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  • Conquistar a confiança dos filhos

    Conquistar a confiança dos filhos

             A confiança nos pais é ingrediente fundamental para que os filhos cresçam em autoestima, sejam obedientes e se deixem educar. Ao confiar nos pais, os filhos tornam próprias, internas, as indicações que deles recebem, pois sabem que estão escolhendo o melhor. Obediência e confiança se exigem mutuamente, e onde não há confiança, a obediência se torna externa, fria, protocolar e para evitar castigos.

             Para que a confiança cresça é preciso um ambiente grato de afeto e bondade de ânimo ou de benevolência com cada filho, a fim de que este se sinta amado, ouvido e valorizado em suas opiniões. Exigir apenas a obediência externa, sem que a vontade da criança se una à de seus pais e a faça própria, é construir um edifício sem alicerces. Sem confiança, a amizade entre pais e filhos esfria, e porque não se sentem acreditados, os filhos são impulsionados a enganar, a perder a transparência e a se distanciarem rapidamente de seus pais.

             Cabe aos pais a responsabilidade de criar um clima de confiança no lar, onde os filhos se sintam livres para perguntar sem medo de que se escandalizem com suas questões; que possam manifestar suas opiniões e serem ouvidos para se sentirem valorizados; quando são estimulados a desenvolver suas habilidades ou qualidades pessoais a serviço dos demais; quando as indicações que recebem são dadas de modo respeitoso (por favor…); quando são tratados como pessoas inteligentes e livres.

             Crianças e adolescentes precisam desenvolver uma vinculação segura com seus pais ou responsáveis ao sentir que podem confiar neles. E isso ocorre quando são atendidos em suas necessidades básicas: fome, frio, sede, dor, medos, dúvidas… Essa vinculação segura levará os filhos a uma alta autoestima, a ter segurança emocional e a manter sintonia com seus pais. Se não forem atendidos, seja porque seus pais são ausentes ou indiferentes, a mensagem que os filhos recebem é a de que são considerados sem importância, o que fomentará neles a baixa autoestima e inseguranças no âmbito pessoal, familiar e social.

             Os pais ou responsáveis devem estar sempre presentes na vida da criança, e nunca transferir essa insubstituível missão a uma professora, pois a solicitude desta não conseguirá ser individualizada, mas dividida entre as muitas crianças de sua sala. Se em casa e na escola a criança percebe que não é atendida, os problemas começam a surgir. A atenção dos pais é chave para a criança desenvolver uma vinculação segura por meio de relações interpessoais profundas: olhos nos olhos, sorrisos que se encontram, afetos que se expandem.

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  • Ser rico é ser livre?

    Ser rico é ser livre?

          

             Todos somos sensíveis ao tema da liberdade, pois sentir-se livre é fundamental para buscar a autorrealização. Qual é a concepção que se tem da liberdade? O consumismo atual associa a liberdade ao status económico: quem tem dinheiro pode satisfazer todos os seus desejos! Será que viver para juntar muito dinheiro é a melhor maneira de empregar a liberdade? As redes sociais revelam com frequência que entre os ricos e famosos encontram-se muitos ansiosos, solitários porque trocaram o amor às pessoas pelo amor ao dinheiro, os que desconfiam de todos por achar que só querem seus bens, os que gastam muito com divertimentos e esportes caros para se sentirem felizes, os que se afundam em vícios, os que invejam aquilo que não conseguem possuir… Essas contínuas insatisfações conduzem à tristeza e a outras formas de evasão.

             Ser rico não é sinônimo de ser livre. Aliás, quem vive na abundância material acostuma-se a ter tudo o que quer e tem dificuldades para lidar com as doenças, ausência de talentos pessoais; suporta com mau-humor os contratempos da vida cotidiana e afunda-se no poço das lamentações inúteis, ou se prende ao passado com a inútil nostalgia de que antes tudo era melhor, vive em meio a críticas negativas e murmurações que o fazem perder a liberdade de espírito.

             A pessoa realmente livre aceita as frustrações e as limitações pessoais como parte de seu caminho, pois entende que é preciso viver uma certa pobreza para ser verdadeiramente rico e não atar-se ou prender-se às coisas (tem mais e é mais livre quem precisa de menos); compreende que é preciso sofrer algum tipo de doença para descobrir o valor da saúde; descobre que a felicidade grande está em servir e doar seu tempo e dinheiro para aliviar as dores dos demais…E aqui surge um paradoxo: as dificuldades e os fracassos são oportunidades de crescimento pessoal para as pessoas livres, que aceitam a realidade tal como é, e vê o tempo presente como o melhor da história para aportar soluções criativas.

             A liberdade não é um fim em si mesma, mas para ser empregada em ideais onde o Bem, a Verdade e a Beleza estão presentes. E não há ideal que mais faça ser livre e feliz o ser humano do que amar e sentir-se amado: não só amar, mas sentir-se amado. Pode-se corromper o amor ao colocá-lo em coisas, e quem age assim acaba ficando sozinho, pois as coisas são insensíveis e não amam. Na família ou em uma vocação de entrega aos demais pode-se amar e sentir-se amado.

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  • Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

    Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

          

              Prudência é virtude necessária para quem quer acertar na vida, pois ajuda a decidir sobre a melhor maneira de atuar em cada momento. Ela protege o corpo, por exemplo, ao indicar que para consertar um aparelho elétrico é preciso antes desconectá-lo da tomada; e protege a alma ao dizer para não navegar à toa na internet, a fim de evitar choques psicológicos. Choque psicológico? Sim, pois o navegar sem rumo e movidos pela curiosidade frívola fragiliza emocionalmente porque entope os olhos, a memória, a imaginação e, por consequência, a inteligência e a vontade, com imagens desconexas que conduzem a uma vida superficial, perdas de tempo, vícios ou adições, enfraquece a mente para um pensar profundo… Com tais ingredientes, o espírito se vê sem forças para contradizer os apelos do sentimentalismo, comodismo e da sensualidade.

              Um bisturi faz maravilhas nas mãos de um bom cirurgião, mas nas mãos de um menino pequeno é perigoso e causará estragos irreparáveis. Utilizar a internet para o que é útil e necessário é prudente, mas ser utilizada por uma criança é um perigo que os pais não devem perder de vista. A prudência é o melhor filtro para fazer bom uso da internet: disciplina e autorregula quem a possui, faz aproveitar o tempo para assuntos mais úteis, modera a curiosidade, protege a intimidade ao resguardá-la do péssimo protagonismo de falar de si, evita consumir ou enviar imagens e vídeos inconvenientes, e por aí vai…

              Pais e educadores precisam dialogar com as crianças, adolescentes e jovens para ajudá-los a pensar sobre os perigos que pululam na web, a fim de que formem bem a própria consciência e se autoadministrarem, pois este é o melhor filtro que existe! Fazê-los perceber que a quantidade de tempo que dispõem é para colocar em prática seus talentos e qualidades pessoais para fazer algo útil e servir melhor aos demais. Com isso, terão uma vida fecunda e assumirão grandes ideais. Quanto às crianças pequenas, ter presente que não há motivo que justifique o uso da internet por elas, já que movidas pela curiosidade e por não ter ainda a consciência formada, facilmente irão clicar em imagens e visitar sites inconvenientes (a consciência de uma criança são seus pais!). Mais do que navegar pela internet, a criança deve viver das realidades que a cercam.

             Criar no lar uma cultura que favoreça as boas escolhas mediante a virtude da prudência, desenvolve nos filhos hábitos positivos e uma mentalidade esportiva e alegre frente às dificuldades, vendo-as como treinamento para crescer humana e espiritualmente, além de os fazer desenvolver outras virtudes: fortaleza, ordem, austeridade, espírito de serviço e solidariedade, temperança, sinceridade, sempre necessárias para assumir responsabilidades presentes e futuras no âmbito familiar, acadêmico, profissional e social.

             Uma boa sopa de galinha para ganhar a todos pelo estomago, e disciplinar o lar para que a família viva um horário de dormir e de acordar, refeições, encargos domésticos, tempo de estudo e de lazer criativo (leituras, jogos de sala, tertúlias), favorecem o aproveitamento do tempo e o desenvolvimento da virtude da prudência.

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  • O adolescente e o estudo

    O adolescente e o estudo

             Um médico cura, um mecânico conserta máquinas, um cozinheiro prepara comidas, um estudante deve estudar por ser esta a sua profissão… Trata-se de conseguir que os adolescentes progressivamente adquiram hábitos de estudo e de trabalho, vendo nessas exigências exercícios ou oportunidades positivas de treinamento como fazem os músicos, os atletas de alto desempenho e demais profissionais para atuarem com perfeição. Os adolescentes quando aprendem a estudar ganham gosto por esta atividade e crescem em virtudes como fortaleza, ordem, espírito de serviço, sentido de responsabilidade, capacidade de compreensão, domínio do temperamento. Assim, preparam-se para atuar com excelência na profissão ou ofício que escolherem, prestando um grande serviço à sociedade em que vivem.  A leitura do boletim Ensinar o adolescente a trabalhar bem ajudará a compreender a importância do hábito de estudo para a vida.

             Qualquer ação humana requer esforço! O que diríamos de um jogador de futebol que não se esforçasse para jogar bem, de um médico que não se atualizasse mediante o estudo? O estudante também deve se exigir, pois estudo e esforço sempre andam juntos. Atualmente é frequente que nos ensinos fundamental e médio as escolas se fixem em habilidades plásticas, capacidades motoras, atividades físicas e outras habilidades, em detrimento ao esforço para estudar com intensidade. Tais atividades não exigem propriamente a concentração do estudo e por isso não devem ser confundidas ou chamadas de estudo; e caso ocupem demasiado tempo podem levar à dispersão, á preguiça mental e impedir o pensamento profundo: não confundir “mexer-se muito” com estudar muito. Há alunos que acreditam “estudar” ao ocupar-se dessas atividades não propriamente dedicadas ao estudo, em prejuízo para a inteligência, memória e fortalecimento da vontade. O estudo, fator mais importante para a capacidade de concentração e de compreensão, sofre também a tirania das telas digitais, que tornam a mente arredia ao esforço intelectual.

             Providências para a criação de hábitos de estudo:         

    • Conversas individuais com cada filho é o principal meio para incentivar hábitos de estudo. Quando pequenos, os filhos não percebem sua capacidade de compreensão, sendo necessário ajudá-los a avaliar o rendimento do estudo e colocar metas altas e insistir para que melhorem suas qualificações acadêmicas.

    • Promover um ambiente familiar com rotinas e horários para refeições, encargos, dormir, acordar, estudar, brincar, ver televisão… Famílias sem rotinas revela pouca exigência dos pais.

    • Insistir com os filhos a que cumpram diária e pontualmente o horário de estudo, e só depois podem sair para brincar, praticar esporte ou passear: estudar sempre na mesma hora desenvolve o hábito de estudo.

    • Dispor na casa de um ambiente propício ao estudo: mesa com boa iluminação, cadeira confortável, silêncio entre todos para facilitar a concentração. Pode ocorrer que o ambiente da casa não colabore para um clima de estudo: música, TV ou rádio ligados, etc. Não se estuda ouvindo música: se um executivo necessita estudar com profundidade um assunto para tomar uma decisão, certamente não ouvirá música para se distrair!

    • Evitar a falta de rijeza ao estudar: fugir das posturas cômodas e inadequadas como estudar tombado sobre a mesa, sofá ou poltrona; fazer diversas interrupções para ir à geladeira, consultar mídias sociais, levantar-se constantemente porque não colocou sobre a mesa todo o material necessário.

    • Adequar o tempo de estudo de acordo com a dificuldade de cada disciplina. É comum que dediquem mais tempo às matérias que gostam ou requerem pouco esforço, e empreguem menos tempo às disciplinas difíceis. Percebe-se isso quando as notas são altas em algumas disciplinas e muito baixas em outras. A desculpa para essa falta de retidão ou preguiça é afirmar “me dou bem com algumas matérias e não com outras”. Assim, não aprenderão a se esforçar e não crescerão em fortaleza e maturidade para superar muitos problemas que a vida trará. Ao anotar na sala de aula as lições mais difíceis, a fim de repassá-las em casa, ajudará a ser mais ordenado e a aproveitar melhor o tempo.

    • Dar importância ao esforço mental: é fácil acostumar-se a receber tudo pronto, mastigado: colar trabalhos, evitar somas mentais elementares ao utilizar calculadoras, copiar textos da internet… Quem age assim para evitar esforços atuará do mesmo em outras tarefas, e se enfraquecerá para trabalhos sérios e não conseguirá atuar em equipes de alto desempenho na universidade e nas empresas.

    • Empregar ordenadamente o tempo exige fortaleza: a falta de horário, as improvisações, os afobamentos para entregar tarefas no último momento, esforços desmedidos para estudar nas vésperas dos exames ocorrem porque se deixou levar pelo mais cômodo (vídeos, jogos, brincadeiras, festas…) e não foi cumprido o pequeno dever de cada momento. Apresentar aos filhos motivos fortes para não se deixar levar pelo mais cômodo ou prazenteiro, pois enfraquece o caráter e torna a pessoa mole (“com churros não se faz alavanca”, diz o ditado).

    • Desenvolver a capacidade crítica: ajudar os filhos a terem um sadio espírito crítico para identificar que alguns temas humanísticos são de livre opinião, e que seus mestres ou os meios de comunicação não podem propô-los como indiscutíveis, como hipóteses científicas indiscutíveis, mas erradas sobre a origem da vida, natureza humana, sexualidade, família, casamento, religião…

    • Formação cultural familiar: junto com o estudo pode-se incluir a formação de outros hábitos intelectuais e culturais a serem vividos por todos os membros da família, e não apenas pelos filhos. Em primeiro lugar, fomentar entre todos a leitura de bons livros adaptados à idade e ao gosto de cada um. Para isso, aproveitar algum momento do dia, fins de semana, feriados e férias. Para oferecer aos filhos bons argumentos que os ajudem a amar os livros sugerimos a leitura dos seguintes boletins: Filhos que não gostam de ler e Menos telas digitais e mais livros. Para afastá-los do excesso de telas digitais é bom incentivá-los a aprender habilidades práticas: pintar, tocar um instrumento musical, fotografar, falar em público, colecionismo, dominar outro idioma, aprofundar em algum tema de interesse, visitar museus e exposições…        

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  • Filhos rijos e não molengões

    Filhos rijos e não molengões

             Não nascemos prontos como as tartarugas, que saem dos ovos e agem instintivamente sem necessitar que lhes ensine algo, pois a fêmea, após botar e enterrar os ovos na areia, parte para o oceano. As pequenas criaturas ao romper a casca que as prendia correm mar adentro, onde passarão a viver por conta própria. Já os filhos dos homens necessitam de um paciente aprendizado que dura mais de uma década, indo até o momento em que possam utilizar a liberdade bem formada para agir por conta própria.

             A educação comportamental humana é um processo que se inicia na mais tenra infância, quando os pais começam a ensinar aos filhos os bons hábitos que gradativamente irão se transformar em virtudes, aperfeiçoando-os como pessoas. A palavra virtude significa força, pois fortalece a vontade para atingir metas mais difíceis. Os pais, ao insistirem com paciência e carinho para que as crianças desde pequenas vivam a disciplina de cumprir os horários de brincar, banho, refeições, dormir e acordar; quando reiteram para que guardem no lugar seus brinquedos e roupas e colaborem para com a boa ordem da casa, vão incutindo nos filhos hábitos que fortalecem a vontade deles para vencer a preguiça ou moleza, e isso será eficaz na hora de estudar e de cumprir outros deveres mais exigentes. Crianças rijas não se encerram comodamente apenas em suas coisas, têm autodomínio para não serem arrastadas pela gula que as leva a abrir a geladeira a qualquer hora, nem se postam comodamente durante longas horas diante de telas digitais.

             Para ter filhos rijos e não molengões é preciso não perder tempo no processo da educação comportamental, que deve começar na pré-infância (0 a 6 anos), e ter continuidade na infância, adolescência e juventude. Com isso, eles entrarão em cada etapa com a vontade fortalecida para enfrentar os desafios que vão modelando o caráter. Há mães que com sabedoria incutem bons hábitos nos filhos a partir de 1 ano e 8 meses ao fomentar neles a autonomia ou a capacidade de agir por conta própria, por exemplo, encarregando-os de jogar na lixeira a fralda suja (tarefa que as crianças fazem com alegria e retornam sorrindo após realizá-la); também indicam que guardem seus brinquedos e roupas no lugar certo. Pais prudentes não oferecem celulares ou telas digitais às crianças, mas ajudam-nas a empregar melhor o tempo em atividades manuais, quebra-cabeça, jogos de sala, brincadeiras ao ar livre, lego, leitura de contos (começam por ler às crianças), passeios em parques e na natureza. Para ampliar e apurar o gosto estético dos filhos, há pais que visitam com eles exposições e museus e os introduzem no mudo da pintura, boa música popular ou clássica, filmes selecionados, teatro infantil… O processo educativo-comportamental iniciado desde a infância evita que os filhos se tornem frouxos e escravos de seus sentimentos e estados de ânimo, que os leva a agir apenas quando as coisas são fáceis ou prazerosas de se fazer.

             Outros aspectos práticos que os pais devem também ter em conta com os filhos:

    • Insistir para que vivam diariamente o minuto heroico ao se levantar pontualmente pela manhã, sem conceder um minuto a mais à preguiça (inclusive nos fins de semana e nas férias escolares), e que durmam também no horário combinado;
    • Para torná-los rijos, ensinar a não se queixar diante de qualquer incomodidade: pequena dor de cabeça, calor, comida que não apreciou, passeio que não lhes agradou tanto, encargos que não gostam de realizar…;
    • Estimulam a que sejam constantes e chegam até o final das tarefas iniciadas, sem desistir delas no meio do caminho por falta de gosto;
    • Exigem que vivam as virtudes da ordem e limpeza – cavalo de batalha de muitos adolescentes -, e não se deixem guiar pela lei do menor esforço, mas mantenham ordenados o quarto, armários e objetos pessoais e enxuguem o banheiro após o banho, lavem os próprios tênis, estudem no horário combinado, etc. (os pais não devem fazer esses serviços para eles, a fim de que não se sintam reizinhos ou senhorzinhos das cortes;
    • Insistem a que combatam posturas de excessiva comodidade, como o hábito de estar sempre na horizontal em casa, ou tombados de lado em poltronas ou sofás.

             Todas essas medidas explicadas aos filhos com bom humor e em conversas pacientes, serenas, descontraídas e oportunas e conscientizando-os de que a autoexigência os tornará fortes, os levará a não temer conquistar grandes ideais para construir uma vida feliz e uma sociedade mais justa e solidária ao seu redor.

             Leia também o boletim Ensinar o adolescente a trabalhar bem

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  • A criança deve agir por motivação interna

    A criança deve agir por motivação interna

             Leia também o boletim A Sabedoria de dizer não às crianças

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  • A sabedoria de dizer não às crianças

    A sabedoria de dizer não às crianças

             Saber dizer não à criança é uma atitude que os pais devem enfrentar para ajudá-la a fortalecer o caráter ao ter autocontrole, capacidade de dominar os sentimentos quando algo não ocorre como desejado, ter paciência para esperar… Não se trata de contrariar a criança sem que a razão maior seja o bem dela. O não é um limite de proteção como o guard rail, que evita o acidente de sair da pista. A falta de limites gera na criança instabilidade, insegurança e desorientação porque, quando pequena, não age motivada por raciocínios lógicos, mas por instinto que a faz buscar o que é agradável e fugir do que não o é: por exemplo, passará a manhã diante da televisão por falta de controle, sem medir as consequências desse comportamento sobre si mesma. A falta de ordem ou disciplina cria hábitos viciosos difíceis de arrancar. Quando não contrariada para deixar de abrir a geladeira fora de hora, guardar seus brinquedos e roupas, obedecer aos horários da casa (refeição, banho, divertimentos, encargos para a boa ordem do lar), a indômita criança será forçada pelos impulsos instintivos a fazer apenas o que é agradável.

             Os psicólogos chamam a atitude de aguardar ou ter paciência para esperar de “saber adiar a gratificação”. Isso permite que a criança desenvolva o autocontrole para não se irritar porque as coisas não saem no momento que desejam. Adiar a gratificação também ocorre quando a criança primeiro cumpre suas pequenas obrigações no lar, como ajudar a colocar a mesa, tirar o pó dos móveis, levar o lixo para porta, dar de comer ao pet, e só depois sairá para brincar. A criança incapaz de adiar uma gratificação será escrava de seus instintos e paixões, que a impelirão a não esperar, e sem liberdade de dizer não a si mesma para renunciar algo que, mesmo bom e agradável, deve ser preterido para alcançar algo ainda melhor: ler um livro ao invés de jogar games, estudar com tempo e profundidade as matérias escolares…

             Se a criança adiar algo prazeroso, porque compreendeu que há um motivo maior para isso, passará a ter as rédeas de si mesma, e não precisará que a todo momento os pais lhe digam o que fazer. Se o gosto pelos games ou desenhos fora de hora comandam as ações, o controle da criança não será dela, mas das circunstâncias externas que a comandam (os psicólogos chamam essa atitude de locus externo). Locus significa “lugar”, e locus de controle indica se a origem do comportamento da pessoa é externo ou interno. Se a criança desenvolver o locus de controle interno, não irá a reboque das circunstâncias externas, mas agirá por decisão de sua vontade e não porque seus sentimentos, instigados pelos objetos externos, a obrigam (locus de controle externo). Quanto mais cedo a criança desenvolver o locus de controle interno, mais saberá adiar a gratificação de abrir a geladeira fora de hora (terá temperança), não fugirá da obrigação de estudar (crescerá em fortaleza), ajudará nos encargos do lar (terá espírito de serviço), não dará show no supermercado porque lhe disseram que não comprariam a barra de chocolate que pediu (não manipulará os pais com birras)… Ou seja, crescerá responsável e forte, sem necessitar que os demais cumpram as obrigações que cabem a ela, fato que a despersonalizaria e a tornaria uma maria-mole (“com maria-mole não se faz alavanca”, diz um sábio refrão).

    Sugerimos a leitura do boletim “A sobriedade se vive desde a infância”.

    Texto elaborado por Ari Esteves para o site staging.ariesteves.com.br/. Imagem de Kampus Production.

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  • Rijeza

    Rijeza

    Virtude importante que os pais devem ajudar os filhos a conquistarem é a rijeza, que evita a frouxidão ou a fuga do esforço devido à debilidade da vontade ou falta de gosto para cumprir as obrigações. Para o adolescente frouxo, qualquer exigência, por menor que seja, é considerada árdua tarefa. A carência de rijeza leva à fraqueza diante da obrigação de estudar, fuga para cumprir encargos no lar ou para enfrentar qualquer dificuldade: ou seja, o adolescente se torna escravo de seus sentimentos, que o fazem agir só diante do que é fácil ou gostoso de se fazer. É preciso ensinar aos adolescentes a serem rijos e não se deixar levar pelos seus instintos ou paixões momentâneas, tal como os animais, dando a eles razões ou argumentos sólidos para ir esclarecendo a inteligência.

    A rijeza se conquista ao começar a viver os seguintes pontos:

    Minuto heroico de levantar pontualmente pela manhã, sem conceder um minuto a mais à preguiça. Viver esse minuto heroico nos fins de semana também, inclusive nas férias escolares. À noite, respeitar também o horário de ir para a cama.

    Rijeza de espírito que leva a evitar queixas diante de qualquer incomodidade (pequena dor de cabeça, calor, uma comida que não aprecia), ou queixar-se quando solicitado a realizar alguma tarefa que não gosta.

    Constância de Ir até o final da tarefa iniciada, sem desistir no meio do caminho por falta de gosto. Ter presente de que a “novidade” é sempre atrativa, mas a virtude não está em iniciar algo, mas em concluí-lo.

    Ordem e limpeza é o cavalo de batalha para muitos adolescentes, pois tendem a guiar-se pelo mais cômodo, pela lei do gosto ou do menor esforço. É preciso ajudá-los a raciocinar sobre a importância de se auto exigirem para cumprir os encargos que lhes foram estabelecidos: ordem no quarto, armários e objetos pessoais; enxugar o banheiro após o banho, lavar os próprios tênis; estudar no horário combinado, etc., pois tais tarefas fortalecerão a vontade deles par metas mais alta. Os pais não devem fazer esses serviços para eles, para que não se sintam reizinhos ou senhoritos da época do império.

    Posturas: permanecer sentado e não tombado em poltronas ou sofás, a fim de combater a excessiva comodidade que se manifesta no hábito de estar sempre na horizontal em casa.

    Como diz o ditado, “com churros não se faz alavanca”. Motive o adolescente para se superar cada dia um pouco mais, tal como os atletas. A vontade se fortalece por meio de pequenas ações diárias de vencimento pessoal. Uma vontade forte não tem medo de abraçar grandes projetos, mesmo que custem esforços.

  • Hábitos de estudo e trabalho

    Hábitos de estudo e trabalho

    Falta de rijeza no estudo: adotar posturas cômodas, mas inadequadas para o estudo, é um prejuízo. Há adolescentes que estudam tombado sobre a mesa, sofá ou almofada; fazem diversas interrupções para ir até a geladeira ou levantam-se constantemente porque não colocam sobre a mesa todo o material que devem utilizar; o ambiente da casa também pode não colaborar para o estudo (música, tv ligada, etc…). Não se estuda ouvindo música: se um executivo precisa estudar um assunto com profundidade para tomar uma decisão, certamente não ficará ouvindo música para se distrair ou descansar.

  • Tom humano

    Tom humano