{"id":6504,"date":"2022-01-04T17:39:42","date_gmt":"2022-01-04T20:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=6504"},"modified":"2022-01-04T17:39:42","modified_gmt":"2022-01-04T20:39:42","slug":"o-papel-da-afetividade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=6504","title":{"rendered":"O papel da afetividade humana"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1 &#8211; <a href=\"\/#1\">A fun\u00e7\u00e3o da afetividade humana<\/a><\/strong>.  <strong>2 &#8211; <a href=\"\/#2\">Diferen\u00e7a entre sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es<\/a><\/strong>.  <strong>3 &#8211; <a href=\"\/#3\">Os afetos n\u00e3o devem comandar as decis\u00f5es<\/a><\/strong>. <strong>4 &#8211; <a href=\"\/#4\">A virtude da prud\u00eancia<\/a><\/strong>.  <strong>5 &#8211; <a href=\"\/#5\">A educa\u00e7\u00e3o da afetividade<\/a><\/strong>.  <strong>6 &#8211; <a href=\"\/#6\">Querer agir bem por amor<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"1\" style=\"color:#af2323\"><strong>1 &#8211; A fun\u00e7\u00e3o da afetividade humana<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;H\u00e1 quem tem dificuldade para lidar e nomear seus sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es,&nbsp;e se surpreende&nbsp;com seus estados de \u00e2nimo e rea\u00e7\u00f5es, a ponto de desejar&nbsp;saber o que lhe&nbsp;acontece e por que se sente&nbsp;desta ou daquela&nbsp;maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade surge na pessoa como uma rea\u00e7\u00e3o em forma de sentimento, emo\u00e7\u00e3o ou paix\u00e3o ao se relacionar com o mundo, consigo mesma ou com os demais. Diante de qualquer acontecimento significativo, todos notamos uma sensa\u00e7\u00e3o interior que pode ser agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, e por isso dizemos que tal coisa nos afetou, e nos sentimos confort\u00e1veis ou desconfort\u00e1veis diante de fatos positivos ou negativos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade tem uma fun\u00e7\u00e3o importante ao informar que algo \u00e9 agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, o que leva a pessoa a procurar ou a evitar esse algo. Seria o equivalente \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de prazer ou dor f\u00edsica em rela\u00e7\u00e3o ao corpo. A afetividade reflete a unidade entre o corpo, mente e esp\u00edrito porque as emo\u00e7\u00f5es, sentimentos e paix\u00f5es provocam com frequ\u00eancia rea\u00e7\u00f5es psicossom\u00e1ticas: taquicardia, sudorese, palidez, enrubescimento, desconforto estomacal, dor de cabe\u00e7a ou nas costas, etc.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"2\" style=\"color:#b02929\"><strong>2 &#8211; Diferen\u00e7a entre sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;As <em>emo\u00e7\u00f5es <\/em>costumam surgir rapidamente e com grande intensidade, mas duram pouco: a repentina alegria perante uma boa not\u00edcia, a indigna\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica diante de um insulto, a emo\u00e7\u00e3o que um filme ou a leitura de um romance pode causar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Os <em>sentimentos <\/em>s\u00e3o est\u00e1veis e menos intensos que as emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es, e perduram por mais tempo porque n\u00e3o s\u00e3o uma rea\u00e7\u00e3o pontual, mas um estado duradouro, tal como o amor, a miseric\u00f3rdia, a compaix\u00e3o ou o \u00f3dio, a inveja, os ci\u00fames (h\u00e1 sentimentos bons e maus).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;As <em>paix\u00f5es <\/em>t\u00eam caracter\u00edsticas comuns aos dois anteriores: s\u00e3o intensas e duradouras. Sua principal caracter\u00edstica \u00e9 a de arrastar para a a\u00e7\u00e3o de modo mais ou menos veemente e irresist\u00edvel, em fun\u00e7\u00e3o da personalidade do sujeito: um apaixonado pelo futebol passa a semana toda pendente da partida do seu time e n\u00e3o deixa de assisti-la por nada neste mundo. As paix\u00f5es se derivam de dois apetites: concupisc\u00edvel e irasc\u00edvel. Se algo \u00e9 bom ou prazeroso (um bom filme, uma boa refei\u00e7\u00e3o ou um plano de passeio, etc.) \u00e9 desejado pelo apetite concupisc\u00edvel: se se consegue realizar a a\u00e7\u00e3o vem o deleite; mas se algo \u00e9 mau, o apetite concupisc\u00edvel inclina a pessoa a fugir dele: se a fuga n\u00e3o for poss\u00edvel (fugir de uma doen\u00e7a) vem a dor, tristeza, ang\u00fastia ou aborrecimento. J\u00e1 o apetite irasc\u00edvel (de ira) faz a pessoa se sentir forte e com esperan\u00e7a de vencer um obst\u00e1culo que lhe custa, pois julga que poder\u00e1 ultrapass\u00e1-lo: preparar-se com aud\u00e1cia e determina\u00e7\u00e3o para enfrentar um concurso ou o vestibular de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica: se alcan\u00e7a o objetivo vem o deleite; se n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a de conquist\u00e1-lo vir\u00e1 o desespero, a raiva ou a vingan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade \u00e9 algo que se sente ou se padece. Em princ\u00edpio, o sujeito n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por ter paix\u00f5es (a menos que se coloque em ocasi\u00e3o de ser provocado). Normalmente \u00e9 algo que vem de fora e a pessoa at\u00e9 preferiria n\u00e3o a experimentar, mas acaba sofrendo-a ou padecendo-a. Entretanto, mesmo vindo de fora, est\u00e1 ao alcance de cada um esfor\u00e7ar-se por moderar e n\u00e3o dar tanta aten\u00e7\u00e3o a essas sensa\u00e7\u00f5es interiores. Para isso, dever\u00e1 fomentar rea\u00e7\u00f5es positivas e contr\u00e1rias para arrefecer as negativas: algu\u00e9m que recebe um insulto poder\u00e1 ficar remoendo e dando voltas e mais voltas a ele na cabe\u00e7a, de modo a ficar cada vez mais raivoso. Para serenar e n\u00e3o se deixar arrastar pela paix\u00e3o da ira poder\u00e1 tentar justificar que o outro reagiu sem pensar e n\u00e3o pretendia ofender, ou porque sofria alguma contrariedade intensa, ou porque todos podem errar e o perd\u00e3o \u00e9 uma atitude que se pode oferecer a um ofensor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"3\" style=\"color:#aa2323\"><strong>3 &#8211; Os afetos n\u00e3o devem comandar as decis\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Se os afetos e sentimentos se fazem sentir, isso n\u00e3o significa que devam ser os reitores das a\u00e7\u00f5es, pois a pessoa tem sempre a \u00faltima palavra sobre o que deve ou n\u00e3o fazer. Ou seja, n\u00e3o podemos ser escravos dos nossos sentimentos. Mas, se a vontade for d\u00e9bil ou at\u00e9 mesmo enferma, como ocorre com quem padece de algum v\u00edcio ou compuls\u00e3o, ser\u00e1 mais dif\u00edcil manter a afetividade sob controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-black-color has-text-color\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade opera no curto prazo e tem um papel muito importante na vida ao indicar o que \u00e9 agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, o que \u00e9 causa de prazer ou de temor, e leva a pessoa a agir em consequ\u00eancia. Contudo, a afetividade deve ser analisada de forma cr\u00edtica, pois ela possui limita\u00e7\u00f5es: as emo\u00e7\u00f5es, afetos e paix\u00f5es s\u00e3o muito individualistas e cada uma puxa a sardinha para a sua brasa (a paix\u00e3o da gula pouco se importa com a diabete ou colesterol do sujeito). No caso do medo, a afetividade leva a fugir pelo caminho mais r\u00e1pido se algo pode causar um mal ou desconforto. Por\u00e9m, fugir nem sempre \u00e9 a melhor atitude, pois h\u00e1 circunst\u00e2ncias em que est\u00e1 em jogo um bem maior que obriga a enfrentar os temores com valentia e aud\u00e1cia. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade \u00e9 como uma crian\u00e7a pequena que se deixa levar pelo que agrada e foge do que desagrada: come um pacote de doce porque lhe apetece, sem se preocupar se far\u00e1 mal, mas n\u00e3o come salada. A m\u00e3e ter\u00e1 que explicar a ela que alguns alimentos agradam ao paladar, mas n\u00e3o fazem bem \u00e0 sa\u00fade; outros, mesmo sendo desagrad\u00e1veis s\u00e3o necess\u00e1rios para que ela fique forte e saud\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A linguagem dos afetos \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, e n\u00e3o do que \u00e9 bom ou mau do ponto de vista moral, pois essa an\u00e1lise cabe \u00e0 intelig\u00eancia ou consci\u00eancia pr\u00e1tica. A inst\u00e2ncia superior da consci\u00eancia, encarregada de analisar a dimens\u00e3o moral das a\u00e7\u00f5es, indicar\u00e1 se a&nbsp;tend\u00eancia&nbsp;afetiva&nbsp;deve ser seguida, porque est\u00e1 conduzida pela virtude e nos ajudar\u00e1 a fazer melhor o que deve ser feito&nbsp;ou, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o deve ser seguida por se apresentar de forma desordenada, por exemplo, porque est\u00e1&nbsp;motivada pela vingan\u00e7a, gula ou lux\u00faria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"4\" style=\"color:#ad2222\"><strong>4 &#8211; A virtude da prud\u00eancia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A afetividade por ser irracional necessita de um regente de orquestra que ponha ordem em tantas inclina\u00e7\u00f5es por vezes contradit\u00f3rias. Esse papel cabe \u00e0 virtude da prud\u00eancia, que orienta cada afeto ou sentimento para ser uma for\u00e7a interior que apoie as a\u00e7\u00f5es retas: \u00e9 melhor professor aquele que p\u00f5e sentimentos no que faz; um jovem apaixonado por avi\u00f5es que pretende ser aviador, enfrentar\u00e1 melhor as dificuldades para tirar o brev\u00ea, que lhe permitir\u00e1 pilotar, mesmo que tenha que fazer o ensino m\u00e9dio pela manh\u00e3, trabalhar durante a tarde em alguma empresa para obter o dinheiro com o qual pagar\u00e1 o curso de aviador que ter\u00e1 de faz\u00ea-lo de noite (sem a for\u00e7a que lhe d\u00e1 os sentimentos talvez desistisse logo).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;A virtude da prud\u00eancia precisa de um norte, de uma dire\u00e7\u00e3o ou meta para onde canalizar as energias dos afetos. Essa meta \u00e9 a que cada um livremente escolhe dar \u00e0 sua vida. Os afetos s\u00e3o bons e fazem parte da natureza humana e por isso est\u00e3o inclu\u00eddos na satisfa\u00e7\u00e3o que Deus teve ao lan\u00e7ar seu primeiro olhar \u00e0 sua Cria\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-terminada: \u201cContemplou toda a sua obra, e viu que era tudo muito bom\u201d (Gen. 1,31). N\u00e3o apenas bom, mas <em>muito bom<\/em>, como que se regozijando pela obra sa\u00edda de suas m\u00e3os. Somente Deus poderia ter feito algo assim. Por\u00e9m, \u00e0s vezes, a afetividade leva a pessoa a se equivocar, pois todos carregamos dentro um princ\u00edpio inato de desordem (pecado original) que pode obscurecer a intelig\u00eancia e enfraquecer a vontade para que esta ceda diante de um bem parcial e imediato que falsamente se apresenta como um bem absoluto. Como foi mencionado, administrar sentimentos e paix\u00f5es n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, pois cada tend\u00eancia puxa para o seu lado, esgar\u00e7ando ou dividindo a pessoa. Da\u00ed a necessidade de educar a afetividade por meio de virtudes, pois estas tornam agrad\u00e1vel a busca do bem, e assim fica mais f\u00e1cil reconduzir sentimentos desordenados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"5\" style=\"color:#ab2020\"><strong>5 &#8211; A educa\u00e7\u00e3o da afetividade<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Cabe a cada um educar a pr\u00f3pria afetividade para que a apari\u00e7\u00e3o e a intensidade das emo\u00e7\u00f5es, sentimentos e paix\u00f5es estejam de acordo com o que \u00e9 o correto, razo\u00e1vel e verdadeiro, e ter apre\u00e7o pelo que \u00e9 bom e avers\u00e3o pelo que \u00e9 mau. O gosto pelo que \u00e9 agrad\u00e1vel n\u00e3o pode arrastar a vontade a procur\u00e1-lo desordenadamente, a ponto de a pessoa abandonar suas responsabilidades; nem poder\u00e1 recha\u00e7ar o dever que n\u00e3o \u00e9 agrad\u00e1vel, quando isso for uma desordem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Cada pessoa percebe dentro de si uma batalha interior que pode lev\u00e1-la a n\u00e3o fazer o bem que gostaria, e  a ceder ao mal que n\u00e3o queria realizar. A afetividade humana quando desordenada pode inclinar a pessoa a decidir por coisas que n\u00e3o conv\u00eam racionalmente: descarregar a ira sobre algu\u00e9m, comer com gula um doce que n\u00e3o poderia, tomar bebida alco\u00f3lica imoderadamente, buscar rela\u00e7\u00f5es sexuais fora do casamento, roubar para se enriquecer&#8230; As virtudes, que s\u00e3o h\u00e1bitos operativos bons, fortalecem a pessoa para corrigir as tend\u00eancias desordenadas da afetividade. A forma\u00e7\u00e3o da afetividade d\u00e1 \u00e0 pessoa algo como uma segunda natureza que a faz atrair-se e deleitar-se com o bem, mesmo que seja \u00e1rduo, ou que tenha que prescindir de planos bons, mas incompat\u00edveis com a orienta\u00e7\u00e3o que deu \u00e0 pr\u00f3pria vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;\u00c9 necess\u00e1rio educar a raz\u00e3o ou intelig\u00eancia n\u00e3o apenas com a informa\u00e7\u00e3o do que \u00e9 bom ou mau, mas ao mostrar o motivo das a\u00e7\u00f5es, o seu porqu\u00ea. Com isso, a vontade ter\u00e1 for\u00e7as para resistir as atra\u00e7\u00f5es desornadas da afetividade para perseverar na busca do bem. Evita-se, assim, tr\u00eas patologias: o sentimentalismo (agir s\u00f3 em fun\u00e7\u00e3o do que se sente), o voluntarismo (preval\u00eancia da vontade sobre a raz\u00e3o e os sentimentos) e o intelectualismo (dar primazia \u00e0 intelig\u00eancia, sacrificando a vontade e os afetos). Qualquer dessas patologias indica um dom\u00ednio excessivo sobre a pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"6\" style=\"color:#a82525\"><strong>6 &#8211; Querer agir bem por amor<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;O sentido do dever, necess\u00e1rio para dar um norte \u00e0s a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deve ser anulado. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos funcionar apenas pelo sentido do dever a cumprir, pois isso \u00e9 insuficiente e se torna exaustivo. Devemos agir bem porque queremos, por amor, pois isso \u00e9 que d\u00e1 sabor e sentido \u00e0 vida. Uma afetividade bem formada faz desejar e buscar o que \u00e9 bom. A pessoa aprende desse modo a escutar a sua afetividade e a segui-la por decis\u00e3o pr\u00f3pria (racionalmente), e sem se deixar arrastar por ela, tal como o guarda de tr\u00e2nsito controla o fluxo de carros em um cruzamento: se ouve uma ambul\u00e2ncia, faz parar todos os carros para dar prioridade a ela; se depara com um motorista imprudente, f\u00e1-lo parar e n\u00e3o permite que prossiga para n\u00e3o causar acidentes. Outra imagem interessante \u00e9 a do cavaleiro que com sua intelig\u00eancia e vontade dirige os impetuosos cavalos \u2212 imagem dos sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es \u2212, dando a eles a dire\u00e7\u00e3o que conv\u00e9m: cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia e afetos n\u00e3o devem entrar em conflito, mas caminhar em harmonia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Vale a pena assistir o desenho &#8220;Divertida Mente&#8221;, da Disney, 2015, porque mostra como funcionam em nossa cabe\u00e7a as emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que tendem a influenciar o comportamento: alegria, tristeza, medo, nojo e raiva. Essas emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o em cont\u00ednuo di\u00e1logo entre si, nem sempre de forma pac\u00edfica b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color\">Texto adaptado por <em>Ari Esteves<\/em>, com base no livro \u201cA forma\u00e7\u00e3o da afetividade\u201d (cap\u00edtulo <em>O que \u00e9 a afetividade<\/em>) de Francisco Insa, Editora Cultor de Livros, 2021, S\u00e3o Paulo, SP. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; A fun\u00e7\u00e3o da afetividade humana. 2 &#8211; Diferen\u00e7a entre sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es. 3 &#8211; Os afetos n\u00e3o devem comandar as decis\u00f5es. 4 &#8211; A virtude da prud\u00eancia. 5 &#8211; A educa\u00e7\u00e3o da afetividade. 6 &#8211; Querer agir bem por amor. 1 &#8211; A fun\u00e7\u00e3o da afetividade humana &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;H\u00e1 quem tem dificuldade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13909,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,17],"tags":[],"class_list":["post-6504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-virtudes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6504\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}