Hábitos dos filhos, responsabilidade dos pais

1 – Crianças diante de telas digitais se tornam preguiçosas. 2 – A criança necessita ser exigida. 3 – Não realizar as tarefas que os filhos podem fazer.   

1 – Crianças diante de telas digitais se tornam preguiçosas

     “É de pequenino que se torce o pepino”, diz o ditado popular. Quando a árvore ainda em crescimento começa a entortar o caule, une-se o frágil tronco a uma estaca-guia para que cresça ereto. Para as crianças, a estaca-guia são os pais: se estes permitem a prática repetida de más ações, os filhos ganham hábitos ruins ou vícios; se incentivarem a prática der boas ações, os filhos se tornam virtuosos.

     Pais que deixam os filhos ociosos e inertes diante das telas midiáticas, os tornam passivos e preguiçosos. Ao tolerar que os filhos passem horas hipnotizados pela TV, perdem a autoridade de pais, e são substituídos por alguma celebridade, cuja vida pode não ser exemplar.

2 – A criança necessita ser exigida   

Se as crianças não são exigidas para que arrumem suas bagunças, crescerão desordenadas e acostumadas a que os outros façam as coisas por elas; se não forem incentivadas a ler ou ouvir histórias lidas pelos pais, não se tornarão leitoras. Para não serem presas das telas midiáticas necessitam da sadia e paciente sugestão para lerem livros. Para serem educadas e corteses devem ser corrigidas a dizer “por favor”, “obrigado”, “me desculpe”, e a cumprimentar os mais velhos. Para não serem preguiçosas e bagunçadas, necessitam de paciente e contínuas cobranças para fazer a cama diariamente, colocar suas roupas nas gavetas e a enxugar o banheiro. As crianças devem ser exigidas a comer na hora certa e aquilo que se põe na mesa, pois só assim abandonarão os caprichos e não se deixarão conduzir pelos instintos. Devem respeitar o direito dos pais e irmãos e esforçar-se para distinguir o certo do errado, sendo aplicadas medidas corretivas de forma rápida e justa ao se comportarem mal, e elogiadas quando agiram bem.

     Os pais devem encorajar as crianças a perseverarem no cumprimento das tarefas chatas, a não serem lamurientas e a não fugirem do esforço a realizar. Para que sejam solidárias e preocupadas com os demais, devem cumprir os encargos que no lar foram atribuídos a elas, com a finalidade de manter a casa limpa e ordenada para o conforto e bem-estar de todos. Se obrigadas a refazerem a lição de casa ou a tarefa do lar mal feita, as crianças aprendem a se empenharem desde o início para realizar bem suas responsabilidades. No site staging.ariesteves.com.br/ há vários vídeos curtos que mostram tarefas que mães atribuíram às suas crianças.

3 – Não realizar as tarefas que os filhos podem fazer

     Pai e mãe não devem substituir os filhos nos assuntos que cabem a eles resolver, mas mostrar como se faz e exigir que ponham mãos à obra.

     Quando a criança deixa as meias e os tênis jogados no meio da sala, os pais devem visualizar dois problemas: 1) a bagunça em si; 2) o vício do desleixo. Se a mãe recolhe os tênis e as meias, resolve apenas o primeiro problema, mas deixa latente o segundo − muito mais grave −, com sua consequente falta de consideração e agradecimento pelo esforço de todos em manter a casa em ordem.

     Se os pais não afrouxarem nem desistirem de sua missão de educadores, as crianças adquirem autoconfiança e aprendem a colocar suas habilidades em jogo para enfrentar seus próprios desafios. Com isso, crescem em espírito de serviço e ajuda aos demais, e exigem-se de si mesmas para fazer as coisas bem feitas desde o início, levando com responsabilidade e sentido profissional suas tarefas, tanto as escolares como as demais que a vida colocar em suas mãos. Ou seja, constroem um caráter firme e decidido.

Texto produzido por Ari Esteves staging.ariesteves.com.br/