Para os filhos serem maravilhosos

   

         Os pais sempre sonham que seus filhos cheguem a ser adultos maravilhosos. Para isso acontecer é necessário que eles sejam antes crianças, adolescentes e jovens maravilhosos, e não plastificados pela cultura de massa que os transforma em produção em série, sem espírito crítico, indolentes, preguiçosos e que vão aonde todos vão: mesmos shoppings, mesmas comidas industrializadas e games da moda, mesmas redes sociais e roupas, mesmos planos de diversão…

         Seguem dicas de pais e mães que tornaram seus filhos maravilhosos:

  • Assumam os valores que acreditam. Os filhos devem ouvir e testemunhar com frequência os valores que seus pais adotam na vida, aos quais não abrem mão: não falam mal de ninguém, são honestos e não tiram sequer uma uva do supermercado ou um clip da empresa onde trabalham, nunca mentem ou falseiam a realidade, quando erram sabem pedir perdão ao filho, são laboriosos e aproveitam bem o tempo nos fins de semana;
  • Não temam dizer “não”. Não se importem que o filho se chateie, nem temam perder a estima dele ao dizer, por exemplo, para não ir a determinadas festas ou programas com a turma, pois mais adiante compreenderá os motivos e agradecerá a vocês. Não temam corrigi-lo ao notar algum comportamento errado, a fim de não ser cúmplices dos desvios de conduta. A autoridade e a estima não se perdem quando se está na verdade e se busca um bem maior aos filhos, que assim também compreenderão que quem manda no lar são os pais, que devem ser objeto de respeito e obediência;
  • Não dar tudo o que pede. Evitar dar à criança todos os brinquedos que pedir, a fim de que aprenda a esperar por uma ocasião especial, e para que compreenda que dinheiro não dá em árvores. Dar tudo com facilidade à criança (dinheiro, viagens, passeios, aparelhos eletrônicos, roupas de grife) a fará acostumar-se a satisfazer seus sentimentos e caprichos e nunca saberá suportar as contrariedades, nem enfrentará o que custa, como por exemplo, o estudo, fazer esforços pelo bem dos demais. O filho não deve o reizinho paparicado que impera e julga que todos devem servi-lo;
  • Não temer o esforço. Animar o filho a não temer o esforço para conquistar algo que vale a pena, pois só assim crescerá em virtudes humanas: só deslumbra um belo panorama quem se esforçou para subir ao topo da montanha;
  • Fugir da superproteção. Ensinem a criança a ser autônoma e não ficar dependente de que os demais façam as coisas por ela. A superproteção deforma o caráter da criança porque a substitui em tudo aquilo que ela poderia fazer: ensine-a a que sozinha amarre os próprios sapatos, vista-se, deixe a mesa posta para as refeições, ordene o próprio quarto… Fazer tudo por ela facilitará que seja egoísta ao se preocupar apenas com suas coisas, e será escrava do que agrada ou afaga seus sentimentos;
  • Saber exigir. Se a criança bagunçou ou sujou, ensine-a a ordenar ou limpar; que aprenda a guardar suas roupas nas gavetas, os brinquedos nas caixas e que ajude a manter a casa em ordem atribuindo a ela algumas tarefas diárias;
  • Ouvir a criança com paciência. Cessem tudo o que estejam fazendo e ouçam as pequenas queixas e explicações da criança, a fim de que ela se sinta valorizada e compreendida, e sempre venha contar as coisas aos pais, pois sabe que será ouvida atenção e carinho;
  • Estimule a imaginação da criança. Não deixe a poderosa imaginação e a curiosidade natural de seu filho ser sufocada por tantas imagens digitais e informações inúteis obtidas nas redes sociais; anime-o a não ficar dependente de imagens digitais ao habituá-lo a ler livros de literatura, praticar jogos de inteligência e de memória (xadrez, dominó, quebra-cabeça, caça-palavras, paciência, sudoku, jogo das diferenças…), fazer esporte, visitar museus e exposições científicas e de arte, selecionar filmes e vídeos com bons conteúdos, entre outras iniciativas;
  • Introduza a criança no mundo real. Insira aos poucos a criança no mundo real: quando for a um velório, leve-a para saber que a vida tem princípio e fim; visite com ela algum orfanato ou asilo para fazer felizes as pessoas que sofrem (levem um doce ou algum brinquedo em bom estado, mas que seu filho já não utiliza);
  • Transmitir a fé. Ensine a criança a rezar e a ter fé em Deus, pois uma esperança somente humana não tem sentido, já que tudo nesta vida tem um fim. A fé é o maior bem que os pais deixam para os filhos;
  • Ser agradecido. Um bem que transforma o coração é o agradecimento. O filho precisa aprender a agradecer tudo que fazem por ele, pois a ingratidão é irmã da soberba. Não sabe agradecer aquele que não reconhece o esforço dos demais e porque julga que todos devem servi-lo;
  • A virtude do desprendimento. Tem mais aquele que precisa de menos. Os invejosos e os gananciosos sempre querem mais e por isso nunca estão felizes. A virtude do desprendimento ou da pobreza é um bem espiritual que ajuda que afastar-se de tantas frivolidades, apegos e bombardeio da publicidade para que se adquira mais e mais produtos. Ensine o seu filho não ser vítima ou escravo das modas;
  • Sejam pacientes. Fujam das explosões raivosas com as crianças, pois fazem dizer coisas que magoam e são difíceis de se esquecer, prejudicando a confiança: não gritem nem deem palmadas nos filhos como resultado de descontrole e impulsividade;
  • Pais alegres e bem-humorados. Os pais que estão sempre alegres e de bom humor, apesar das dificuldades do dia a dia, transformam o lar em ambiente luminoso, onde todos anseiam por regressar no final do dia. Ao ter presente que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, e que os problemas são de ordinária administração, é mais fácil enfrentar as dificuldades com um sorriso;
  • Pais não reclamões. Reclamar a todo instante do frio ou calor, do cansaço, de algo que deu errado, de uma pequena enxaqueca ou dor, blá, blá, blá…. revela que os pais são fracos e pouco resilientes e sem capacidade para suportar contrariedades: tudo isso passara como osmose para o filho;
  • Um filho não pode esfriar o amor entre o casal. Não deixar que a criança esfrie o amor entre marido e mulher, pois se isso acontecer, além do casal, a criança também será prejudicada: certo adolescente perguntou à mãe, se ela gostava mais dele ou do pai, e a resposta foi: primeiro do seu pai, e depois de você. Ao fazer a mesma pergunta ao pai, obteve a mesma resposta: primeiro de sua mãe e depois de você. A criança ficou um pouco desconcertada com tais respostas. Porém, ao entrar na adolescência viu com tristeza que seus pais deixaram esfriar o amor mútuo e se separaram. Então, o garoto, agora sozinho, compreendeu como era importante que eles continuassem a se amar primeiramente. Erra a mãe que substitui o marido pelo filho ou filha, e erra o marido que substitui a esposa pelo filho ou filha. A segurança de uma família está no amor entre marido e esposa.

Texto produzido por Ari Esteves para o site staging.ariesteves.com.br/. Imagem de August de Richelieu.

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