Categoria: FAMÍLIA

  • Pai e filha: dicas para o relacionamento

    Pai e filha: dicas para o relacionamento

       

             

             Pai de filha adolescente tem que ter muita sensibilidade para lidar com ela. O curto-circuito ocorre se o pai é exigente, rígido e com frequentes rompantes explosivos diante de pequenas faltas de pontualidade, notas baixas… Se o pai for mais disciplinador do que educador, mais dogmático do que afetivo e com dificuldades na comunicação, a filha manifestará problemas de insegurança devido ao medo de errar, incapacitando-a para tomar decisões pequenas ou grandes, terá dificuldades para se abrir ou interagir com os outros, e não saberá ver a Deus como Pai.

             Certa adolescente ouviu o pai dizer que se ela um trouxesse em casa algum garoto, o expulsaria imediatamente. A partir daí, a filha deixou de abordar temas como meninos, namoro, casamento, sexualidade, por considerá-los tabus, dada a agressividade do pai. Por que esse pai agiu com tanta estupidez, se é justamente na família o lugar seguro onde se pode falar de tudo; se é no diálogo entre pai e filha que muitos conceitos são apreendidos e levados à vida! Sendo normal na adolescência questionar sobre muitos valores, os pais devem criar canais abertos de diálogo. Um pai compreensivo e carinhoso possibilita que a filha expresse o que pensa, sem receio de levar bronca ou sermão. Uma adolescente necessita de um pai que a ouça muito, fale menos e ofereça conceitos sólidos que transmitam segurança, pois tais atitudes a estimulará a abordar questões que a inquietam.

            Se o pai dialoga pouco, se não procura a filha para conversar e não se interessa pelo universo dela, cria barreiras e distâncias difíceis de se superar. As adolescentes necessitam falar para demonstrar o que sentem e se queixam muito quando o pai não sabe responder às suas perguntas e inquietações. É imprescindível que o pai se prepare para interagir com a feminilidade de sua filha em desenvolvimento, tendo em conta que sua postura manifestada na presença, diálogo, sorriso, autoridade, saber ouvir, corrigir, valores e afetos darão o tom para que ela se sinta segura e compreenda o que é a verdadeira masculinidade, que também desejará encontrar naquele com quem futuramente pretender formar uma família.

             Pai ausente que compensa a falta de carinho presenteando a filha com objetos materiais, a tornará insegura e afetivamente instável. A carência afetiva nasce quando a filha não se sente amada, admirada, corrigida e guiada pelo seu pai. E assim vulnerável, ela buscará afetos em amigas, moda, imagem corporal, grupos de jovens duvidosos, namorado sem qualificações, etc.

             Um pai que dá pouca autonomia porque não sabe transmitir valores para que a filha os compreenda profundamente e saiba agir bem por conta própria, mas afoga a liberdade, mesmo que atenda a todos os pedidos da filha ao buscá-la em todos os lugares e a qualquer hora que ela determine, dificultará na filha o entendimento da autoridade e não a ensinará a tomar decisões por conta própria.

             Um pai débil que se submete aos caprichos de uma filha, renuncia ao exercício da paternidade, tão necessário e orientativo para ela, que não terá onde se apoiar afetiva e moralmente, permanecendo com dúvidas e sem critérios para a vida. Uma das dificuldades dos pais atuais é exigir que seus filhos se esforcem. As adolescentes crescem em idade corporal, mas são imaturas e psicologicamente frágeis: elas exigem muito dos pais, mas não se autoexigem e constroem uma personalidade fraca, mesmo tendo potencial para mais. Pai que tem “dó” de ver a filha se exigir, poupando-a de esforços e oferecendo recompensas, tornará a filha molengona e a impedirá de desfrutar das verdadeiras vitórias, auferidas com o esforço. A adolescência é a idade do vigor, do gastar energias para ideais que valem a pena. É importante exigir da filha, dentro das possibilidades dela, para que seja mais feliz. Para ganhar o campeonato de vôlei da escola, a filha terá que se exigir nos treinos e renunciar a séries, novelas, perdas de tempo nas redes sociais, etc. A conquista de um bem árduo será para ela a melhor das recompensas. Certa filha ia saindo para uma festa com um vestido recém comprado, e quando seu pai a viu com um vestido muito curto, disse que ela não iria à festa vestida daquela maneira. A filha retrucou, argumentou, mas ao perceber que não alteraria o parecer do pai, trocou de vestido. No dia seguinte, comentou com o pai que compreendeu a atitude dele, pois suas amigas, que não souberam respeitar-se a si mesmas, também não foram respeitadas pelos demais colegas.

             Medidas para o pai construir uma relação saudável e forte com sua filha:

    1. Interessar-se vivamente pelas coisas dela, mesmo que ela aparente apatia ou distância;
    2. Escutar ativa e empaticamente, cuidando o olhar e o tom de voz. Ela necessita manifestar inquietações existenciais (sentido da vida, vocação humana, amizades, Deus…). Se por vezes sua filha se exalta e tem muita flutuação no humor, saiba que isso é normal;
    3. Dar abertura para a filha abordar temas de sexualidade, família, afetos, sentimentos, sonhos, dúvidas, desassossegos;
    4. Filhas adolescentes fazem perguntas sobre temas existenciais e passam bom tempo encerradas em si mesmas, mas quando resolvem falar necessitam de um pai interessado em ouvi-las e que saiba orientar;
    5. Uma adolescente tem pouco conhecimento de si própria, é insegura e não sabe bem por onde seguir, sendo importante ouvir do seu pai os pontos fortes que ela possui, a fim de os conhecê-los e potencializá-los, o que a fará crescer em autoconfiança. Indique também os pontos frágeis para que ela se esforce em lutar contra eles, contando com sua ajuda, paizão;.
    6. Saia com sua filha, e só com ela, para que se sinta valorizada pela companhia do pai;
    7. Nunca diga palavras que firam sua filha, pois deixarão marcas na alma dela e a desencorajarão para enfrentar a vida: tenha sempre presente que meninas são mais sensíveis do que meninos;
    8. Seja para a sua filha um misto de força, coerência e ternura;
    9. Sua filha, embora não o demonstre, tem profunda necessidade de referências, de exemplos de vida, de conhecer pessoas que são felizes por serem coerentes;
    10. Tenha presente que sua filha projetará seu futuro marido com base em você, pai, que representará para ela a verdadeira masculinidade.

             Os pais continuam a ser a principal referência da filha, mesmo que ela seja muito influenciada pelo grupo social ao qual pertence e as amigas ocupem lugar de destaque na vida dela.

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  • Cuidar-nos: o egocentrismo leva à solidão

    Cuidar-nos: o egocentrismo leva à solidão

       

             Isabel Sánchez, em seu livro “Cuidarnos” (Cuidar-nos, em português), nos convida a quebrar a polarização conosco próprios e ter a sincera preocupação de pensar nos demais, começando pelos mais próximos. Diz ela que estamos nos desumanizando, desconectando-nos uns dos outros, e acabaremos na solidão, fechados atrás de uma porta. Neste boletim, traduziremos e adaptaremos a entrevista que ela concedeu a Álvaro Sánchez León, em www.acepresa.org.

             Contra o crescimento do individualismo, cuidar uns dos outros pode ser a nossa “marca pessoal como humanos”. O homem é o único ser no mundo que recebe cuidados longos e contínuos, precisa dos cuidados dos outros para se estabelecer e encontra o significado mais profundo de sua existência amando e cuidando dos outros. Porém, o homem é o único ser capaz de criar instrumentos que o aniquilam completamente, pelo mau uso que faz de sua liberdade ao ver com indiferença os demais.

             Álvaro afirma que enfrentamos um autonomismo desenfreado e uma má guarda ou mau paternalismo. Isabel responde que tal guarda não consiste numa atitude “paternalista”, mas em desenvolver a vida da outra pessoa ao fazer florescer nela seus talentos e capacidades, ao curar suas feridas e aliviar suas tristezas para permitir que siga adiante. A autonomia não tem fim em si mesma: cuidamos de nós mesmos e permitimos que outros nos cuidem para nos tornarmos autônomos e, então, passarmos a cuidar dos outros. Este é o ciclo da interdependência: somente reconhecendo-nos como interdependentes poderemos nos tornar independentes saudáveis.

    Que significa ser vulneráveis? Significa ser realista e honesto ao reconhecer os nossos limites, aceitá-los e saber demonstrá-los com cautela. Esta honestidade leva-nos a não fazer autoexigências de perfeição inatingível, mas também a não acomodar-se em aspectos que podem ser melhorados para facilitar a convivência com outras pessoas. Ser vulnerável e transcender o politicamente correto significa aprender também a lidar com as imperfeições dos outros, adaptando-se muitas vezes aos demais com suas formas de ser e de conceber a vida. Aprender a arte de pedir ajuda quando necessário e deixar-se cuidar com simplicidade.

             — Como fazer coexistir a nossa vulnerabilidade com a agressividade do mundo, que parece não ser feito para pessoas frágeis? Querer construir um mundo exclusivo “para os fortes” só acentua as nossas fragilidades. Ao ver os números de suicídios e de doenças mentais que afligem os países considerados desenvolvidos, compreende-se a magnitude do problema. Os homens e mulheres atuais devem construir um mundo onde a autonomia e a vulnerabilidade constituem a marca da nossa humanidade, o que exige prestarmos melhor atenção à sociedade que projetamos e às leis que aprovamos.

             — Como fazer do mundo um lar, sem esconder que vivemos “num mundo ferido?”. Todos os humanos são chamados a fazer do mundo um lar. Todos podemos e devemos ser lar, abrigo e reparação para os nossos iguais. Nesta tarefa particular, a família desempenha um papel fundamental como comunidade regida pela lei da gratuidade e do amor, onde a vida humana é concebida como inegociável, formando redes com outras famílias e sendo interlocutores válidos perante o Estado.

             — …300 milhões de pessoas sofrem depressão em nosso século, imersas num contexto de “utopia de felicidade”. Por que cuidar é mais real e mais curativo do que se desintessar pelos demais; e por que cuidar pode nos tornar mais felizes do que buscar uma felicidade isoladamente? O egocentrismo pode ter alguma recompensa imediata – evita “complicar” a vida para servir aos demais – mas isso leva à solidão. A solidão, alerta a comunidade científica, faz crescer o risco de mortalidade em até 30%; aumenta a possibilidade de sofrer de doenças cardiovasculares e vasculares cerebrais, traz problemas de saúde mental. Por outro lado, estudos sobre a felicidade, como o de Robert Waldinger, professor de Psiquiatria na Harvard Medical School, sustentam que bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e saudáveis. Pelo menos através de provas científicas, deveríamos convencer-nos da necessidade de aprender a abrir-nos aos outros, a viver juntos, a construir juntos e a ajudar-nos uns aos outros a carregar os fardos que a vida impõe.

             — Queremos ser amados e bem cuidados a nível pessoal, mas amar e cuidar parece não ser aceito a nível social. Não deveria ser esta a atitude de verdadeira responsabilidade social? Concordo plenamente com essa tese. Cuidar das pessoas é o investimento mais valioso e lucrativo que podemos fazer. Há empresas familiares cujo objetivo é gerar empregos no setor de cuidados. Os seus fundadores estão convencidos de que cuidar é uma das principais tarefas realizadas na sociedade e essa tarefa diz respeito a todos nós. As pessoas que fazem desta ocupação a sua profissão são membros fundamentais da nossa sociedade e devem ser cuidadas, reconhecidas e remuneradas como tal. É possível, necessário e acessível ter um modelo de cuidados mais inclusivo, menos intrusivo, mais flexível, com maior confiança e mais humanidade. Cuidados de qualidade devem estar disponíveis para todos.

             — Pode o olhar feminino ser uma revolução construtiva para humanizar o nosso século? O olhar que pode levar a uma revolução que humanize o nosso século e os futuros é um olhar atento, empático, calmo, próximo, compassivo, terno e determinado ao mesmo tempo. É um olhar que procura assumir as oportunidades e necessidades dos outros para contribuir para o desenvolvimento das primeiras e para a correção das últimas. Universalizar essa perspectiva pode ser um poderoso meio de humanização.

             — Se diz que o cuidado às vezes é vivenciado como “o motor mais gratificante de nossas vidas”. Vemos isso na história de muitos que auxiliam os pais idosos ou dependentes. Ou no entusiasmo profissional, por exemplo, de muitos enfermeiros. Cuidar e servir deveriam ser emblemas brilhantes nos perfis do LinkedIn? Em um mundo complexo e em mudança constante, investir nas pessoa que contribuem com talento e criatividade para servir, torna-se um objetivo prioritário para as organizações e empresas. Quem tem capacidade para liderar, gerir e unir equipes, descobrir e desenvolver talentos e promover o crescimento integral das pessoas dentro de uma organização, deve estar na mira de muitos “caçadores de talentos”. Na minha opinião, sim: saber cuidar e servir são qualidades em ascensão, exigidas de todo líder.

             — Você comenta que a alegria espiritual de fazer o bem é a melhor e a mais agradável das experiências. Se cuidar é um valor positivo, negligenciar é um vício tóxico? Cuidar compromete a cultivar a vida e aceitar o cansaço que isso acarreta. O descarte faz se livrar do que é inútil e permite que algumas vidas humanas sejam categorizadas como tal. Sem dúvida, negligenciar é um vício tóxico, porque facilmente leva ao rebaixamento, ao descarte, à solidão e à morte.

             — Cuidar, saber cuidar de si e se deixar cuidar: o que a fez amadurecer neste aspecto enquanto preparava seu livro? A preocupação constante em cuidar das pessoas subiu no ranking da minha hierarquia de valores. A necessidade de investir tempo para saber cuidar é uma lição aprendida. Deixar-me cuidar tem sido motivo de enorme gratidão, e lição para continuar a pôr em prática. Aprendi a navegar pela vida com um novo conjunto de pedais, que às vezes tem que ser totalmente pressionado no da autonomia e outras vezes no da vulnerabilidade.

             Isabel afirmou que escreveu o livro “Cuidarnos” (Editora Espasa, Espanha) como expressão da responsabilidade que sente como cidadã para moldar a sociedade da forma que entende ser a melhor, e como a resposta de uma mulher cristã ao apelo do Papa Francisco para difundir a cultura do cuidado: Deus aparece como o melhor cuidador. Viver sem nos reconhecermos filhos do mesmo Pai – Deus – conduz a um desapego que leva à indiferença.

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  • O adolescente e a escolha da profissão

    O adolescente e a escolha da profissão

             As milhares de horas que os adolescentes gastam com games e redes sociais, se forem incentivados a empregá-las em assunto mais útil que possam desenvolver com gosto e competência, logo estarão habilitados para melhor servir aos demais e visualizar a futura profissão.

             Por vezes, os adolescentes não percebem as qualidades ou capacidades que possuem. Alguns, por exemplo, com dificuldade em matemática, se sentem inferiorizados diante de colegas aptos nessa disciplina, e não percebem que possuem inteligência para redação, gramática ou outras matérias. O pior é quando seus pais os forçam a estudar horas a fio tal disciplina, contratam professores particulares e cursos extras, mas nada fazem para potencializá-los ainda mais nas suas verdadeiras competências, que certamente os destacarão na futura profissão. Logicamente, trata-se de animá-los a obter pontuação necessária para aprovação, que não precisa ser a máxima, e não se preocupem mais, pois seus filhos não serão futuros matemáticos, já que suas reais aptidões são outras.

             Os pais devem ajudar os filhos a terem autoestima, fazendo-os reconhecer as suas competências “que são aqueles comportamentos observáveis e habituais que facilitam o êxito em alguma atividade ou função, e são o resultado de características inatas, conhecimentos, motivações e habilidades da pessoa”, ensina Pablo Cardona, da Universidade de Navarra (https://www.unav.edu/web/tu-and-co).

             Os pais devem trocar impressões entre si para perceber as capacidades de seus filhos, além de buscar conselhos com professores, ler artigos, assistir no Youtube palestras ou áudios de psicólogos e profissionais de recursos humanos sobre como identificar as aptidões dos adolescentes, e animar os filhos a preencherem testes vocacionais gratuitos na internet. Se um jovem diz que quer ser jogador de futebol, militar ou piloto de avião, é preciso averiguar se se trata de mero desejo ou de um desejo acompanhado de talento. Gosto e aptidão podem seguir caminhos distintos: não basta gostar de piano para ser um bom pianista, mas ter as habilidades que esse instrumento requer. O gosto, que por vezes é inconsciente e não se sabe explicar a sua gênese, deve evoluir para uma deliberação racional-emocional para se transformar em opção vital consciente.

             Certas profissões exigem um tipo de inteligência relacional para entrosar-se com pessoas; outras, supõem inteligência mecânica pronta para destrinchar problemas práticos; há também as que requerem inteligência abstrata e dotada para estudos teóricos… Tais nuances vão se manifestando no dia a dia da vida familiar: saber consertar as coisas; capacidade para ouvir, aconselhar, fazer novas amizades; talento para prever e organizar; liderança, capacidade de manter atenção e aprofundar nos temas, etc.

             Além do conhecimento técnico, cujas habilidades são conhecidas como hard skills, as empresas valorizam hoje em dia os virtuosismos comportamentais, também chamados de soft skills. Estes, mais subjetivos, requerem o desenvolvimento interpessoal como empatia, capacidade de ouvir, habilidades para comunicação, interagir positivamente em equipes, entre outras. A união das habilidades soft com as hard skills qualificam altamente um profissional, que se destacará em sua área de atuação.

             Para o desenvolvimento das habilidades comportamentais (soft skills), os pais devem observar como os filhos cuidam de seus objetos, como reagem às contrariedades, se são responsáveis ou preguiçosos, corajosos ou covardes, indiferentes ou preocupados com os demais, respeitosos ou grosseiros, serviçais ou egoístas… Depois, trata-se de ajudá-los a desenvolver as virtudes que lhes faltam, e que se unirão aos talentos e habilidades técnicas que possuem para melhor servir aos demais. A Universidade de Navarra propõe 12 competências para a avaliação de profissionais, e tenho para mim que é possível adaptá-las e desenvolvê-las paulatinamente em adolescentes e jovens: ver https://www.unav.edu/web/tu-and-co.

             Abordar com os filhos seus temas de interesse e as aptidões que mais se destacam neles, e fazê-los perceber a importância de as colocarem ao serviço dos demais. Para isso, os pais devem fugir de sonhos irreais e imaturos de que seus filhos se tornem engenheiros ou médicos, isso ou aquilo, e auxiliá-los a descobrir suas verdadeiras capacidades, pois nestas encontrarão a profissão onde melhor atuarão. Ao tratar com os filhos temas relacionados à escolha da profissão, afastá-los da perspectiva econômica egoísta e material, e da que visa demonstrar suas capacidades e alimentar vaidades, e incentivá-los a analisar sob ótica do amor, da transcendência para aportar aos demais o melhor de si mesmos: a motivação transcendente os tornará mais felizes, e por atuarem em uma profissão que desempenharão com competência e amor, serão recompensados para viver economicamente dela.

             Sugerimos conhecer o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), do Ministério da Educação http://cnct.mec.gov.br/, com centenas de profissões e ofícios de nível médio, e visitar o Portal Monitor de Profissões (MONP), também do Ministério da Educação, https://monp.abdi.com.br/home, com profissões de nível técnico e superior. Em ambas as plataformas encontra-se a descrição de cada atividade, os conhecimentos teóricos e práticos necessários, e as qualidades ou habilidades pessoais necessárias para o desempenho dela.

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  • Educar a vontade: tarefa principal

    Educar a vontade: tarefa principal

             A vontade é quem governa a vida e decide sobre as escolhas. Os pais devem perceber que o segredo da educação não está na inteligência, mas no fortalecimento da vontade dos filhos, a fim de que queiram fazer o que deve ser feito.

             O querer é uma inclinação da vontade ligado à racionalidade: a inteligência compreende algo e a vontade adere com o seu querer ou não querer ao que a inteligência mostrou. Já o gostar ou não gostar não está ligado à razão, mas à sensibilidade ou afetos (sentimentos, emoções, paixões): quem gosta de mousse de limão inclina-se a ele não racionalmente, mas porque agrada ao paladar, o que não significa que o gostar de algo deva ser aceito sem passar pelo crivo da razão: se a pessoa é diabética, a inteligência lhe dirá para não comer o doce. É importante não confundir o querer da vontade, que tem um componente racional (quero aquilo que a inteligência me mostrou ser bom), com o gostar de tal tipo de alimento, desse ou daquele esporte, de certas músicas e não de outras, ligados à sensibilidade e não à racionalidade.

             Se as faculdades reitoras das ações dos filhos não forem a inteligência e a vontade, mas a sensibilidade, então eles só farão aquilo que agrada ou dá prazer e não o que devem fazer. Se a inteligência indicar ao adolescente que deve estudar, só conseguirá essa proeza se a vontade dele superar o mau sentimento da preguiça, pois caso contrário não estudará nem amarrado na cadeira, tendo um livro aberto a palmo e meio do nariz.

             Inteligência e vontade são duas irmãs muito unidas: a Inteligência gosta de pensar, é curiosa, irrequieta e está sempre procurando conhecer as coisas para apresentá-la à maninha vontade, a fim de que esta decida o que fazer, porque nela reside o livre arbítrio ou a capacidade de agir sem que ninguém a obrigue. Por isso, não é suficiente que os filhos compreendam (inteligência) a necessidade de estudar, mas devem querer (vontade) estudar, pois só assim o farão. Por mais que a inteligência indique o que fazer, a ação só surgirá se a vontade não estiver dominada pelos sentimentos, que aliás deveriam apoiar a vontade, se estivessem bem educados por meio das virtudes. A imagem da pessoa governada pela sensibilidade é a do cavaleiro que não tem as rédeas do cavalo firmes nas mãos, e por isso se deixa levar aonde o animal se inclinar.

             As crianças podem controlar seus impulsos e desejos desde muito cedo, quando orientadas a agir assim. Aprendem a realizar não apenas o que gostam, que é sempre o mais fácil e agradável, mas também a cumprir as pequenas tarefas atribuídas a elas, mesmo no primeiro momento as desagradem. Mas para vencer a barreira inicial dos sentimentos contrários, necessitam ganhar bons hábitos que as fazem perder o medo de se esforçarem. Como fortalecer a vontade dos filhos para que possam agir contrariamente ao império do gosto? Essa é uma boa questão. Para fortalecer o querer dos filhos são necessárias duas atitudes dos pais: 1) Oferecer a eles motivos, razões ou valores que fortaleçam a vontade para agir de acordo com a inteligência; 2) Ajudá-los a desenvolver as virtudes humanas.

             Os motivos ou valores de conduta são mais eficazes que o autoritarismo de obrigar à força, porque isso não estimula o querer da vontade para agir livremente, e nada será realizado na ausência dos pais. Ao explicar aos filhos sobre a bondade ou malicia de certas ações, a distinguir entre o verdadeiro e o falso, o certo e o errado, os pais iluminam a inteligência dos filhos com valores que serão assumidos e fortalecerão a vontade deles para agir até contra sentimentos contrários. Por exemplo, ao explicar aos filhos sobre a importância de desenvolverem os dotes e qualidades que Deus lhes deu, a fim de serem colocadas ao serviço dos demais, ao ajudá-los a compreender que o verdadeiro amor é doação de si mesmo e que qualquer ideal valioso exige esforço para ser alcançado, estimulará e fortalecerá a vontade deles para realizar o bem, e cada vez que isso ocorrer, a vontade se fortalecerá ainda mais.

              O outro caminho para fortalecer a vontade dos filhos, a fim de que queiram fazer o que deve ser feito, é o das virtudes humanas, que deve começar pela educação dos afetos desde os primeiros anos de idade da criança. Já a partir dos 2 anos a criança pode ganhar hábitos bons (e não maus hábitos), como o de cumprir suas pequenas obrigações: jogar no lixo a fralda suja, guardar nas respectivas caixas os diferentes brinquedos; limpar o que sujou; vestir-se sozinha; ter horários para dormir, acordar, banhar-se e fazer as refeições; não sair para brincar enquanto não fizer a lição escolar e tirar o pó dos móveis e enxugar o chão do box do chuveiro, etc. Esses pequenos hábitos de autodisciplina se transformarão nas virtudes da fortaleza, laboriosidade, ordem e aproveitamento do tempo, que alavancarão a vontade deles para superar os afetos contrários ao que deve ser feito.

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  • Literatura por idade e por gênero

    Literatura por idade e por gênero

    • A lista a seguir não é completa, mas apenas sugestões para que a criança ou o adolescente passe a apreciar os livros de literatura;
    • Se a criança não está gostando de determinada leitura, não a force a continuar e sugira outra;
    • Muitos títulos estão disponíveis gratuitamente na internet; outros podem ser adquiridos, já usados e a baixo custo, pelo “sebo virtual” www.estantevirtual.com.br;
    • Não substituir os contos escritos por desenhos em telas digitais: a cultura das imagens se dirige apenas às sensações e impressões superficiais, passageiras, diminuindo a capacidade reflexiva;
    • Os textos escritos (lidos ou narrados oralmente) são mais ricos e instigam a inteligência, a imaginação e a memória das crianças, leva à reflexão e ao conhecimento das diferentes circunstâncias da vida;
    • Faça os seus filhos felizes: faz parte da natureza humana ouvir histórias e penetrar em mundos desconhecidos. Os tradicionais contos infantis arrebatam as crianças a ponto de pedirem incansavelmente que releiam suas histórias preferidas, e aguardam ansiosamente a hora em que os pais ou um irmão irá ler para elas;
    • Quando fisgadas, as crianças sonham um dia ler por conta própria, pois percebem que é a chave para viajarem com a imaginação;
    • Para a criança, a leitura é um jogo com a mãe ou pai, ela e a história, sendo que o adulto é a voz das histórias, e a mão que a conduz para dentro da narrativa;
    • Os pais devem ser pacientes e repetir esse jogo dia após dia, reservando um tempo exclusivo para isso.
    • “Sem a arte narrativa –e aí se enquadra o cinema– o ser humano teria que contar tão só com suas próprias experiências, o que significa que se veria obrigado a aprender tudo desde o princípio. Sem conhecer a Odisséia, o homem não saberia nada da fidelidade de Penélope; sem Shakespeare ignoraria as dúvidas de Hamlet, o amor de Romeu por Julieta. Sem Dom Quixote, teríamos que descobrir por conta própria a diferença entre ver o mundo como é e vê-lo como deveria ser” (Krzysztof Zanussi, filósofo e cineasta polonês).

    Crianças até seis anos

    • Contos de Ratinhos, Arnold Lobel
    • Pinocchio, Carlo Colodi
    • Fábulas de Esopo, Esopo,
    • Fábulas de La Fontaine, La Fontaine
    • Contos de Andersen, Hans Christian Andersen
    • Contos de Grimm, Irmãos Grimm
    • Peter Pan, J. M. Barrie
    • O pequeno polegar
    • A bela e a fera
    • Branca de neve e os sete anões
    • Cinderela
    • Chapeuzinho vermelho
    • João e Maria
    • A bela adormecida
    • O patinho feio
    • O gato de botas
    • A cigarra e a formiga
    • A raposa e as uvas
    • A festa no Céu
    • A galinha dos ovos de ouro
    • A lebre e a tartaruga
    • O asno e o cavalo
    • O cão e a carne
    • O corvo e a raposa
    • O leão e o ratinho
    • O patinho feio
    • O príncipe sapo
    • O soldadinho de chumbo
    • O vento e o sol
    • Os três porquinhos

    Crianças até doze anos

    • BGA – O Bom Gigante Amigo, Roald Dahl
    • O Pequeno Príncipe, Saint Exupéry
    • Volta ao mundo em 80 dias, Júlio Verne
    • Reinações de Narizinho, Monteiro Lobato
    • O Saci, Monteiro Lobato
    • Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll
    • Viagem ao centro da terra, Júlio Verne
    • Sítio do Picapau Amarelo (toda a série), Monteiro Lobato
    • As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis
    • Um Conto de Natal, Charles Dickens
    • Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
    • A Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne
    • Cinco Semanas em um Balão, Júlio Verne
    • Viagem ao Centro da Terra, Júlio Verne
    • Vinte mil léguas Submarinas, Júlio Verne
    • Aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain
    • O Príncipe e o Mendigo, Mark Twain
    • O Pequeno Nicolau (toda a série), René Goscinny
    • A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson
    • Capitão Coragem, Rudyard Kipling
    • Moby Dick, Herman Melville

    Livros a partir dos 13 anos

    • As minas do Rei Salomão, Henry Rider Haggard, traduzido por Eça de Queirós
    • Harry Potter, J.K. Rowling
    • O Senhor das Moscas, William Golding
    • Dom Camilo e seu pequeno mundo, Giovanni Guareschi
    • Tartarin de Tarascon, Alphonse Daudet
    • O Quinze, Rachel de Queiroz
    • Vidas Secas, Graciliano Ramos
    • O alienista, Machado de Assis
    • O velho e o mar, Ernest Hemingway
    • Iracema, José de Alencar
    • O feijão e o sonho, Orígenes Lessa
    • Helena, Machado de Assis
    • Iaiá Garcia, Machado de Assis
    • Auto da Compadecida, Ariano Suassuna
    • Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie
    • Oliver Twist, Charles Dickens
    • Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
    • O Hobbit, J. R. R. Tolkien
    • Caninos Brancos, Jack London
    • Robinson Crusoe, Daniel Defoe
    • O Homem Nu e outras crônicas, Fernando Sabino
    • Ben-Hur, Lew Wallace
    • A História sem Fim, Michael Ende
    • Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand
    • A Revolução dos Bichos, George Orwell
    • Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, Howard Pyle
    • O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien
    • O Guarani, José de Alencar
    • Frankenstein, Mary Shelley
    • O Médico e o Monstro (O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde), Robert Louis Stevenson
    • Ivanhoé, Walter Scott
    • A Megera Domada, William Shakespeare
    • Romeu e Julieta, William Shakespeare
    • A Odisseia, Homero
    • Sagarana, João Guimarães Rosa
    • Édipo Rei, Sófocles

    AVENTURA

    Pequeno lord, 0Burnet, Francês H.
    Tarzan e os homens-leopardoBurroughs, Edgar R.
    Lorde Jim (2 ex.)Conrad, Joseph
    Caçador, 0Cooper, James F.
    Tesouro da casa velha, 0Coralina, Cora
    Caçadores de imangens no AlascaCrisler, Lois
    A Tolkien BestiaryDay, David
    Adventures in time and spaceDiversos
    Manu: a menina que sabia ouvirEnde, Michael
    História sem fim, AEnde, Michael
    Expedição Kon-Tiki, AHeyerdhal, Thor
    Aku-Aku: o segredo da Ilha da PáscoaHeyerdhal, Thor
    KimKipling, Rudyard
    Jungle Books, TheKipling, Rudyard
    Cem dias entre céu e marKlink, Amyr
    Paratii – entre dois polósKlink, Amyr
    De saga em sagaLagerloff, Selma
    Incrível viagem de Shackleton, ALansing, Alfred
    Prince CaspianLewis, CS.
    Voyage of the “Dawn Treader”, TheLewis, C. S.
    Silver Chair, The \Lewis, C. S.
    Horse and his boy, The jLewis, CS.
    Magician’s Nephew, The /Lewis, CS.
    Lion, the witch and the wardrobeíTheLewis, CS.
    Last battle, TheLewis, CS.
    Cadeira de Prata, ALewis, CS.
    Última batalha, ALewis, CS.
    ClawsLondon, Jack
    Moby DickMelville, Hermann
    Dramas do marMelville, Hermann
    Meninos da rua Paulo, OsMoinar, Ferenc
    Mistery of chimney rock, ThePackard, Edward
    Aventuras no Camel TrophyProbst, C. & Rosemberg, Tito
    Sobreviventes, Os: A tragédia dos AndesRead, Piers Paul
    Captive planetSimon, Morris
    Aventuras do rei BaribêTahan, Malba
    Hobbit, 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol 1), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol. 2), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    Senhor dos anéis (Vol. 3), 0 (2 ex.)Tolkien, J. R. R.
    SílmarilíonTolkien, J. R. R.
    Lord of the rings, TheTolkien, J. R. R.
    Lost road, TheTolkien, J. R. R.
    Aventura de Tom Sayer no extrangeiro –Twain, Mark
    Aventuras de Huck (2 ex.)Twain, Mark
    Príncipe e o mendigo, 0Twain, Mark
    Aventuras de Tom Sayer, AsTwain, Mark
    Castelo dos Cárpatos, 0Verne, Júlio
    Filhos do capitão Grant, OsVerne, Júlio
    Cinco semanas num balãoVerne, Júlio
    Ilha misteriosa, AVerne, Júlio
    Segredo de Wilhelm StoritzVerne, Júlio
    Volta ao mundo em 80 dias, AVerne, Júlio
    Viagem ao redor da LuaVerne, Júlio
    Um capitão de quinze anosVerne, Júlio
    Viagem à Inglaterra e à EscóciaVerne, Júlio
    Arquipélago em chamas, 0Verne, Júlio
    Miguel StrogoffVerne, Júlio
    A Journey to the center of the EarthVerne, Júlio
    Três russos e três inglesesVerne, Júlio
    Vinte mil léguas submarinasVerne, Júlio

    BIOGRAFIA

    Leonardo da VinciBérence, Fred
    Descoberta do outro, ACorção, Gustavo
    Memórias de guerraDe Gaulle, Charles
    Homem que não se vê, 0 (hisória de Átila)Gardonyi, Geza
    Viagens na minha terra (2 ex.)Garret, Almeida
    Ilha dos amotinados, AHalle, J. N. & Nordholf, C
    Iacocca, uma autobiografiaIacocca, L. & Novak, W
    HaníbalJelusich, M.
    RommelKoch, Lutz
    NapoleãoLudwig, Emil
    Santo AgostinhoMadureira, Pedro Paulo S.
    Grandes amizades, AsMaritain, Raissa
    ChurchillMason, David
    Vida de Disraeli, AMaurois, André
    DickensMaurois, André
    FlemingMaurois, André
    Eduardo VII e o seu tempoMaurois, André
    Carlos VMerriman, R. B.
    Vida de Lyndon Johnson, AMooney, Booth
    AristótelesMorrall, John B.
    33 dias de João Paulo I, OsMoser, Hilário
    Édouard ManetPerruchot, Henri
    Vidas dos homens ilustres, AsPlutarco
    Memórias de RommelRommel
    Floriano PeixotoSilva, Cyro
    Pensamento vivo de Chaplin, 0Simões Jr., Jose Geraldo
    Carta a um amigo judeuSvidercoschi, Gian Franco
    Contra toda a esperançaValladares, Armando
    Vida do Barão do Rio BrancoViana Filho, Luiz
    Felipe IIWalsch, W. T.
    Canção de Bernadette, AWerfel, Franz
    De GaulleWerth, Alexander
    Grandes católicosWilliamsom, Pe. Claude
    Para além do Oriente e do OcidenteWu, John
    Joseph FouchéZweig, Stephan
    Fernão de MagalhãesZweig, Stephan

    CLÁSSICO

    Divina comédia, AAlighieri, Dante
    Cancioneiro, OAlighieri, Dante
    Flor, AAlighieri, Dante
    Eglogas latinasAlighieri, Dante
    Vida novaAlighieri, Dante
    Banquete, 0Alighieri, Dante
    Da monarquiaAlighieri, Dante
    Da linguagem vulgarAlighieri, Dante
    EpístolasAlighieri, Dante
    Questão da água e da terra, AAlighieri, Dante
    Lazarillo de TormesAnônimo
    Lusíadas, Os (2 ex.)Camões, Luís de
    LíricaCamões, Luís de
    Novelas exemplaresCervantes Saavedra, Miguel de
    Dom Quixote de La Mancha (2 ex.)Cervantes Saavedra, Miguel de
    OraçõesCícero
    Dos deveresCícero
    Robinson CrusoéDefoe, Daniel
    Oração da coroa, ADemóstenes
    Aventuras do Sr. Pickwick, AsDickens, Charles
    Oliver TwistDickens, Charles
    David CopperfieldDickens, Charles
    Tragédias gregasDiversos (Sófocles & Esquilo)
    Prometeu acorrentado (Édipo Rei)Esquilo
    Odisséia, AHomero
    Ilíada, AHomero
    Comentários sobre a Guerra GálicaJúlio César
    Livro das bestas, 0Lúlio, Raimundo
    MeditaçõesMarco Aurélio
    E o vento levouMitchell, Margaret
    Doutor JivagoPasternak, Boris
    Scaramouche: fazedor de reisSabatini, Rafael
    Cabana do Pai Tomás, AStowe, Harriet Beecher
    Viagens de GulliverSwift, Jonathan
    Ana KarêninaTolstoi, Leon
    War and peaceTolstoi, Leon
    SermõesVieira, Pe. Antônio
    Sermões e cartasVieira, Pe. Antônio
    Geórgicas & EneidaVirgílio

    CLÁSSICO NACIONAL

    Ressurreição (2 ex.)Assis, Machado de
    Rosinha, minha canoaVasconcelos, Jose M. de
    Helena & Iaiá Garcia (2 ex.)Assis, Machado de
    Mão e a luva, A (2 ex.)Assis, Machado de
    Relíquias da casa velha (Vol. 1)Assis, Machado de
    Relíquias da casa velha (Vol. 2)Assis, Machado de
    Memórias póstumas de Brás CubasAssis, Machado de
    Esaú e JacóAssis, Machado de
    Memorial de AiresAssis, Machado de
    Alienista, 0Assis, Machado de
    Feijão e o sonho, 0Lessa, Orígenes
    Morte e vida SeverinaMelo Neto, João C. de
    Vila dos confinsPalmério, Mario
    Chapadão do BugrePalmério, Mario
    Quinze, 0Queiroz, Rachel de
    Grande sertão: VeredasRosa, João Guimarães
    SagaranaRosa, João Guimarães
    TutaméiaRosa, João Guimarães
    InocênciaTaunay, Visconde de
    Burrico Lúcio, 0Vaz, Leo

    CONTO

    CoraçãoAmicis, Edmundo de
    Contos de aprendizAndrade, Carlos D. de
    Bolsa & a vida, AAndrade, Carlos D. de
    Cadeira de balançoAndrade, Carlos D. de
    Fala, amendoeiraAndrade, Carlos D. de
    Contos escolhidosAssis, Machado de
    Medalhão, OAssis, Machado de
    ContosAssis, Machado de
    Histórias sem dataAssis, Machado de
    Diálogos e reflexões de um relojoeiroAssis, Machado de
    Contos fluminensesAssis, Machado de
    Onze contos de Machado de AssisAssis, Machado de
    CorrespondênciaAssis, Machado de
    Ghost storiesBorder, Rosemary
    Homem tatuado, 0Bradbury, Ray
    Frutos dourados do Sol, OsBradbury, Ray
    Hombre que sabia demasiado, ElChesterton, G. K.
    Sabedoria do Padre Brown, AChesterton, G. K.
    Segredo do Padre Brown, 0Chesterton, G. K.
    Conversa em sol menorCorção, Gustavo
    Cartas do meu moinhoDaudet, Alphonse
    Borboleta azul, ADaudet, Alphonse
    Uma aventura de NatalDickens, Charles
    Conto de NatalDickens, Charles
    Pickwick papersDickens, Charles
    Voz dos sinos, ADickens, Charles
    Para gostar de ler (Vol. 1). CrônicasDiversos
    Para gostar de ler (Vol. 3):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 4):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 5):Crônicas (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 7):CrônicasDiversos
    Para gostar de ler (Vol. 8):Contos (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 9):Contos (2 ex.)Diversos
    Para gostar de ler (Vol. 10):Contos (2 ex.)Diversos
    Maravilhas do conto norte-americanoDiversos
    Contos de aventuraDoyle, A Conan
    Contos do ringue e de guerraDoyle, A. Conan
    Contos de terror e de mistérioDoyle, A. Conan
    Aventuras de Gerard, AsDoyle, A. Conan
    Companhia branca, ADoyle, A. Conan
    Menino do dedo verde, 0 (2 ex.)Druon, Maurice
    Dom Camilo e seu pequeno mundoGuareschi, Giovanni,
    Regresso de D. Camilo, 0Guareschi, Giovanni
    Dom Camilo e os tempos modernosGuareschi, Giovanni
    Dom Camilo e os cabeçudosGuareschi, Giovanni
    Dom Camilo e o seu rebanhoGuareschi, Giovanni^
    Ghostly hand and others haunting stories, TheKramer, Nora
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 1)La Fontaine, Jean de
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 2)La Fontaine, Jean de
    Fábulas de La Fontaine (Vol. 3)La Fontaine, Jean de
    UrupêsLobato, Monteiro
    Ilhas do PacíficoLondon, Jack
    Novelas paulistanasMachado, Antônio de A.
    Histórias extraordináriasPoe, Edgard Allan
    Histórias célebresPoe, Edgard Allan
    Thingum BobPoe, Edgard Allan
    Crimes da rua Morgue, OsPoe, Edgard Allan
    Tales of mystery and imaginationPoe, Edgard Allan
    Urso polar e outras novelas, 0Pontoppidan, Henrik
    Aventuras do Barão de Münchhausen, AsRaspe, R. Erich
    Lei do Cnute, A & ContosReymont, Wladislaw S.
    Mulher do vizinho, ASabino, Fernando
    Homem nu, 0 (2 ex.)Sabino, Fernando
    Melhores crônicas de Fernando SabinoSabino, Fernando
    Cidade vazia, ASabino, Fernando
    Pérola, ASteinbeck, John
    SeleçõesTahan, Malba
    Morte de Ivan Illich, ATolstoi, Leon
    Fantasma de Canterville, 0 (2 ex.)Wilde, Oscar

    DIVERTIDO

    La divina increncaBananére, Juó
    Comédia humana, ASaroyan, Willian
    Homem que calculava, 0 (2 ex.)Tahan, Malba
    Exercícios de pensamentoWerneck, Tom

    FILOSÓFICO

    Tópicos & Dos argumentos sofísticosAristóteles
    Ortodoxia (2 ex.)Chesterton, G. K.
    Dois amores, duas cidades (Vol. 1)Corção, Gustavo
    Dois amores, duas cidades (Vol.2)Corção, Gustavo
    Três alqueires e uma vacaCorção, Gustavo
    Agostinho de Hipona: A razão e a féCremona, Cario
    Física moderna e filosofia tradicionalDaujat, Jean
    Pensadores: Platão, Xenofonte e Aristófanes, OsDiversos
    Televisão dominada, AIglesias, Francisco
    Caminhos para DeusMaritain, Jacques
    Significado místico dos números, OMauro, Rábano
    História da filosofiaPadovani, H.
    Filosofia espanola, LaPelayo, Marcelino M.
    Estética dei idealismo aleman, LaPelayo, Marcelino M.
    História básica da filosofiaPerez, Rafael Gomez
    MarxismoPiettre, André
    FédonPlatão
    Mênon, Banquete, FedroPlatão
    Banquete, Fédon, Sofista, PolíticoPlatão
    República, APlatão
    Apologia de SócratesPlatão
    Sociedad y sensatezSheed, Fulton
    Filosofias em lutaSheen, Fulton
    História da filosofiaTruc, Gonzague
    Renúncia de Jânio: um depoimento, ABranco, Carlos Castello

    HISTÓRICO

    Deuses, túmulos e sábios (2 ex.)Ceram, C. W.
    Cidade antiga, ACoulange, Fustel de
    Sertões: campanha de Canudos, OsCunha, Euclides da
    WaterlooErckman & Chatrian
    História da InglaterraMaurois, André
    História de RomaMommsen, Theodor
    Bandeirantes e pioneirosMoog, Vianna
    Idade Media, o que não nos ensinaramPernoud, Regine
    Ascensão e queda do 3o Reich (Vol. 2)Shirer, William L.
    Ascensão e queda do 3o Reich (Vol. 3)Shirer, William L.
    Brasil: de Getúlio a CasteloSkidmore, Thomas
    Aventuras de Tibicuera, AsVeríssimo, Érico
    Momentos decisivos da humanidadeZweig, Stephan

    IDÉIAS & DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

    Código genético, OAsimov, Isaac
    Livro de ouro da Mitologia, 0Bulfinch, Thomas
    Em busca de sentidoFrankl, Viktor E.
    Presença ignorada de Deus, AFrankl, Viktor E.
    Deus existe – eu 0 encontreiFrossard, André
    Caso dos exploradores de cavernas, 0Fuller, Lon L.
    Caos: a criação de uma nova ciênciaGleick, James
    Sob o olhar de DeusKillian, Hans
    Caso Oppenheimer, 0Kipphardt, Heimar
    Esta noite a liberdadeLapierre, Dominique
    0 que e uma universidade?Lauand, Luiz Jean
    Educação, teatro e matemática medievaisLauand, Luiz Jean
    Filosofia, educação e arteLauand, Luiz Jean
    Tomás de Aquino, hojeLauand, Luiz Jean
    Raízes do pensamento medievalLauand, Luiz Jean
    Problema do sofrimento, 0Lewis, CS.
    Quatro amores, OsLewis, CS.
    Cultura inter-americanaLima, Alceu A.
    Missão de São Paulo, ALima, Alceu A.
    Como um romancePennac, Daniel
    Abertura para o todo: a chance da UniversidadePieper, Josef
    Cartas a la juventudPiettre, André
    Cartas do pequeno príncipeSaint-Exupéry, Antoine de
    ConfiteorSetúbal, Paulo
    Último trem para Paris, 0Velloso, João Paulo R.
    Sinal de contradiçãoWojtyla, Karol
    Loja do ourives, AWojtyla, Karol
    Brasil: país do futuroZweig, Stephan
    Três paixões, As (2 ex.)Zweig, Stephan

    POLICIAL OUSUSPENSE

    Trabalhos de Hércules, OsChristie, Agatha
    Caso do penhasco, 0Christie, Agatha
    Aventura do pudim de Natal, AChristie, Agatha
    Assassinato no Expresso Oriente, 0 (2 ex.)Christie, Agatha
    Caso dos dez negrinhos, 0 (2 ex.)Christie, Agatha
    Cinco porquinhos, OsChristie, Agatha
    Homem do terno marrom, 0Christie, Agatha
    Mistério dos sete relógios, 0Christie, Agatha
    Testemunha de acusaçãoChristie, Agatha
    Natal de Poirot, 0Christie, Agatha
    Cai o panoChristie, Agatha
    Maldição do espelho, AChristie, Agatha
    Tres ratos cegos,OsChristie, Agatha
    Casa do penhasco, AChristie, Agatha
    Acidente, UmChristie, Agatha
    Morte no Nilo, AChristie, Agatha
    Primeiros casos de Poirot, OsChristie, Agatha
    Treze problemas, OsChristie, Agatha
    Brinde de cianureto, UmChristie, Agatha
    M ou N?Christie, Agatha
    Para gostar de ler (Vol. 11): Histórias de detetivesDiversos
    Sucessos da literatura policialDiversos
    Signo dos quatro, 0Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 1)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 3)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 4)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 5)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 6)Doyle, A. Conan
    Aventuras de Sherlock Holmes (Vol. 7)Doyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: 0 cão dos BaskervillesDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Um estudo em vermelhoDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Memórias de Sherlock HolmesDoyle, A. Conan
    Sherlock Holmes: Aventuras de Sherlock HolmesDoyle, A Conan
    Sherlock Holmes: A volta de Sherlock HolmesDoyle, A. Conan
    The hound of the BaskervillesDoyle, A. Conan
    Suspeita, ADürrenmatt, Friedrick
    Heart of the matter, TheGreene, Graham
    Agulha ôca, ALeblanc, Maurice
    Confidencias de Arsène Lupin, AsLeblanc, Maurice
    Oito pancadas do relógio, AsLeblanc, Maurice
    Ladrão de casacaLeblanc, Maurice
    Cólera de Maigret, ASimenon, Georges
    Maigret e o caso NahourSimenon, Georges
    Irmandade do crime, AWallace, Edgard

    POESIA

    Espumas flutuantesAlves, Castro
    Mario de Sá Carneiro: poesiaBerardinelli, Cleonice
    Meu livro de cordelCoralina, Cora
    PoesiaDias, Gonçalves
    Para gostar de ler (Vol. 6):Poesias (3 ex.)Diversos
    Antologia poéticaEliot, T. S.
    Essência da poesia, AEliot, T. S.
    Marília de DirceuGonzaga, Tomás Antônio
    Ruba’iya’tKhayyam, Ornar
    Duas lendasMartins, Ives Gandra S.
    Intemporal espaçoMartins, Ives Gandra S.
    Tempo pretéritoMartins, Ives Gandra S.
    Dois poemasMartins, Ives Gandra S
    Antologia poéticaMeireles, Cecília
    Romanceiro da inconfidênciaMeireles, Cecília
    Mensagem (3 ex.)Pessoa, Fernando

    ROMANCE

    Sertanejo, 0Alencar, José de
    Pata da gazela, AAlencar, José de
    Guarani, 0Alencar, José de
    EncamaçãoAlencar, José de
    Cinco minutos & A ViuvinhaAlencar, José de
    Tronco do ipê, 0Alencar, José de
    Garatuja, OAlencar, José de
    Sonhos d’ouroAlencar, José de
    UbirajaraAlencar, José de
    Ermitão da gloriaAlencar, José de
    SenhoraAlencar, José de
    IracemaAlencar, José de
    Orgulho e preconceitoAusten, Jane
    Pride and PrejudiceAusten, Jane
    Triste fim de Policarpo QuaresmaBarreto, Lima
    BarrabásBekessy, Emery
    Interesses criados & rosas de outono, OsBenavente, Jacinto
    PetersburgoBiéli, Andrei
    Missão, ABolt, Robert
    Amor de salvaçãoBranco, Camilo Castelo
    Arco de triunfoBranco, Carlos Castello
    Jane EyreBrontè, Charlotte
    Jane Eyre (em inglês)Brontè, Charlotte
    Morro dos ventos uivantes, 0Brontè, Emily
    Wuthering heightsBrontè, Emily
    Boa terra, ABuck, Pearl S.
    China que eu vi, ABuck, Pearl S.
    Flor oculta, ABuck, Pearl S.
    Vem, meu amorBuck, Pearl S.
    Vento leste, vento oesteBuck, Pearl S.
    Vozes na casaBuck, Pearl S.
    Good earth, TheBuck, Pearl S.
    Homem que foi quinta-feira, 0Chesterton, G. K.
    Lições de abismoCorção, Gustavo
    Chaves do reino, AsCronin, A. J.
    Anos de tormentaCronin, A. J.
    Pelos caminhos de minha vidaCronin, A. J.
    S Sob a luz das estrelasCronin, A. J.
    S Noites de vigíliaCronin, A. J.
    Cidadela, ACronin, A. J.
    Tartarin de TarasconDaudet, Alphonse
    Abismo, 0Dickens, Charles
    Cântico de NatalDickens, Charles
    Casa Soturna, A (Vol. 1)Dickens, Charles
    Casa Soturna, A (Vol. 2)Dickens, Charles
    Loja de antigüidades, ADickens, Charles
    A tale of two citiesDickens, Charles
    Grandes esperançasDickens, Charles
    Histórias humanasDickens, Charles
    Vida e aventuras de Nicholas Nickbery (Vol. 1)Dickens, Charles
    Vida e aventuras de Nicholas Nickbery (Vol.2)Dickens, Charles
    Tempos difíceisDickens, Charles
    Pupilas do sr. reitor, AsDiniz, Júlio
    Fidalgos da casa mourisca, OsDiniz, Júlio
    Família inglesa, UmaDiniz, Júlio
    Morgadinha dos canaviais, ADiniz, Júlio
    Adolescente, 0Dostoiévski, Fiodor M.
    Manto de Cristo, 0 (Vol. 1)Douglas, Lloyd C.
    Manto de Cristo, 0 (Vol. 2)Douglas, Lloyd C.
    Irmãos corsos, OsDumas, Alexandre (pai)
    Éramos seisDupré, Maria José
    Return to BrookmereEstes, Rose
    Tom JonesFielding, Henri
    Diário de bolso & Retrato de noivaFranco, Afonso A. M.
    Joaninha dos olhos verdesGarret, Almeida
    Vigésima-quinta hora, AGheorghiu, Constantin V.
    Taras BulbaGogol, Nicolai
    Almas mortasGògol, Nicolai
    Vigário de Wakefield, OGoldsmith, Oliver
    Poder e a glória, OGreene, Graham
    Ermitão de Muquém, OGuimarães, Bernardo
    Escrava Isaura, AGuimarães, Bernardo
    Garimpeiro, OGuimarães, Bernardo
    Far from the madding crowdHardy, Thomas
    Casa das sete torres, AHawthorne, Nathaniel
    Velho e o mar, OHemingway, Ernest
    Old man and the sea, TheHemingway, Ernest
    Bobo, OHerculano, Alexandre
    Adeus, Mr. ChipsHilton, James
    Horizonte perdidoHilton, James
    Proezas do Menino JesusJardim, Luis
    Platero e euJimenez, Juan Ramon
    Abril despedaçadoKadaré, Ismail
    Concerto no fim do invernoKadaré, Ismail
    Palácio dos Sonhos, 0Kadaré, Ismail
    Zero e o infinito, 0Koestler, Arthur
    Cartas do Coisa-ruim, AsLewis, CS.
    Rua principalLewis, Sinclair
    Robin HoodLobato, Monteiro
    Moreninha, AMacedo, Joaquim M. de
    Vicentina (Vol. 1)Macedo, Joaquim M. de
    Vicentina (Vol. 2)Macedo, Joaquim M. de
    Luneta mágica, A (2 ex.)Macedo, Joaquim M. de
    Moço louro, 0Macedo, Joaquim M. de
    Buddenbrook, OsMann, Thomas
    Noivos, OsManzoni, Alexandre
    Don JuanMaranón, Gregorio
    Rio imita o Reno, UmMoog, Vianna
    Jangada para Ulisses, UmaMoog, Vianna
    Sinos de Nagasaki, OsNagai, Paulo
    Revolução dos bichos, AOrwell, George
    Testemunhas da Paixão, AsPapini, Giovanni
    PollyannaPorter, Elleanor S.
    Minas de Salomão, AsQueirós, Eça de
    Diário de Dany, 0Quoist, Michel
    São Bernardo (2 ex.)Ramos, Graciliano
    Vidas secas (2 ex.)Ramos, Graciliano
    Cardeal, 0Robinson, H. M.
    CidadelaSaint-Exupéry, Antoine de
    Terra dos homensSaint-Exupéry, Antoine de
    Vôo noturnoSaint-Exupéry, Antoine de
    Céu sem limites, 0Saint-Exupéry, Antoine de
    Um sentido para a vidaSaint-Exupéry, Antoine de
    Correio sulSaint-Exupéry, Antoine de
    Pequeno príncipe, 0Saint-Exupéry, Antoine de
    Piloto de guerraSaint-Exupéry, Antoine de
    Canudo, 0Schmidt, Afonso
    Ricardo Coração-de-LeãoScott, Walter
    IvanhoéScott, Walter
    Sonho das esmeraldas, 0Setúbal, Paulo
    Irmãos Leme, OsSetúbal, Paulo
    Campo da glória, 0Sienkiewicz, Henryk
    Quo vadis?Sienkiewicz, Henryk
    Ferro e fogo, ASienkiewicz, Henryk
    Dilúvio, 0Sienkiewicz, Henryk
    Faroleiro e outros contos, OSienkiewicz, Henryk
    Em vãoSienkiewicz, Henryk
    HaniaSienkiewicz, Henryk
    Dia na vida de Ivan Denissovich, UmSoljenítsin, Alexandre
    Arquipélago GulagSoljenítsin, Alexandre
    Palavra de verdade, UmaSoljenítsin, Alexandre
    Pavilhão de cancerososSoljenítsin, Alexandre
    Agosto 1914Soljenítsin, Alexandre
    Primeiro círculo, 0Soljenítsin, Alexandre
    Vinhas da ira, As (Vol. 1)Steinbeck, John
    Vinhas da ira, As (Vol. 2)Steinbeck, John
    Of mice and menSteinbeck, John
    Red pony, TheSteinbeck, John
    Dr. Jekyll e o monstro, 0Stevenson, R.
    Caminho dos tormentos (Vol. 1), 0Tolstoi, Alexei
    Caminho dos tormentos (VoL 2), 0Tolstoi, Alexei
    Caminho dos tormentos (Vol. 3), 0Tolstoi, Alexei
    Senhor e servoTolstoi, Alexei
    Cossacos, OsTolstoi, Alexei
    Pais e filhosTurgueniev, Ivan
    Palácio japonês, 0Vasconcelos, Jose M. de
    Ben HurWallace, Lewis
    Um punhado de póWaugh, Evelyn
    Máquina do tempo, AWells, H. G.
    VossWhite, Patrick
    FabíolaWiseman, Cardeal
    Beau GesteWren, P. C.

    TEATRO

    Sonho de uma noite de verão & Mercador de Veneza O Shakespeare, William
    OteloShakespeare, William
    HamletShakespeare, William
    Comédias & SonetosShakespeare, William
    MacbethShakespeare, Willian
    TragédiasShakespeare, Willian
    Júlio César & Noite dos reisShakespeare, Willian
    Auto da compadecida (2 ex.)Suassuna, Ariano
    Pena e a lei, ASuassuna, Ariano
    Velho da horta; 0; Auto da barca do infernoVicente, Gil
    Auto da índia; Quem tem farelos?; Farsa de Inês Pereira VicenteVicente, Gil
    Como se faz um presidente da repúblicaWhite, Theodore H.
    César no rubicãoWhite, Theodore F£.
  • Os pais e as virtudes dos fihos

    Os pais e as virtudes dos fihos

             As escolas não estão preparadas para suprir os pais no desenvolvimento de hábitos operativos bons – também chamados de virtudes humanas –, pois carecem da confiança que os filhos depositam nos pais, não conseguem dar uma educação personalizada a cada criança, estão distantes dos acontecimentos cotidianos da vida familiar que ofertam aos pais inúmeras oportunidades para conhecer profundamente o temperamento e o caráter de cada filho, entre outros motivos. As escolas não são organizações naturais, mas culturais que apoiam os pais na formação acadêmica dos alunos, que devem chegar às instituições de ensino providos de virtudes ou bons hábitos comportamentais adquiridos no lar.

             Ensina David Isaacs, em seu livro “A educação das virtudes humanas”, que em várias instituições, as pessoas são aceitas pela sua funcionalidade: na empresa é pelo que faz ou produz; na escola é pelo aproveitamento do estudo; no time de futebol é pelos gols que marca ou defende. Porém, na família a pessoa é aceita pelo que é.

             Sendo a família a organização natural que mais profundamente se relaciona com cada pessoa, torna-se razão suficiente para que os pais se prepararem com entusiasmo e sentido profissional, a fim de oferecer uma educação integral que envolva não apenas a educação da inteligência, mas também a da vontade e da afetividade.

             Ganha-se um hábito bom ou virtude por meio da repetição de atos próprios de cada virtude: aprende-se a ser ordenado mantendo as coisas pessoais nos devidos lugares, um dia e outro; aprende-se a ter autocontrole e a ser temperado ao não abrir a geladeira fora de hora e ao ter horários para iniciar e terminar cada atividade. Com paciência, carinho e bom-humor, os pais devem exigir que os filhos repitam os atos positivos até que estes façam parte de seus hábitos. Ao ajudá-los a compreender o motivo para agir de determinado modo, os filhos vão interiorizando pouco a pouco os ensinamentos e assumirão como próprias as ações indicadas, sem necessidade de que sejam lembrados disso. O exemplo dos pais também é importante, e como ninguém é perfeito, o que se espera dos pais é que lutem também para superar seus defeitos ou maus hábitos.

             Algumas virtudes a serem desenvolvidas nas diferentes idades, sugeridas por David Isaacs:

             Virtudes até os 7 anos: obediência, sinceridade, ordem. Até essa idade a criança não tem pleno uso da razão, sendo melhor obedecer a seus pais, não por medo, mas por amor e confiança neles. A sinceridade exige coerência entre o que se pensa e o que se diz. A ordem nos objetos materiais e a ordem temporal (ter horário para brincar, cumprir encargos, banho, refeições, dormir), devem ser desenvolvidas o quanto antes… Sábio é o ditado que diz: “pau que nasce torto morre torto”, pois sinaliza a dificuldade de ganhar bons hábitos quem não os desenvolveu desde criança.

             Virtudes dos 8 aos 12 anos: fortaleza, perseverança, laboriosidade, paciência, responsabilidade, justiça, generosidade. Com o advento da puberdade, as crianças passam por mudanças biológicas e psicológicas, sendo necessário fortalecer nelas o caráter, que é fortalecer a vontade para aguentar as dificuldades, cumprir suas responsabilidades e perseverar no esforço das tarefas iniciadas. Nessas idades, os adolescentes começam a tomar decisões pessoais, mas precisam de critérios para conferir se agem adequadamente.

             Virtudes dos 13 aos 15 anos: pudor, sobriedade, simplicidade, sociabilidade, amizade, respeito, patriotismo. As virtudes ligadas à temperança fortalecem a vontade para conduzir as paixões e sentimentos, quando estes se desordenam. A proteção da intimidade do corpo, sentimentos, alma e pensamentos estão unidas à temperança. As virtudes da sociabilidade, amizade, respeito e patriotismo estão ligadas ao bem dos demais.

             Virtudes dos 16 aos 18 anos: prudência, flexibilidade, compreensão, lealdade, audácia, humildade, otimismo. Nessas idades, o jovem possui maior capacidade intelectual e pode desenvolver as virtudes ligadas ao pensamento profundido, em colher informações para decidir melhor, ao ponderar sobre as consequências de suas ações antes de tomar uma decisão, em proteger os valores que julgam importantes para a sua vida. O otimismo é necessário para lutar por adquirir as virtudes com espírito esportivo, que leva a começar e recomeçar cada vez que ocorra uma falha, tal como os atletas que nunca desistem de melhorar suas capacidades.

             Dado que há um princípio de unidade na pessoa humana, quando se melhora em determinada virtude, melhoram-se em todas as demais. Por isso, os pais devem encher-se de esperança e paciência, e nunca desistir de ajudar os filhos a serem melhores. A insistência carinhosa, oportuna e bem-humorada, um dia e outro, fará que um dia os filhos passem a atuar em conformidade com as indicações dos pais, de modo tão natural que nem mesmo eles perceberão a mudança ocorrida.

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  • Conquistar a confiança dos filhos

    Conquistar a confiança dos filhos

             A confiança nos pais é ingrediente fundamental para que os filhos cresçam em autoestima, sejam obedientes e se deixem educar. Ao confiar nos pais, os filhos tornam próprias, internas, as indicações que deles recebem, pois sabem que estão escolhendo o melhor. Obediência e confiança se exigem mutuamente, e onde não há confiança, a obediência se torna externa, fria, protocolar e para evitar castigos.

             Para que a confiança cresça é preciso um ambiente grato de afeto e bondade de ânimo ou de benevolência com cada filho, a fim de que este se sinta amado, ouvido e valorizado em suas opiniões. Exigir apenas a obediência externa, sem que a vontade da criança se una à de seus pais e a faça própria, é construir um edifício sem alicerces. Sem confiança, a amizade entre pais e filhos esfria, e porque não se sentem acreditados, os filhos são impulsionados a enganar, a perder a transparência e a se distanciarem rapidamente de seus pais.

             Cabe aos pais a responsabilidade de criar um clima de confiança no lar, onde os filhos se sintam livres para perguntar sem medo de que se escandalizem com suas questões; que possam manifestar suas opiniões e serem ouvidos para se sentirem valorizados; quando são estimulados a desenvolver suas habilidades ou qualidades pessoais a serviço dos demais; quando as indicações que recebem são dadas de modo respeitoso (por favor…); quando são tratados como pessoas inteligentes e livres.

             Crianças e adolescentes precisam desenvolver uma vinculação segura com seus pais ou responsáveis ao sentir que podem confiar neles. E isso ocorre quando são atendidos em suas necessidades básicas: fome, frio, sede, dor, medos, dúvidas… Essa vinculação segura levará os filhos a uma alta autoestima, a ter segurança emocional e a manter sintonia com seus pais. Se não forem atendidos, seja porque seus pais são ausentes ou indiferentes, a mensagem que os filhos recebem é a de que são considerados sem importância, o que fomentará neles a baixa autoestima e inseguranças no âmbito pessoal, familiar e social.

             Os pais ou responsáveis devem estar sempre presentes na vida da criança, e nunca transferir essa insubstituível missão a uma professora, pois a solicitude desta não conseguirá ser individualizada, mas dividida entre as muitas crianças de sua sala. Se em casa e na escola a criança percebe que não é atendida, os problemas começam a surgir. A atenção dos pais é chave para a criança desenvolver uma vinculação segura por meio de relações interpessoais profundas: olhos nos olhos, sorrisos que se encontram, afetos que se expandem.

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  • O adolescente e o estudo

    O adolescente e o estudo

             Um médico cura, um mecânico conserta máquinas, um cozinheiro prepara comidas, um estudante deve estudar por ser esta a sua profissão… Trata-se de conseguir que os adolescentes progressivamente adquiram hábitos de estudo e de trabalho, vendo nessas exigências exercícios ou oportunidades positivas de treinamento como fazem os músicos, os atletas de alto desempenho e demais profissionais para atuarem com perfeição. Os adolescentes quando aprendem a estudar ganham gosto por esta atividade e crescem em virtudes como fortaleza, ordem, espírito de serviço, sentido de responsabilidade, capacidade de compreensão, domínio do temperamento. Assim, preparam-se para atuar com excelência na profissão ou ofício que escolherem, prestando um grande serviço à sociedade em que vivem.  A leitura do boletim Ensinar o adolescente a trabalhar bem ajudará a compreender a importância do hábito de estudo para a vida.

             Qualquer ação humana requer esforço! O que diríamos de um jogador de futebol que não se esforçasse para jogar bem, de um médico que não se atualizasse mediante o estudo? O estudante também deve se exigir, pois estudo e esforço sempre andam juntos. Atualmente é frequente que nos ensinos fundamental e médio as escolas se fixem em habilidades plásticas, capacidades motoras, atividades físicas e outras habilidades, em detrimento ao esforço para estudar com intensidade. Tais atividades não exigem propriamente a concentração do estudo e por isso não devem ser confundidas ou chamadas de estudo; e caso ocupem demasiado tempo podem levar à dispersão, á preguiça mental e impedir o pensamento profundo: não confundir “mexer-se muito” com estudar muito. Há alunos que acreditam “estudar” ao ocupar-se dessas atividades não propriamente dedicadas ao estudo, em prejuízo para a inteligência, memória e fortalecimento da vontade. O estudo, fator mais importante para a capacidade de concentração e de compreensão, sofre também a tirania das telas digitais, que tornam a mente arredia ao esforço intelectual.

             Providências para a criação de hábitos de estudo:         

    • Conversas individuais com cada filho é o principal meio para incentivar hábitos de estudo. Quando pequenos, os filhos não percebem sua capacidade de compreensão, sendo necessário ajudá-los a avaliar o rendimento do estudo e colocar metas altas e insistir para que melhorem suas qualificações acadêmicas.

    • Promover um ambiente familiar com rotinas e horários para refeições, encargos, dormir, acordar, estudar, brincar, ver televisão… Famílias sem rotinas revela pouca exigência dos pais.

    • Insistir com os filhos a que cumpram diária e pontualmente o horário de estudo, e só depois podem sair para brincar, praticar esporte ou passear: estudar sempre na mesma hora desenvolve o hábito de estudo.

    • Dispor na casa de um ambiente propício ao estudo: mesa com boa iluminação, cadeira confortável, silêncio entre todos para facilitar a concentração. Pode ocorrer que o ambiente da casa não colabore para um clima de estudo: música, TV ou rádio ligados, etc. Não se estuda ouvindo música: se um executivo necessita estudar com profundidade um assunto para tomar uma decisão, certamente não ouvirá música para se distrair!

    • Evitar a falta de rijeza ao estudar: fugir das posturas cômodas e inadequadas como estudar tombado sobre a mesa, sofá ou poltrona; fazer diversas interrupções para ir à geladeira, consultar mídias sociais, levantar-se constantemente porque não colocou sobre a mesa todo o material necessário.

    • Adequar o tempo de estudo de acordo com a dificuldade de cada disciplina. É comum que dediquem mais tempo às matérias que gostam ou requerem pouco esforço, e empreguem menos tempo às disciplinas difíceis. Percebe-se isso quando as notas são altas em algumas disciplinas e muito baixas em outras. A desculpa para essa falta de retidão ou preguiça é afirmar “me dou bem com algumas matérias e não com outras”. Assim, não aprenderão a se esforçar e não crescerão em fortaleza e maturidade para superar muitos problemas que a vida trará. Ao anotar na sala de aula as lições mais difíceis, a fim de repassá-las em casa, ajudará a ser mais ordenado e a aproveitar melhor o tempo.

    • Dar importância ao esforço mental: é fácil acostumar-se a receber tudo pronto, mastigado: colar trabalhos, evitar somas mentais elementares ao utilizar calculadoras, copiar textos da internet… Quem age assim para evitar esforços atuará do mesmo em outras tarefas, e se enfraquecerá para trabalhos sérios e não conseguirá atuar em equipes de alto desempenho na universidade e nas empresas.

    • Empregar ordenadamente o tempo exige fortaleza: a falta de horário, as improvisações, os afobamentos para entregar tarefas no último momento, esforços desmedidos para estudar nas vésperas dos exames ocorrem porque se deixou levar pelo mais cômodo (vídeos, jogos, brincadeiras, festas…) e não foi cumprido o pequeno dever de cada momento. Apresentar aos filhos motivos fortes para não se deixar levar pelo mais cômodo ou prazenteiro, pois enfraquece o caráter e torna a pessoa mole (“com churros não se faz alavanca”, diz o ditado).

    • Desenvolver a capacidade crítica: ajudar os filhos a terem um sadio espírito crítico para identificar que alguns temas humanísticos são de livre opinião, e que seus mestres ou os meios de comunicação não podem propô-los como indiscutíveis, como hipóteses científicas indiscutíveis, mas erradas sobre a origem da vida, natureza humana, sexualidade, família, casamento, religião…

    • Formação cultural familiar: junto com o estudo pode-se incluir a formação de outros hábitos intelectuais e culturais a serem vividos por todos os membros da família, e não apenas pelos filhos. Em primeiro lugar, fomentar entre todos a leitura de bons livros adaptados à idade e ao gosto de cada um. Para isso, aproveitar algum momento do dia, fins de semana, feriados e férias. Para oferecer aos filhos bons argumentos que os ajudem a amar os livros sugerimos a leitura dos seguintes boletins: Filhos que não gostam de ler e Menos telas digitais e mais livros. Para afastá-los do excesso de telas digitais é bom incentivá-los a aprender habilidades práticas: pintar, tocar um instrumento musical, fotografar, falar em público, colecionismo, dominar outro idioma, aprofundar em algum tema de interesse, visitar museus e exposições…        

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  • Filhos rijos e não molengões

    Filhos rijos e não molengões

             Não nascemos prontos como as tartarugas, que saem dos ovos e agem instintivamente sem necessitar que lhes ensine algo, pois a fêmea, após botar e enterrar os ovos na areia, parte para o oceano. As pequenas criaturas ao romper a casca que as prendia correm mar adentro, onde passarão a viver por conta própria. Já os filhos dos homens necessitam de um paciente aprendizado que dura mais de uma década, indo até o momento em que possam utilizar a liberdade bem formada para agir por conta própria.

             A educação comportamental humana é um processo que se inicia na mais tenra infância, quando os pais começam a ensinar aos filhos os bons hábitos que gradativamente irão se transformar em virtudes, aperfeiçoando-os como pessoas. A palavra virtude significa força, pois fortalece a vontade para atingir metas mais difíceis. Os pais, ao insistirem com paciência e carinho para que as crianças desde pequenas vivam a disciplina de cumprir os horários de brincar, banho, refeições, dormir e acordar; quando reiteram para que guardem no lugar seus brinquedos e roupas e colaborem para com a boa ordem da casa, vão incutindo nos filhos hábitos que fortalecem a vontade deles para vencer a preguiça ou moleza, e isso será eficaz na hora de estudar e de cumprir outros deveres mais exigentes. Crianças rijas não se encerram comodamente apenas em suas coisas, têm autodomínio para não serem arrastadas pela gula que as leva a abrir a geladeira a qualquer hora, nem se postam comodamente durante longas horas diante de telas digitais.

             Para ter filhos rijos e não molengões é preciso não perder tempo no processo da educação comportamental, que deve começar na pré-infância (0 a 6 anos), e ter continuidade na infância, adolescência e juventude. Com isso, eles entrarão em cada etapa com a vontade fortalecida para enfrentar os desafios que vão modelando o caráter. Há mães que com sabedoria incutem bons hábitos nos filhos a partir de 1 ano e 8 meses ao fomentar neles a autonomia ou a capacidade de agir por conta própria, por exemplo, encarregando-os de jogar na lixeira a fralda suja (tarefa que as crianças fazem com alegria e retornam sorrindo após realizá-la); também indicam que guardem seus brinquedos e roupas no lugar certo. Pais prudentes não oferecem celulares ou telas digitais às crianças, mas ajudam-nas a empregar melhor o tempo em atividades manuais, quebra-cabeça, jogos de sala, brincadeiras ao ar livre, lego, leitura de contos (começam por ler às crianças), passeios em parques e na natureza. Para ampliar e apurar o gosto estético dos filhos, há pais que visitam com eles exposições e museus e os introduzem no mudo da pintura, boa música popular ou clássica, filmes selecionados, teatro infantil… O processo educativo-comportamental iniciado desde a infância evita que os filhos se tornem frouxos e escravos de seus sentimentos e estados de ânimo, que os leva a agir apenas quando as coisas são fáceis ou prazerosas de se fazer.

             Outros aspectos práticos que os pais devem também ter em conta com os filhos:

    • Insistir para que vivam diariamente o minuto heroico ao se levantar pontualmente pela manhã, sem conceder um minuto a mais à preguiça (inclusive nos fins de semana e nas férias escolares), e que durmam também no horário combinado;
    • Para torná-los rijos, ensinar a não se queixar diante de qualquer incomodidade: pequena dor de cabeça, calor, comida que não apreciou, passeio que não lhes agradou tanto, encargos que não gostam de realizar…;
    • Estimulam a que sejam constantes e chegam até o final das tarefas iniciadas, sem desistir delas no meio do caminho por falta de gosto;
    • Exigem que vivam as virtudes da ordem e limpeza – cavalo de batalha de muitos adolescentes -, e não se deixem guiar pela lei do menor esforço, mas mantenham ordenados o quarto, armários e objetos pessoais e enxuguem o banheiro após o banho, lavem os próprios tênis, estudem no horário combinado, etc. (os pais não devem fazer esses serviços para eles, a fim de que não se sintam reizinhos ou senhorzinhos das cortes;
    • Insistem a que combatam posturas de excessiva comodidade, como o hábito de estar sempre na horizontal em casa, ou tombados de lado em poltronas ou sofás.

             Todas essas medidas explicadas aos filhos com bom humor e em conversas pacientes, serenas, descontraídas e oportunas e conscientizando-os de que a autoexigência os tornará fortes, os levará a não temer conquistar grandes ideais para construir uma vida feliz e uma sociedade mais justa e solidária ao seu redor.

             Leia também o boletim Ensinar o adolescente a trabalhar bem

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  • A criança deve agir por motivação interna

    A criança deve agir por motivação interna

             Leia também o boletim A Sabedoria de dizer não às crianças

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