1 – A criança deve assumir sua culpa. 2 – Ajude a criança a compreender seu erro.
1 – A criança deve assumir sua culpa
Todos conhecemos a tendência psicológica humana de manifestar descontentamento por gestos bruscos, às vezes violentos, quando algo ou alguém se opõe aos desejos pessoais. Percebemos isso até nas crianças que, ao serem contrariadas, desde o berço atiram para longe o objeto que têm nas mãos. Ao crescer um pouco e correr pela casa, a criança poderá tropeçar numa cadeira, machucar-se e, contrariada e quase que por instinto, se vingar do móvel dando-lhe pontapés.
Se o seu filho tropeçar na cadeira e chorar, não diga “cadeira malvada”, nem dê tapinhas para “repreender” a mobília, mas faça a criança compreender que a culpa terá sido pela falta de atenção dela. É preciso educar a criança para que assuma as consequências de seus atos. Um erro que poderá cometer a mãe, para fazer cessar as lágrimas do filho, será incentivá-lo a bater na “cadeira malvada”, ou, pior, ajudar o filho a golpear o móvel, sem perceber que estará contribuindo para arraigar no coração dele a tendência –essa sim, malvada– de bater nos irmãos ou na própria mãe quando for contrariado por eles.
2 – Ajude a criança a compreender seu erro
Se a criança tropeçar na cadeira, o mais razoável é que a mãe a faça compreender que o móvel não teve culpa, e que o acidente ocorreu pela desatenção dela. Com isso, desde o início da sua educação, a criança estará sendo ajudada a reconhecer seus próprios erros, ao invés de atribuí-los às circunstâncias externas. Aqui está um aspecto fundamental da educação de qualquer pessoa, desde criança: ser humilde e reconhecer a verdade e a responsabilidade de seus próprios atos.
Texto produzido por Ari Esteves (staging.ariesteves.com.br/)
