{"id":5342,"date":"2021-09-11T17:25:32","date_gmt":"2021-09-11T20:25:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=5342"},"modified":"2021-09-11T17:25:32","modified_gmt":"2021-09-11T20:25:32","slug":"criancas-de-4-e-5-anos-e-a-educacao-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=5342","title":{"rendered":"Crian\u00e7as de 4 e 5 anos e a educa\u00e7\u00e3o familiar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1 &#8211; <a href=\"\/#1\">Crian\u00e7as de 4 e 5 anos e a educa\u00e7\u00e3o familiar<\/a><\/strong>.  <strong>2 &#8211; <a href=\"\/#2\">Teimosias de filhos n\u00e3o se cura com teimosias de pais<\/a><\/strong>.  <strong>3 &#8211; <a href=\"\/#3\">Pais que mandam muito erram<\/a><\/strong>.  <strong>4 &#8211; <a href=\"\/#4\">Como acabar com chiliques e birras<\/a><\/strong>.  <strong>5 &#8211;<a href=\"\/#5\"> A crian\u00e7a precisa aprender a defender-se<\/a><\/strong>.  <strong>6 &#8211; <a href=\"\/#6\">Medos, ang\u00fastias, obsess\u00f5es infantis, ci\u00fames<\/a><\/strong>.  <strong>7 &#8211; <\/strong><a href=\"\/#7\">Dar responsabilidades \u00e9 fomentar <strong>a autonomia da crian\u00e7a<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"1\" style=\"color:#b12a2a\"><strong>1 &#8211; Crian\u00e7as de 4 e 5 anos e a educa\u00e7\u00e3o familiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Com quatro anos de idade, \u00e9 not\u00f3rio o resultado da boa ou m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o que a crian\u00e7a recebeu desde o seu nascimento. Agora, novos aprendizados podem ser propostos, sendo necess\u00e1rio tamb\u00e9m corrigir tra\u00e7os negativos do car\u00e1ter adquiridos nos primeiros anos: n\u00e3o cumprimentar, brigar com os irm\u00e3os ou amiguinhos, teimosias, usar o choro como chantagem, ci\u00fames, n\u00e3o emprestar, deixar jogados os brinquedos, falta de h\u00e1bitos de higiene&#8230;<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Crian\u00e7as nessas idades encontram-se numa etapa maravilhosa e muito importante de sua educa\u00e7\u00e3o, pois come\u00e7am a estabelecer as bases da personalidade: a comunica\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a not\u00e1vel avan\u00e7o (gostam de falar e de dialogar); vivenciam as primeiras ideias que ocupar\u00e3o os melhores lugares em sua intelig\u00eancia; mostram-se receptivas a tudo; come\u00e7am a ganhar h\u00e1bitos de autonomia; t\u00eam desejos de ajudar os pais. \u00c9 un\u00e2nime a opini\u00e3o de que sair com crian\u00e7as de quatro e cinco anos \u00e9 uma beleza, pois j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio carregar um arsenal de coisas: papinhas, \u00e1gua, fraldas, talco, pomadas, bonecos&#8230; Aceitam qualquer plano com os pais, com quem preferem conviver, mais&nbsp;que a outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Diante dessas novas realidades \u00e9 necess\u00e1rio saber educar com amor, exemplo e paci\u00eancia, que s\u00e3o os pilares b\u00e1sicos da educa\u00e7\u00e3o, e apoiar-se nos pontos fortes da crian\u00e7a para que ela supere com \u00e2nimo e valentia os defeitos da idade. Ter presente que a viol\u00eancia contra a crian\u00e7a leva ao medo, \u00e0 ang\u00fastia e \u00e0&nbsp;obedi\u00eancia calculada, al\u00e9m de torn\u00e1-la agressiva com os irm\u00e3os e outras crian\u00e7as. Por medo, poder\u00e1 ocultar a verdade sobre os fatos e perder a simplicidade. \u00c9 preciso demonstrar amor e atuar com paci\u00eancia ao ver na pequena travessura n\u00e3o um problema, mas \u00f3tima ocasi\u00e3o para ajud\u00e1-la a melhorar. \u00c9 importante que pai e m\u00e3e atuem em concord\u00e2ncia, tendo um <a href=\"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/2021\/01\/plano-de-acao-para-corrigir-um-filho\/\"><em>Plano de A\u00e7\u00e3o<\/em><\/a> bem pensado para aplicar com paci\u00eancia, porque o que vale a pena n\u00e3o se consegue de um dia para o outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"2\" style=\"color:#a62525\"><strong>2 &#8211; Teimosias de filhos n\u00e3o se cura com teimosias de pais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Uma crian\u00e7a de quatro ou cinco anos gosta de impor seus desejos: se pede \u00e0 menina para sair com a cal\u00e7a azul, ela dir\u00e1 que quer ir com o vestido vermelho. \u00c9 muito dif\u00edcil enfrentar a crian\u00e7a teimosa, e contrari\u00e1-la continuamente n\u00e3o ajudar\u00e1 a mudar seu car\u00e1ter. O que fazer? A teimosia da crian\u00e7a n\u00e3o se vence com a teimosia da m\u00e3e. \u00c9 preciso atuar com intelig\u00eancia ao realizar os objetivos por meio de pequenas aproxima\u00e7\u00f5es. Se o filho teimar cinco vezes ao dia, contrarie-o uma ou duas vezes, e fa\u00e7a-o obedecer naquilo que \u00e9 importante. Desta maneira, e pacientemente, chegar\u00e1 a conseguir que ceda no importante e aprenda a obedecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"3\" style=\"color:#ae2727\"><strong>3 &#8211; Pais que mandam muito erram<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A personalidade da crian\u00e7a de quatro e cinco anos est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o. Seu autoconceito necessita adquirir a seguran\u00e7a de pensar e realizar algo por conta pr\u00f3pria. Contrariar todas as suas iniciativas a far\u00e1 sentir-se confusa e ap\u00e1tica: &#8211; <em>Tudo o quero sempre est\u00e1 errado!<\/em> Os pais devem diferenciar entre o que \u00e9 importante que a crian\u00e7a cumpra, ainda que ela n\u00e3o queira (n\u00e3o dizer palavr\u00f5es, ser ordenada e guardar suas roupas e brinquedos, n\u00e3o brigar ou chutar, ser agradecida, cumprimentar as pessoas&#8230;), e aquilo que n\u00e3o \u00e9 importante, a fim de evitar discuss\u00f5es bobas. Por vezes, o aut\u00eantico problema de n\u00e3o obedecer est\u00e1 em que os pais mandam muito, e a crian\u00e7a quer provar sua for\u00e7a ao atuar com independ\u00eancia. Deixe uma margem de criatividade para ela; n\u00e3o digam sempre a \u00faltima palavra em tudo, a fim de que a crian\u00e7a conclua sobre o que \u00e9 razo\u00e1vel: se vestiu os sapatos com os p\u00e9s trocados e pergunta se est\u00e3o corretos, sorria e n\u00e3o diga nada, mas apenas pergunte: &#8211; <em>O que voc\u00ea acha? <\/em>Assim, ela ter\u00e1 que pensar e expressar uma opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Aos tr\u00eas ou quatro anos&nbsp;surge o que se costuma chamar a \u201cidade do n\u00e3o\u201d. \u00c9 um momento inc\u00f4modo para os pais, mas est\u00e1 dentro do processo evolutivo normal da crian\u00e7a, com a flora\u00e7\u00e3o mais acentuada da vontade infantil. Nesse per\u00edodo \u00e9 importante fundamentar bem os motivos para que a crian\u00e7a obede\u00e7a, a fim de que perceba&nbsp;o quanto \u00e9 razo\u00e1vel fazer o que pedem. A desobedi\u00eancia nessas idades n\u00e3o provoca mais danos morais que a irrita\u00e7\u00e3o de seus pais. O h\u00e1bito de obedecer ser\u00e1 facilitado pela atua\u00e7\u00e3o ordenada de seus respons\u00e1veis, e n\u00e3o pela imprevis\u00edvel e inconstante atitude de exigir algo alguns dias e em outros n\u00e3o. Se, por exemplo, indicarem \u00e0 crian\u00e7a que pendure no cabide o uniforme escolar&nbsp;ao chegar em casa, n\u00e3o devem desistir at\u00e9 que isso passe a ser um h\u00e1bito (os pais n\u00e3o devem pendurar para n\u00e3o perderem autoridade). <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Os pais t\u00eam o direito de ser obedecidos, mas devem elogiar os esfor\u00e7os da crian\u00e7a, que ter\u00e1 mais alegria em obedecer. H\u00e1 pais que correm o risco de se contentarem apenas com a apar\u00eancia de obedi\u00eancia, porque n\u00e3o sabem explicar e n\u00e3o se d\u00e3o conta de que o mero cumprimento de uma ordem n\u00e3o desenvolve a virtude da obedi\u00eancia, que \u00e9 racional e traz a alegria de se atuar dentro da verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"4\" style=\"color:#aa2727\"><strong>4 &#8211; Como acabar com chiliques e birras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A crian\u00e7a de quatro anos est\u00e1 vermelha de tanto berrar, e a m\u00e3e, \u00e0 beira de um ataque de nervos, agarra o pirralho e lhe aplica um corretivo. A resposta n\u00e3o se faz esperar: o pequeno&nbsp;bate&nbsp;na m\u00e3e. N\u00e3o se solucionam birras com histerismos maternos. Diante de um ataque de raiva de um filho, deixe-o berrar por um tempo. A seguir, aproxime-se dele e tente dialogar para acalm\u00e1-lo; se o consegue, acabou a raiva; se ele continua chorando, n\u00e3o grite e nem brigue para n\u00e3o excitar ainda mais a sua agressividade. Volte a deix\u00e1-lo sozinho, a fim de pare por si a&nbsp;birra. Quando, esgotado, se acalmar, abrace-o de modo que note o quanto \u00e9 querido. Empregue todo o tempo que for necess\u00e1rio para falar com o ele sobre quanto voc\u00ea o ama, pois \u00e9 o que mais tranquiliza a crian\u00e7a. Uma vez serenado, n\u00e3o deixe de dizer ao filho, com ternura, que fez muito mal com aquela demonstra\u00e7\u00e3o de raiva, mas que voc\u00ea o perdoa, e pede para que n\u00e3o volte mais a fazer aquilo. O que n\u00e3o conv\u00e9m, quando a crian\u00e7a se tranquilizou, \u00e9 repreend\u00ea-la com modos bruscos por ter se portado mal, pois a birra da m\u00e3e dar\u00e1 in\u00edcio a nova sess\u00e3o de raiva da crian\u00e7a. Ser\u00e1 por meio do di\u00e1logo tranquilo que a crian\u00e7a se conscientizar\u00e1 de que n\u00e3o agiu bem. Passe um tempinho abra\u00e7ada ao filho, fazendo-o perceber o quanto \u00e9 amado, pois isso ter\u00e1 mais efeito do que atuar com gritarias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"5\" style=\"color:#ab2727\"><strong>5 &#8211; A crian\u00e7a precisa aprender a defender-se<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A crian\u00e7a de quatro anos, como consequ\u00eancia de uma maior abertura aos demais e do af\u00e3 por afirmar-se, tende a impor-se e, com isso, pode criar atritos com os irm\u00e3os e seus primeiros companheiros. N\u00e3o d\u00ea muita import\u00e2ncia a essas querelas. O fundamental \u00e9 que, ao final da discuss\u00e3o, o pequeno fa\u00e7a as pazes com seu \u201cadvers\u00e1rio\u201d e saiba, por seus pais, que n\u00e3o est\u00e1 certo brigar. Acostume-o a se defender sem viol\u00eancias. Deixe, com uma discreta vigil\u00e2ncia, que ele mesmo resolva os pr\u00f3prios problemas. N\u00e3o se lancem apavorados para salvar a crian\u00e7a da confus\u00e3o em que se meteu, a fim de n\u00e3o acostum\u00e1-la a que os pais solucionem suas encrencas, o que a faria perder a capacidade de resolver as situa\u00e7\u00f5es pelas quais toda crian\u00e7a ter\u00e1 que passar. Os atritos ir\u00e3o polir as arestas do temperamento dela, e a far\u00e1 comportar-se com mais prud\u00eancia para n\u00e3o desagradar aos demais. Proteg\u00ea-la n\u00e3o \u00e9 coloc\u00e1-la em redoma de vidro para que nada sofra, e anular&nbsp;sua capacidade de rea\u00e7\u00e3o ante a vida. Ao contr\u00e1rio, significa torn\u00e1-la forte e segura de si para que desde pequena se acostume a resolver seus problemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color has-medium-font-size\" id=\"6\" style=\"color:#ae2828\"><strong>6 &#8211; Medos, ang\u00fastias, obsess\u00f5es infantis, ci\u00fames<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Certa m\u00e3e constatou que at\u00e9 tr\u00eas anos de idade seu filho nunca teve medos, mas a partir dos quatro come\u00e7ou a t\u00ea-lo: medo de morrer ou de que ir\u00e3o deix\u00e1-lo s\u00f3. O medo faz parte do processo de maturidade normal da crian\u00e7a, que ao crescer e desenvolver a imagina\u00e7\u00e3o, tem mais consci\u00eancia do que \u00e9 a escurid\u00e3o e as consequ\u00eancias de ficar s\u00f3. Se at\u00e9 esse momento o filho dormia tranquilo, agora necessitar\u00e1 de uma fraca luz acesa ou de que a m\u00e3e o acaricie e converse com ele no pr\u00f3prio quarto da crian\u00e7a. O mau seria n\u00e3o superar o medo, convertendo-o em obsess\u00e3o ou fixa\u00e7\u00e3o angustiosa. Trate-o com amor e paci\u00eancia, diga que vai ajud\u00e1-lo a perder o medo. Se, por exemplo, a escurid\u00e3o o assusta, brinque de entrar com ele em locais escuros e fique ali por um tempo. Na escurid\u00e3o, conte hist\u00f3rias de personagens valentes que de pequenos tinham medo do escuro, mas venceram suas pa\u00faras. Isso o ajudar\u00e1 a ter cada vez mais confian\u00e7a em si e nos pais. Um \u00faltimo conselho: n\u00e3o use os medos da crian\u00e7a como amea\u00e7as contra ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A crian\u00e7a ciumenta sofre muito ao se sentir deslocada, destronada. Ela necessita sentir-se querida e se isso n\u00e3o acontece, chama a aten\u00e7\u00e3o de mil maneiras, seja com caprichos injustificados ou com agress\u00f5es para com o seu \u201crival\u201d. Ignorar o problema n\u00e3o conduz a nada, nem lembrar \u00e0 crian\u00e7a quinhentas vezes que ela \u00e9 ciumenta, pois isso consolidar\u00e1 o sentimento, tornando-o frequente. \u00c9 preciso ter com a crian\u00e7a mais demonstra\u00e7\u00f5es de carinho: uma car\u00edcia sorridente \u00e9 mais eloquente que engenhosos discursos. Se os ci\u00fames se dirigem contra o irm\u00e3o menor, d\u00e1 bom resultado pedir a colabora\u00e7\u00e3o do filho ciumento nas tarefas de higiene e de vestir o pequeno, e outras servi\u00e7os que tenham a ver com o beb\u00ea, pois o que sofre ci\u00fames sabe que conquistar\u00e1 mais o cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e com a ajuda que prestada a ela, e isso o deixar\u00e1 muito contente, al\u00e9m de perceber como \u00e9 desvalido seu irm\u00e3ozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Procure n\u00e3o fazer diferen\u00e7as entre os irm\u00e3os. Se h\u00e1 alguma raz\u00e3o forte para trazer algum presente apenas para um deles, explique que faz isso porque ele est\u00e1 doente e sofre ao n\u00e3o poder brincar. No que se refere \u00e0s demonstra\u00e7\u00f5es de carinho, todos seus filhos t\u00eam direito ao mesmo: se abra\u00e7ou um, fa\u00e7a o mesmo com o outro. Mas nem sempre tudo \u00e9 parit\u00e1rio entre os irm\u00e3os: a crian\u00e7a pequena tem que aprender a aceitar sem ci\u00fames que, por sua idade, n\u00e3o poder\u00e1 fazer todos os planos de seus irm\u00e3os maiores: ir acampar, jogar futebol em outro local mais distante, ir a uma festa, deslocar-se sozinho&nbsp;pela rua, etc. O pequeno tem que aprender a controlar o \u201ceu tamb\u00e9m quero ir\u201d, e aceitar que n\u00e3o poder\u00e1 haver igualdade em todas as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Rir e chorar ao mesmo tempo n\u00e3o \u00e9 fato que deva causar preocupa\u00e7\u00e3o. Esse desequil\u00edbrio afetivo \u00e9 uma fase caracter\u00edstica dos quatro anos (aos seis anos j\u00e1 n\u00e3o ocorrer\u00e1 mudan\u00e7as bruscas de humor). Controle-se ao perceber que o filho brincava alegremente e de repente passou a berrar porque a irm\u00e3 pegou seu l\u00e1pis (para a crian\u00e7a seu l\u00e1pis n\u00e3o \u00e9 uma bobagem: \u00e9 o seu l\u00e1pis!). Tenha paci\u00eancia e trate de acalm\u00e1-la, pois tal como em segundos passou da felicidade \u00e0 tristeza, tamb\u00e9m o far\u00e1 em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"7\" style=\"color:#bc3333\"><strong>7 &#8211; <\/strong>Dar responsabilidades \u00e9 fomentar <strong>a autonomia da crian\u00e7a<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Aos quatro ou cinco anos, a crian\u00e7a aprecia assumir responsabilidades porque quer agradar aos pais e ser \u00fatil ao imit\u00e1-los nos servi\u00e7os que prestam a todos no lar. \u00c9 importante pedir-lhes ajuda em pequenas tarefas que possam desempenhar bem, para que desfrutem em servir. N\u00e3o desperdi\u00e7ar essa tend\u00eancia natural de querer ajudar; estimule o sentido de responsabilidade da crian\u00e7a, que ter\u00e1 alegria em responder pelo compromisso a quem a incumbiu, sejam os pais ou um irm\u00e3o mais velho. Ter responsabilidade aos quatro anos estimula o esp\u00edrito de servi\u00e7o e a preocupa\u00e7\u00e3o pelos demais. Esse h\u00e1bito se transformar\u00e1 na virtude de desprendimento e eliminar\u00e1 o ego\u00edsmo de pensar s\u00f3 em si e nas coisas pessoais, t\u00e3o comum,&nbsp;infelizmente,&nbsp;em adolescentes que n\u00e3o foram educados com efici\u00eancia. Os pais devem agradecer os servi\u00e7os que as crian\u00e7as prestaram, mas sem premi\u00e1-los com objetos materiais. A satisfa\u00e7\u00e3o do dever cumprido deve ser suficiente, o que n\u00e3o quer dizer que de vez em quando todos comemorem com sorvetes o esfor\u00e7o das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;H\u00e1 pais que n\u00e3o querem se atrasar para sair e substituem a crian\u00e7a em tudo o que ela deve&nbsp;fazer: acordam, banham e vestem a crian\u00e7a; depois passam manteiga no p\u00e3o, etc. A pontualidade \u00e9 muito importante, mas n\u00e3o a ponto de converter a crian\u00e7a num bibel\u00f4 inerte. N\u00e3o se trata simplesmente de que a crian\u00e7a coloque o sapato sozinha, mas que desenvolva a autonomia e a responsabilidade. Se trata de ajudar a amadurecer. Limitar a autonomia ou a aprendizagem \u00e9 limitar sua capacidade de se desenvolver, que \u00e9 mais importante do que chegar no hor\u00e1rio seja onde for. Tranquilizem suas pressas e aprendam a ter paci\u00eancia, pois a crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um pequeno adulto que deve agir com a velocidade dos pais. Se querem chegar no hor\u00e1rio, iniciem antes o processo de se aprontar. N\u00e3o se importem em dar o \u00faltimo retoque no vestido ou no penteado da crian\u00e7a. O importante \u00e9 que ela adquira o h\u00e1bito de fazer as coisas por si. Elogiem seus \u00eaxitos para aumentar a autoestima e a seguran\u00e7a no agir.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A crian\u00e7a de quatro ou cinco anos come\u00e7a a estabelecer claramente os limites entre o \u201cseu\u201d e o \u201cmeu\u201d, e n\u00e3o quer que troquem seus objetos por outros: sabe o que \u00e9 dos irm\u00e3os e o que pertence aos pais. \u00c9 bom que que ela estabele\u00e7a essas diferen\u00e7as, pois isso desenvolve a individualidade, o sentido do valor das coisas e o respeito pela propriedade dos outros: saber\u00e1 n\u00e3o abrir as gavetas dos pais e dos irm\u00e3os sem pedir licen\u00e7a (o mesmo devem fazer os pais com as coisas dela). Tamb\u00e9m deve ser estimulada a emprestar ou dar com alegria, explicando que doar constitui uma mostra de carinho e de generosidade, e que muitas pessoas carecem at\u00e9 do essencial para viver. Assim, desenvolver\u00e3o o h\u00e1bito de atuar em favor dos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;O per\u00edodo de quatro e cinco anos de idade \u00e9 rico em aprendizagem, que se tornar\u00e1 permanente. A fim de ajudar os pais, continuaremos em outros boletins a abordar mais aspectos acerca da tarefa educativa nessas idades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color\">Texto adaptado por <em>Ari Esteves<\/em>, com base no livro \u201cTus hijos de 4 e 5 a\u00f1os\u201d, de Manoli Manso e Blanca Jord\u00e1n de Urr\u00edes, Colecci\u00f3n Hacer Familia, Spanish Edition, Madrid.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; Crian\u00e7as de 4 e 5 anos e a educa\u00e7\u00e3o familiar. 2 &#8211; Teimosias de filhos n\u00e3o se cura com teimosias de pais. 3 &#8211; Pais que mandam muito erram. 4 &#8211; Como acabar com chiliques e birras. 5 &#8211; A crian\u00e7a precisa aprender a defender-se. 6 &#8211; Medos, ang\u00fastias, obsess\u00f5es infantis, ci\u00fames. 7 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13954,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9,17],"tags":[],"class_list":["post-5342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-familia","category-virtudes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5342\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}