Há comodismo e irresponsabilidade na atitude de pais que fogem do esforço por corrigir, com a desculpa de evitar o sofrimento aos filhos, deixando que os caprichos deles governem a casa.
A autoridade dos pais diante dos filhos não provém de um caráter rígido e autoritário, mas baseia-se no bom exemplo, no amor entre os esposos, na unidade de critério que os filhos veem nos pais, na generosidade e no tempo que dedicam aos filhos, no carinho exigente que lhes revelam um tom de vida reto, na lealdade e confiança com que tratam os filhos.
A boa autoridade depende do carinho que os filhos sentem pelos pais, e isso se conquista quando os filhos se sentem queridos, ouvidos e com tempo dedicado a eles para conhecer suas alegrias, tristezas, preocupações, dificuldades no estudo ou com os amigos; quando se partilham suas vitórias e derrotas; quando se conhece os ambientes que frequentam e o modo como empregam o tempo livre.
Exercita-se a autoridade com bom-humor e fortaleza ao exigir dos filhos o que é razoável em cada idade, sem se deixar vencer pelo carinho mal-entendido, como o de evitar desgostar os filhos, pois isso a longo prazo provocará atitudes passivas e caprichosas.
Muitas vezes o adolescente não compreende o sentido de suas obrigações dada a falta de experiência e os vícios adquiridos na infância. Por isso, necessitam do apoio de pessoas a quem confiam e aconselhem com autoridade. Ou seja: necessitam apoiar-se na autoridade dos pais, cujo papel é ensinar os filhos a desenvolverem-se com liberdade e responsabilidade.
O afã de desculpar os filhos de tudo o que não fazem bem impede-os de se sentirem responsáveis pelos próprios erros, privando-os de um exame profundo sobre seus atos, e impedindo-os de ganharem experiências. Devem se sentir responsáveis pelos seus fracassos, e não os atribuir aos outros, alimentando neles atitudes habituais de queixas contra o sistema e companheiros, ou porque buscam a autocompaixão e compensações que levam à imaturidade. Diante de um baixo rendimento escolar, não culpar os professores ou a escola, mas a eles mesmos, a fim de que assumam a tarefa de estudar por conta própria.
Texto adaptado por Ari Esteves para o site staging.ariesteves.com.br/, com base no capítulo “Educar para a vida”, de A. Villar, no livro “A educação em família”. Artigo disponível em https://odnmedia.s3.amazonaws.com/docs/educacacao_em_familia-pt.pdf
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