorda<\/em>, adaptado por <em>Ari Esteves<\/em> com base no livro &#8220;Moral: a arte de viver&#8221;, de J. L. Lorda, Editora Quadrante, S\u00e3o Paulo, 2001.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; A fraqueza humana. 2 &#8211; A pregui\u00e7a ou fuga do esfor\u00e7o. 3 &#8211; A press\u00e3o social como causa da fraqueza. 4 &#8211; O esfor\u00e7o da supera\u00e7\u00e3o: luta esportiva. 5 &#8211; Virtude da temperan\u00e7a. 6 &#8211; Virtude da fortaleza. 1 &#8211; A fraqueza humana &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A fraqueza \u00e9 companheira da vida humana. 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