{"id":8517,"date":"2022-09-23T15:59:26","date_gmt":"2022-09-23T18:59:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ariesteves.com.br\/?p=8517"},"modified":"2022-09-23T15:59:26","modified_gmt":"2022-09-23T18:59:26","slug":"o-cinema-e-seu-valor-formativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/?p=8517","title":{"rendered":"O cinema e seu valor formativo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1 &#8211; <a href=\"\/#1\">O cinema como meio educativo<\/a><\/strong>. <strong>2 &#8211; <a href=\"\/#2\">Pais em sintonia com o mundo subjetivo dos filhos<\/a><\/strong>.  <strong>3 &#8211; <a href=\"\/#3\">Contar com as emo\u00e7\u00f5es no processo educativo<\/a><\/strong>.  <strong>4 &#8211; <a href=\"\/#4\">As cenas de um filme podem motivar um jovem<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"1\" style=\"color:#aa3737\"><strong>1 &#8211; O cinema como meio educativo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em nossa \u00e9poca, onde impera a cultura da emo\u00e7\u00e3o e da imagem, o cinema \u00e9 um grande recurso para a educa\u00e7\u00e3o dos sentimentos. Suas cenas, que muitas vezes tocam os afetos ao abordar aspectos essenciais da vida humana, ajudam a refletir como cada um conduz a pr\u00f3pria vida. A afetividade, onde residem sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es, n\u00e3o deve ser ignorada no processo educativo de adolescentes e jovens. Cabe aos pais e educadores contempl\u00e1-la e utiliz\u00e1-la como porta de entrada para a compreens\u00e3o da alma juvenil e seu universo atual, valendo-se do cinema como metodologia simples e acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os sentimentos estabelecem uma ponte entre o que se conhece intelectualmente e o que a vontade decide executar. Por vezes, n\u00e3o basta concluir que algo deva ser executado para que a vontade queira faz\u00ea-lo ou colocar a m\u00e3o na massa. Para essa realiza\u00e7\u00e3o cumpre papel importante a motiva\u00e7\u00e3o dos sentimentos. Isso n\u00e3o significa que devemos fazer as coisas apenas quando os sentimentos nos motivam, pois \u00e0s vezes \u00e9 necess\u00e1rio agir contra eles. Por exemplo, quando Madre Tereza de Calcut\u00e1 recolhia da sarjeta um moribundo cheio de p\u00fastulas e malcheiroso, talvez seus sentimentos fossem de repel\u00eancia, mas ela o acolhia e levava-o para trat\u00e1-lo em sua casa de caridade. Por\u00e9m, os sentimentos cumprem um papel muito importante, principalmente na vida dos jovens: imaginemos um rapaz que se emociona ao ver deslizar pelos c\u00e9us um avi\u00e3o, e decide ser aviador. Tendo as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e intelectuais para essa profiss\u00e3o, por\u00e1 os meios para continuar seus estudos no ensino m\u00e9dio, encontrar\u00e1 um trabalho durante o per\u00edodo da tarde para pagar a escola de aviador, que cursar\u00e1 \u00e0 noite, a fim de tirar o brev\u00ea de piloto. O sacrif\u00edcio desse jovem faz \u00e9 grande, e haver\u00e1 dias em que sua vontade ser\u00e1 a de n\u00e3o ir \u00e0 escola de pilotagem. Por\u00e9m, seu forte sentimento, que se reacende cada vez que se imagina pilotando um avi\u00e3o, o faz superar a m\u00e1 vontade e ir \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o ser\u00edamos humanos se desprez\u00e1ssemos o papel facilitador dos sentimentos para que o <em>querer <\/em>da vontade execute algo. Como diz Pablo Blasco, no artigo abaixo citado, \u201cos sentimentos revestem o conhecimento [intelectual, por suposto] com uma roupagem pessoal que facilita o querer \u2013 a execu\u00e7\u00e3o \u2013, porque s\u00e3o bases da motiva\u00e7\u00e3o. Uma coisa s\u00e3o as ideias e os conceitos, outra \u00e9 como as ideias me atingem, e qual \u00e9 o <em>sabor<\/em> que elas t\u00eam para o meu paladar afetivo. \u00c9 no \u00e2mbito afetivo onde o personalismo se imp\u00f5e como condi\u00e7\u00e3o eficaz de aprendizado e de assimila\u00e7\u00e3o de atitudes\u201d. Um mesmo fato atinge de modo diferente a cada pessoa, e isso \u00e9 motivado pelos sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os sentimentos n\u00e3o podem modificar os conceitos matem\u00e1ticos, mas podem promover atitudes, estimular algu\u00e9m a estudar essa ci\u00eancia pela paix\u00e3o que sente por ela; tamb\u00e9m podem encorajar condutas \u00e9ticas n\u00e3o motivadas pela leitura de livros de moral, mas ao ver a cena de um filme em que a personagem n\u00e3o aceita, por exemplo, ser subornada para trair algu\u00e9m. Nesse sentido, ensina Pablo Blasco, os sentimentos s\u00e3o como o tempero que facilita a ingest\u00e3o do alimento, conferindo a ele um toque especial e personal\u00edssimo que faz do comer algo que vai muito al\u00e9m da simples nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"2\" style=\"color:#ab3232\"><strong>2 &#8211; Pais em sintonia com o mundo subjetivo dos filhos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A educa\u00e7\u00e3o da afetividade requer um toque de arte por parte do educador, que deve entrar em sintonia com o mundo subjetivo do educando, e adaptar-se \u00e0s necessidades e ao paladar deste, como um tempero que conquiste e estimule a vontade para realizar algo. Nesse sentido o cinema, ao provocar a afetividade, dar\u00e1 um toque especial ou sabor aos conhecimentos e conceitos, tornando mais acess\u00edvel a sua busca (ou at\u00e9 repelindo-os). As cenas levam \u00e0 reflex\u00e3o quando s\u00e3o verdadeiramente questionadoras. Pablo Blasco comenta que no filme \u201cO resgate do soldado Ryan\u201d, com Tom Hanks, v\u00ea-se a passagem em que o capit\u00e3o est\u00e1 morrendo e o soldado Ryan inclina-se sobre ele, e ouve do oficial estas palavras: \u201cJames, fa\u00e7a por merecer\u201d. Quarenta anos depois, James Ryan visita o cemit\u00e9rio onde est\u00e1 enterrado o capit\u00e3o, e acompanhado da esposa, filhos e netos, olha para o t\u00famulo e diz: \u201cTodos os dias penso no que voc\u00ea me disse naquele dia, na ponte. Procurei viver a minha vida do melhor modo poss\u00edvel. Espero que, pelo menos diante dos seus olhos, eu tenha ganhado o que todos voc\u00eas fizeram por mim\u201d, e em seguida, dirige o olhar \u00e0 esposa e indaga: \u201cDiga que a minha vida prestou para algo, que tive uma vida digna\u201d. Esse \u00e9 o curr\u00edculo de James Ryan: ter formado uma fam\u00edlia, educado seus filhos e levado uma vida honesta e sacrificada. O capit\u00e3o, que na vida civil era professor, educou Ryan com o exemplo de sua vida e com a frase \u201cfa\u00e7a por merecer\u201d. Quem assiste essa cena \u00e9 levado a se perguntar se o sentido que est\u00e1 dando \u00e0 sua vida \u00e9  magn\u00e2nimo ou mesquinho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nem tudo se aprende por argumenta\u00e7\u00e3o e racioc\u00ednio l\u00f3gico, mas tamb\u00e9m pela percep\u00e7\u00e3o dos sentimentos, que alavancam o processo de educar. Afirma Pablo Blasco que nas culturas antigas o meio principal para a educa\u00e7\u00e3o moral era contar hist\u00f3rias por meio de artes como teatro, literatura e \u00f3pera, que possuem o papel de suprir as experi\u00eancias que nem todos podem vivenciar durante a vida. Ao fornecer essas experi\u00eancias \u2013 \u201cescarmentar em cabe\u00e7a alheia\u201d, diz o ditado popular \u2013, por meio de cenas, o cinema permite penetrar at\u00e9 o n\u00edvel moral e pessoal. Ao ter por tr\u00e1s um excelente roteiro, os bons filmes se distanciam infinitamente das epid\u00e9rmicas e velozes imagens que se consomem diariamente nas redes sociais, e que s\u00f3 trazem a dissipa\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito e impedem a reflex\u00e3o sobre si mesmo para agir como um sujeito moral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um bom filme pode oferecer a quem o assiste a experi\u00eancia fecunda de eleger para suas a\u00e7\u00f5es o ato virtuoso. Tanto o cinema como a literatura podem unir imagina\u00e7\u00e3o, sentimentos e ideias \u00e0 realidade de uma experi\u00eancia como se fosse vivida pessoalmente, que \u00e9 modo excelente para a compreens\u00e3o profunda da qualidade do agir virtuoso. \u201cSem a arte narrativa \u2013e a\u00ed se enquadra o cinema\u2013 o ser humano teria que contar t\u00e3o s\u00f3 com suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, o que significa que se veria obrigado a aprender tudo desde o princ\u00edpio. Sem conhecer a Odisseia, o homem n\u00e3o saberia nada da fidelidade de Pen\u00e9lope; sem Shakespeare ignoraria as d\u00favidas de Hamlet, o amor de Romeu por Julieta. Sem Dom Quixote, ter\u00edamos que descobrir por conta pr\u00f3pria a diferen\u00e7a entre ver o mundo como \u00e9 e v\u00ea-lo como deveria ser\u201d\u00a0(Krzysztof Zanussi, fil\u00f3sofo e cineasta polon\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assistir a um filme bem selecionado deixa de ser apenas um simples passatempo ou divertimento, porque as cenas vitais provocam sentimentos \u2013 alegria, entusiasmo, aprova\u00e7\u00e3o, recha\u00e7o, condena\u00e7\u00e3o \u2013, que podem configurar condutas. Pablo Blasco afirma que \u201ca trag\u00e9dia grega provocava a catarse, entendida em duplo sentido: primeiro, imediato, como a libera\u00e7\u00e3o dos sentimentos, como uma limpeza org\u00e2nica, como um purgante; o segundo, muito importante, \u00e9 que mediante a catarse colocam-se no seu lugar todos esses sentimentos acumulados \u2013 emo\u00e7\u00f5es \u2013 que n\u00e3o poucas vezes se armazenam de modo desordenado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"3\" style=\"color:#a93737\"><strong>3 &#8211; Contar com as emo\u00e7\u00f5es no processo educativo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As emo\u00e7\u00f5es podem ser contempladas no processo educativo. N\u00e3o basta v\u00ea-las passivamente, mas \u00e9 preciso dar vaz\u00e3o e permitir que as emo\u00e7\u00f5es possam cumprir o seu papel no desejo de aprender e de motivar o estudante. Assim, ser\u00e1 mais f\u00e1cil envolver a racionalidade e fundamentar conceitos. O educador que permite, no espa\u00e7o formativo, o fluir das emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da discuss\u00e3o, da partilha de sentimentos, abre caminho para uma verdadeira reconstru\u00e7\u00e3o da afetividade. Esse processo requer tato, habilidade; requer evitar precipita\u00e7\u00f5es para promover um aprendizado que respeite o ritmo quase fisiol\u00f3gico da emotividade. N\u00e3o se pode obrigar ningu\u00e9m a sentir o que n\u00e3o sente. Pode-se simplesmente mostrar. O tempo e a reflex\u00e3o sobre as emo\u00e7\u00f5es se encarregar\u00e3o de aprimorar o paladar afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da est\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 superficial. Ao atingir as emo\u00e7\u00f5es e a sensibilidade, n\u00e3o se deseja ancorar na emotividade os valores e modelos de conduta, mas suscitar uma reflex\u00e3o sobre esses mesmos valores e atitudes. Ensina Pablo Blasco que se pode conquistar uma habilidade t\u00e9cnica sem nada sentir e sem refletir muito sobre ela. Por\u00e9m, \u00e9 mais dif\u00edcil adquirir valores, progredir nas virtudes e incorporar condutas sem um processo pr\u00e9vio de reflex\u00e3o. O desencadear da reflex\u00e3o \u00e9 facilitado pela est\u00e9tica, pela arte do cinema \u2013 \u201ca beleza salvar\u00e1 o mundo\u201d, disse Dostoievski \u2013, que sensibiliza e incentiva para aprendizados racionais de modo personalizado e por meio de cenas que ofertem uma representa\u00e7\u00e3o do mundo concreta, din\u00e2mica, sensitiva e emotiva. Tais cenas conduzir\u00e3o \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o racional, buscada com entusiasmo e emo\u00e7\u00e3o, e como porta de entrada para que o jovem fa\u00e7a posteriores constru\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pablo diz que as respostas racionais representadas pelo \u201cestou de acordo\u201d ou \u201cdiscordo\u201d ser\u00e3o substitu\u00eddas por respostas emotivas suscitadas pela imagem: \u201cgosto\u201d ou \u201cn\u00e3o gosto\u201d, onde existe uma aceita\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o visceral, de impacto, sem participa\u00e7\u00e3o do racional. Com isto n\u00e3o se pretende, em absoluto, dispensar a necessidade do racioc\u00ednio e conceitos para a constru\u00e7\u00e3o do aprendizado. Apenas afirma-se que dificilmente um jovem aceitar\u00e1 racioc\u00ednios l\u00f3gicos se a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe facilita o caminho. Ao passar antes pelas emo\u00e7\u00f5es, porque \u00e9 assim que hoje os jovens est\u00e3o habituados a proceder, abre-se a porta de entrada para posteriores constru\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas. Santo Agostinho diz que \u201cNaquilo que se ama, ou n\u00e3o se sente a dificuldade ou se ama a pr\u00f3pria dificuldade\u201d. Ou seja, quando se p\u00f5e o cora\u00e7\u00e3o \u2013 leia-se sentimentos \u2013 os trabalhos nunca ser\u00e3o t\u00e3o penosos, e torna-se mais f\u00e1cil suportar a carga e manter a alegria durante o esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diz Pablo Blasco, que &#8220;o cinema pode exprimir o que a racionalidade levaria muito tempo para explicitar e acabaria resultando at\u00e9 enfadonho. Um coment\u00e1rio de uma conhecida professora e m\u00e3e de fam\u00edlia, a respeito do filme King Kong: \u2013 <em>Esse \u00e9 o homem que toda mulher gostaria de ter ao lado!<\/em> \u2013 <em>Mas como um homem?!<\/em> \u2013 exclamo eu \u2013 <em>estamos falando de um gorila!<\/em> E ela continua sorrindo: \u2013 <em>Engano seu, meu caro: ele luta por ela, defende-a, se bate, e se deixa ferir&#8230; E aprende dela a delicadeza, os modos, a poesia. E quer somente a ela. As outras mulheres que lhe apresentam ele as descarta<\/em>. Surpreso pelo coment\u00e1rio, lembrei-me do pensamento de um fil\u00f3sofo que diz: <em>Nada imuniza tanto o homem <\/em>[que pertence] <em>do universo das mulheres, como o amor apaixonado por uma delas<\/em>. E, em outra ocasi\u00e3o, quando comenta <em>a mulher muda o ambiente e o homem tal como o clima trabalha os vegetais sem fazer aparentemente nada, formando-o \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color\" id=\"4\" style=\"color:#aa3636\"><strong>4 &#8211; As cenas de um filme podem motivar um jovem<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A educa\u00e7\u00e3o pelo cinema arranca desejos profundos do jovem, e motiva-o para grandes sonhos e novos desafios. No filme \u201cO \u00daltimo Samurai\u201d, durante um congresso, Pablo Blasco teve a experi\u00eancia, ap\u00f3s apresentar as cenas em que homens medievais valentes, e em atitude de servi\u00e7o (servir parece ser a miss\u00e3o deles), enfrentavam as modernas metralhadoras com coragem e espada. Sim, caiam mortos, mas arrancando do inimigo o reconhecimento, a venera\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a vit\u00f3ria moral. Diz Pablo que \u201cEsse \u00e9 o modo de promover novos Samurais, mesmo com tecnologia moderna, entre os jovens soldados que ficam at\u00f4nitos vendo a valentia daqueles no combate\u201d. Quando acabou a confer\u00eancia, um jovem veio \u00e0 frente, segurou o bra\u00e7o do conferencista e disse com os olhos brilhando: \u201cProfessor, eu quero ser um Samurai!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0A um pai ou educador que pergunta \u201cE se o jovem n\u00e3o concluir o que eu gostaria que ele conclu\u00edsse?\u201d, cabe afirmar que devem levantar a lebre. \u201cN\u00e3o adianta \u2013 diz Pablo \u2013 colocar rolha num vulc\u00e3o, porque antes ou depois explodir\u00e1. O que melhor se pode fazer \u00e9 promover a reflex\u00e3o para que o jovem se v\u00e1 construindo. Algo muito pr\u00f3ximo ao que o macaco Rafiki fez com Simba, no filme <em>O Rei Le\u00e3o, <\/em>onde<em> <\/em>Simba, na boa vida, n\u00e3o queria assumir a realidade de que se tornara um le\u00e3o adulto. O macaco interroga-o e pergunta: \u2013 <em>Quem \u00e9 voc\u00ea?<\/em> Tal pergunta faz virar ao avesso o confort\u00e1vel <em>Hakuna<\/em> <em>Matata<\/em>, em que Simba vivia, para traz\u00ea-lo \u00e0 realidade\u201d E conclui, Pablo: \u201cN\u00e3o s\u00e3o as respostas as que devem vir prontas, fabricadas, mas sim as perguntas, a modo de provoca\u00e7\u00f5es que o professor, o pai, ou formador devem continuar, e serenamente dirigir ao seu interlocutor. A <em>ficha tem de cair<\/em> por si s\u00f3 \u2013 para utilizar uma linguagem corrente. E, nesta empreitada de provocar reflex\u00f5es, o cinema \u00e9 um prato cheio, uma oportunidade excelente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugerimos visitar o site <a href=\"https:\/\/pablogonzalezblasco.com.br\/category\/filmes\/\">https:\/\/pablogonzalezblasco.com.br\/category\/filmes\/<\/a>, onde h\u00e1 coment\u00e1rios de v\u00e1rios filmes que poder\u00e3o ser assistidos e comentados em fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color\" style=\"color:#ab2d2d\">Texto de Ari Esteves, adaptado da entrevista do m\u00e9dico e humanista <em>Pablo Gonz\u00e1lez Blasco<\/em>, \u00e0 Revista \u201cSer fam\u00edlia\u201d, edi\u00e7\u00e3o 3, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>Siga-nos no Telegram, pois nele h\u00e1 link para todos os boletins publicados: https:\/\/t.me\/ariesteves_pedagogo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; O cinema como meio educativo. 2 &#8211; Pais em sintonia com o mundo subjetivo dos filhos. 3 &#8211; Contar com as emo\u00e7\u00f5es no processo educativo. 4 &#8211; As cenas de um filme podem motivar um jovem. 1 &#8211; O cinema como meio educativo &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em nossa \u00e9poca, onde impera a cultura da emo\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13805,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,8,9],"tags":[],"class_list":["post-8517","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-educacao","category-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8517\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.ariesteves.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}