1 – Ter bom berço. 2 – Lares disciplinados. 3 – Carinho e firmeza. 4 – A mãe não exclui o pai na educação do bebê. 5 – Pais que dão exemplo. 6 – Pais não dominados pelos filhos. 7 – As telas digitais são substituídas por leituras e jogos de inteligência. 8 – Ensinam os filhos a serem fortes. 9 – Não delegam a educação do comportamento dos filhos a outros. 10 – Sabem onde querem chegar. 11 – Pais bem-preparados. 12 – Fomentam a educação integral. 13 – Incentivam a autonomia e responsabilidade dos filhos. 14 – Educam na fé. 15 – Sabem pedir desculpas. 16 – Não poupam os filhos dos esforços. 17 – Ensinam as crianças a serem agradecidas. 18 – Fomentam a solidariedade. 19 – Educam os filhos para serem discretos. 20 – Educam na sociabilidade. 21 – Os pais não são secretários dos filhos. 22 – Pais fortes e exemplares. 23 – O futuro dos filhos é trabalhado no presente
1 – TER BOM BERÇO – “Teve bom berço” é o que se pensa ao ver jovens com caráter, alegres, educados, com autodomínio e responsáveis. Ao analisar o perfil de um “bom berço”, ou lares que educam, descobre-se os seguintes traços comuns: mãe e pai nunca discutem diante dos filhos, mas conversam serenamente e a sós em outro momento.
2 – LARES DISCIPLINADOS – Os lares que educam não são luxuosos, mas alegres, limpos, acolhedores e decorados de modo simples e com bom gosto, e todos anseiam por retornar a eles. São lares disciplinados, com horários exatos para as refeições (feita na mesa e com a tv desligada), dormir e acordar. Com isso, todos aproveitam melhor o tempo com leituras e entretenimento sadio.
3 – CARINHO E FIRMEZA – Sabem os pais que a criança pode se irritar com determinada indicação a cumprir, mas não deixam de dá-la com carinho e firmeza: as lágrimas logo secam, a mágoa desaparece e fica o respeito à autoridade e firmeza carinhosa dos pais. Ao corrigir ou exigir dos filhos, têm presente que constroem a personalidade e a felicidade deles para o resto da vida.
4 – A MÃE NÃO EXCLUI O PAI NA EDUCAÇÃO DO BEBÊ – Quando o filho é bebê, a mãe não exclui o pai da educação dele, e com isso não comete, em nome do instinto materno, a tolice de não contar com a opinião do marido. Assim, não se torna mãe possessiva que despersonaliza o filho pelo excesso de proteção ao substituir a criança nos esforços que deve fazer; além disso, permite o constante contato da criança com o pai, dando a ela segurança e sentimento de ser amada por todos, e não somente pela mãe.
5 – PAIS QUE DÃO EXEMPLO – São pais coerentes e de uma só cara: se dizem aos filhos para não assistirem um filme desqualificado moralmente, não o assistem às escondidas.
6 – PAIS NÃO DOMINADOS PELOS FILHOS – Paternidade e maternidade não são cargos eletivos. Portanto, os pais não buscam ganhar popularidade diante dos filhos − como muitos que se tornam servos deles −, e não duvidam da autoridade e do direito que lhes cabe de educar e exigir, e com isso conquistam o respeito e o afeto dos filhos.
7 – AS TELAS DIGITAIS SÃO SUBSTITUÍDAS POR LEITURAS E JOGOS DE INTELIGÊNCIA – Percebem, pai e mãe, que os videogames e o excesso de desenhos na TV são fontes de escape e ocasião para ceder ao mais fácil, além de tornar a mente preguiçosa. Assim, investem tempo em pesquisar formas mais enriquecedoras de lazer: trocam as telas digitais pela leitura, jogos que desenvolvem a inteligência, vídeos educativos e artísticos, filmes com enredos que transmitem valores morais para fomentar o diálogo na tertúlia ou bate-papo após o jantar.
8 – ENSINAM OS FILHOS A SEREM FORTES – Sabem esses pais que as crianças revelam um nível baixo de resistência às contrariedades e incomodidades, e se queixam continuamente de situações que não podem evitar, seja um tempo chuvoso, um passeio que não deu certo, uma comida que não gostam; e que também possuem autêntico pavor da menor dor física, utilizada para fugir das obrigações desagradáveis. Então, repetem frequentemente aos filhos que, para não se transformarem em marias-moles, devem crescer na virtude da fortaleza para serem fortes como uma viga de aço. Divertidamente também afirmam que “com churros não se faz alavanca” e que “cada mastro aguente a sua vela”.
9 – NÃO DELEGAM A EDUCAÇÃO DO COMPORTAMENTO DOS FILHOS- Os pais não pensam que a escola é a responsável para educar o caráter de seus filhos, mas que isso é tarefa deles.
10 – SABEM ONDE QUEREM CHEGAR – É comum entre pai e mãe a troca de ideias sobre o tipo de adolescentes que querem ver os filhos se tornarem, pois isso determinará o tipo de homem ou mulher que virão a ser, por isso trabalham desde cedo a formação integral dos filhos (que inclui a educação da vontade, afeto e sentimentos).
11 – PAIS BEM-PREPARADOS – Livros de orientação familiar e de educação nas virtudes sempre estão no rol de leituras dos pais; também buscam conselhos com pessoas de critério para decidir bem. Sugestão de livros de orientação familiar
12 – FOMENTAM A EDUCAÇÃO INTEGRAL – Pai e mãe sabem que não basta alimentar, dar abrigo, segurança e educação escolar para os filhos darem certo na vida. Por isso, investem muito na educação da vontade e dos afetos (sentimentos, emoções e paixões) deles.
13 – INCENTIVAM A AUTONOMIA E A RESPONSABILIDADE DOS FILHOS – Orientam cada filho para agir livre e responsavelmente, pois têm presente que um controle ad hoc da conduta só funciona enquanto se é criança e a inteligência ainda não está desenvolvida, e que na adolescência esse tipo de comando já não tem o menor efeito.
14 – EDUCAM NA FÉ – A profunda convicção religiosa dos pais é transmitida como a herança mais preciosa que deixam para cada filho, pois é o que verdadeiramente o sustentará nos revezes que a vida trará.
15 – SABEM PEDIR DESCULPAS – Tendo defeitos como todos os pais, corrigem-se ao errar e pedem perdão aos filhos.
16 – NÃO POUPAM OS FILHOS DOS ESFORÇOS – Não querem que os filhos sejam eternas crianças que fogem dos deveres para fazer apenas o que gostam; por isso, e para que tenham fortalecidos o caráter e a vontade, não os poupam desde pequenos do esforço por manter em ordem seus brinquedos e roupas, além de ajudar nas tarefas do lar.
17 – ENSINAM AS CRIANÇAS A SEREM AGRADECIDAS – Ao saber que palavras de cortesia e de agradecimento não fazem parte do vocabulário infantil, os pais educam cada criança para ser agradecida e saber ceder para o bem e harmonia da família.
18 – FOMENTAM A SOLIDARIEDADE – A fim de que sejam solidários e se compadeçam da dor dos demais, fomentam nos filhos o desejo de doar os brinquedos que não usam mais, indo com eles visitar crianças em comunidades pobres, orfanatos ou hospitais; e também os levam a asilos para presentear doces e bolos aos idosos.
19 – EDUCAM OS FILHOS PARA SEREM DISCRETOS – Dado que as crianças não cultivam o sentido de honra familiar e não se preocupam em evitar situações de embaraço aos pais, educam-nas para que sejam sóbrias e elegantes no vestir e discretas ao comentar com estranhos sobre o que pertence à intimidade da família.
20 – EDUCAM NA SOCIABILIDADE – Visto que as crianças tendem a mostrar pouco ou nenhum respeito às pessoas estranhas à família, ensinam-nas desde pequenas a serem educadas, atenciosas e agradecidas com as visitas, amigos dos pais, professores, vendedores de lojas ou supermercados, porteiros, zeladores, pessoal da limpeza do prédio, funcionária da casa.
21 – OS PAIS NÃO SÃO SECRETÁRIOS DOS FILHOS – Não secretariam os filhos para lhes evitar negligências ou esquecimentos. Porém, a fim de que sejam ordenados, atentos aos compromissos escolares, encargos da casa e datas de aniversários dos amigos, exigem que tenham uma agenda pessoal para anotar e consultar com frequência.
22 – PAIS FORTES E EXEMPLARES – Os filhos ao verem a constante fortaleza dos pais, que não reclamam e enfrentam com confiança e bom humor os desafios para levar adiante o lar, crescem com desejos de imitá-los.
23 – O FUTURO DOS FILHOS É TRABALHO NO PRESENTE – O futuro dos filhos não é algo aleatório – vamos torcer para que deem certo na vida! -, mas já está determinado no presente pela ação educativa dos pais.
Texto produzido por Ari Esteves com base nas seguintes obras: “Filhos, quando educá-los”, de James Stenson; e “Conheça o seu filho”, de Anna Maria Costa. Ambos são da Editora Quadrante, São Paulo
