Autodomínio e ordem: bases para outras virtudes

1 – A virtude da ordem. 2 – Educar as crianças na virtude da ordem. 3 – A educação da ordem nas diferentes idades. 4 – Virtudes relacionadas com a ordem. 5 – Educação da inteligência, vontade e afetos. 6 – Adolescentes consumistas.

1 – A virtude da ordem

     São muitas as virtudes para se educar, mas pelo princípio de harmonia da pessoa, quando se melhora em uma delas é a pessoa toda que se aperfeiçoa. E isso acontece também com a virtude da ordem, que é o modo como o homem dispõe com lógica e harmonia as realidades que integram o mundo em que vive.

     A ordem leva a organizar o dia para que os deveres familiares, profissionais e sociais sejam atendidos, e isso dá a paz do dever cumprido: “Quando tiveres ordem, multiplicar-se-á o teu tempo e, portanto, poderás dar mais glória a Deus, trabalhando mais a seu serviço”, diz o livro Caminho.

     A ordem tem a sua raiz no espírito, sendo fruto de uma reflexão que, partindo da consideração das finalidades, avalia os meios à disposição para considerar quais os mais adequados. Daí que a ordem é mais que a mera ordenação das coisas materiais, ou evitar precipitações, mas expressão da harmonia do espírito, e pressupõe uma adequada hierarquia nas aspirações, valores e desejos, e estar orientada ao amor e serviço do próximo.

      A virtude da ordem está na base do autodomínio ou domínio de si, temperança, sobriedade, austeridade, equilíbrio pessoal, fortaleza, serenidade, sentido de economia e poupança, conhecimento próprio, humildade, simplicidade, veracidade, sobriedade, ordem material. As virtudes não são estáticas e devem crescer cada vez mais com o passar dos anos. Quem desde criança aprendeu a viver a ordem material, chegou mais facilmente à ordem do espírito.

2 – Educar as crianças na virtude da ordem

     Quando a criança é educada na virtude da ordem desde pequena (um ano e oito meses!), sua harmonia, seu espírito de serviço e de cooperação também serão precoces, e o desenvolvimentos de muitas outras qualidades serão enormemente facilitados. Não há ordem quando as crianças dormem à última hora da noite, misturam os brinquedos numa mesma caixa, guardam de qualquer modo o material escolar (lápis sem afiar, por exemplo), colocam a roupa suja no armário junto com as limpas, deixam a mochila em qualquer canto e não têm horários para as diferentes atividades diárias…

     A ordem exige ter um pequeno horário para organizar o dia e facilitar a criação de hábitos: banhar-se, brincar, almoçar, estudar, lanchar, fazer encargos, orar, jantar, dormir. Muitos pais elaboram com a criança um horário e o colocam em lugar visível para que possa ser consultado por ela. Interessa que a criança assuma suas responsabilidades e não fique à espera de que alguém diga o que fazer, feito mera e passiva executora de ordens.

     Exigir da criança, desde o primeiro dia de aula, que tenha um horário de estudo para não se habituar a fazê-lo nas vésperas das provas. Ao estudar desde o início das aulas, mesmo que sejam 15 minutos diários (ou 1/2 hora aos 12 anos), ganhará a virtude da constância e os resultados escolares serão excelentes. Além de ensinar a ser ordenadas, as crianças precisam de que os pais e os adultos da casa sejam modelos a imitar. Com a mesma facilidade para imitar a ordem, imitarão a desordem se notam maus exemplos dos que largam as coisas em qualquer canto. Convidar as crianças para ajudar a ordenar a casa: os livros da biblioteca, o quarto de ferramentas, os armários da cozinha, preparar uma mala para viagem ou excursão… Ensiná-las a manusear livros, álbum de fotografias, ferramentas, modo de atender o telefone, limpar uma vidraça e copos, enxugar o banheiro… Entre 9 ou 10 anos é um bom momento para ensinar os filhos a utilizar uma agenda e anotar as tarefas escolares, encargos, aniversários, compromissos etc. No princípio se pode lembrá-los de anotar na agenda e consultar pela manhã e noite, mas o ideal é que façam isso por conta própria, sem necessidade de avisá-los.

     Ajudar as crianças a terem ordem no espírito e se libertarem do individualismo e egocentrismo ao doar ou emprestar brinquedos, visitar um parente idoso, no final da aula apagar a lousa para os que venham depois… A partir dos 6 anos podem “Colocar-se no lugar do outro” a fim de compreender seus sentimentos e dificuldades. O sentido de amizade e de companheirismo cresce, como também o de justiça e generosidade: ajudar os irmãos e companheiros em suas dificuldades escolares; assumir mais tarefas familiares, cooperar na vida social ao ajudar conseguir brinquedos para um orfanato…

     Cadeias de eventos são ações repetidas por encadeamento lógico, que exigem pouco esforço para serem praticadas ou recordadas, e ajudam a criança a ter rotinas: ao retornar da escola, saudar os pais, pendurar uniforme, colocar a cochila no lugar, lavar as mãos, ir à cozinha e sentar-se para fazer a refeição. Cadeias de eventos também são práticas para os hábitos de higiene, seja na hora de se levantar ou dormir: ir ao banheiro, lavar-se, escovar os dentes, vestir-se; à noite, preparar o material escolar para o dia seguinte. Guardar os brinquedos ao terminar a atividade; deixar de brincar quando a mãe chama para as refeições…

3 – A educação da ordem nas diferentes idades

     De acordo com a idade de cada filho, exigir determinadas tarefas: ao terminar o dia, deixar a sala ou quarto ordenado; apagar as luzes quando não são necessárias (virtude da pobreza); deixar as roupas penduradas para que não amarrotem; colocar no cesto a roupa suja para lavar (crianças com 1 ano e meio levam suas fraldas sujas até o lixo); A partir dos 6 anos, cuidar dos livros, cadernos e o material escolar (manter apontados os lápis); lavar os tênis e material esportivos depois de ter usado; fechar com cuidados as gavetas e as portas dos armários; deixar cada coisa no seu lugar ao terminar uma tarefa; começar a utilizar agenda para os compromissos familiares, escolares, sociais; respeitar os horários de estudo e de encargos familiares; ter hábitos de higiene.

     Para evitar que os pré-adolescentes e os adolescentes fiquem sem saber o que fazer no fim de semana e percam tempo, no início da semana ajudá-los a planejar o que farão no sábado e domingo: esporte, visitar um amigo, consertar algo que se quebrou na casa, limpar o quintal, programar um vídeo cultural, convidar amigos para almoçar em casa, visitar um museu…

1 a 3 anos de idade

     A educação da ordem começa com a própria vida da criança, que necessita de ordem e estabilidade no ambiente familiar. Desde que são bebês se pode regularizar os horários de comida, as horas de sono, os passeios, brincadeiras, etc. O período sensitivo da ordem tem sua máxima intensidade entre 1 e 3 anos, porque se aprende rapidamente qual é o lugar de cada coisa.

     É fácil fazer a criança se acostumar a ter seus brinquedos e roupas no mesmo lugar, e ela manterá essa ordem com a satisfação de um jogo a mais. Todas as crianças têm nessas idades o instinto-guia da ordem, e reforçar essa tendência natural ajudará a que adquiram a hábitos de serem organizadas. Esse instinto se nota por várias atitudes: gostar de dormir na mesma cama, sentar-se na mesma cadeira, utilizar o mesmo prato e copo. Ao brincar de esconde-esconde, a criança tem um sentido diferente dos adultos: esconder-se para ela não consiste em desaparecer (ela sente isso como uma desordem), mas estabelecer um lugar onde possa ser encontrada pelos pais, e sentirá alegria ao ser achada ali. Se a mãe se esconder em local diferente do anterior, ela ficará desconcertada. O mesmo ocorrerá ao colocar seus brinquedos em locais diferentes, pois ela não sentirá alegria ao encontrá-los fora do lugar habitual. Se a criança vive em ambiente ordenado, e se é ajudada nesse aspecto, ganhará tal hábito para toda a sua vida.

3 a 6 anos de idade

     Não cabe falar em valores morais para crianças nessas idades, mas em hábitos bons que se converterão em valores ou virtudes quando elas atingirem o uso da razão, por volta dos 6 ou 7 anos. Mas para isso, devem ter adquirido antes hábitos de ordem. Nos primeiros anos a aprendizagem se realiza por imitação e repetição, sendo que o exemplo dos pais é fundamental. É muito importante ganhar a batalha da ordem antes da entrada da adolescência, para facilitar que sejam ordenadas nessa nova etapa.

     Pôr limites às atividades da criança para que compreenda que seu desejo não é absoluto. Assim, aprenderá a ter autocontrole e vencerá caprichos e formará o caráter. Deve encerrar a brincadeira para respeitar os horários da casa, obedecer e aceitar as regras dos jogos que participa, compartilhar seus brinquedos, dizer a verdade, resolver sozinha seus pequenos impasses.

     Até os 6 anos necessita viver a ordem material ao se acostumar a colocar cada coisa no seu lugar e manter tudo limpo. Deve ser claro o lugar de cada objeto, e para isso pode-se dispor de uma caixa, gaveta ou estante de pouca altura. Incentivar que coloque as roupas no cabide e as pendure num armário ao seu alcance (dar motivos para não deixar as roupas fora de lugar: sujam, amarrotam, fica difícil de encontrá-las…).

     Quem se habituou a viver no caos entre 1 e 5 anos terá dificuldades para ser ordenado. Mas se de 1 a 5 anos habituou-se a organizar os brinquedos e roupas, a partir dos 7 anos terá mais facilidade de passar da ordem material para a ordem na cabeça: organizar e distribuir o tempo nos dias da semana para atender as tarefas familiares, escolares, sociais; saberá prever o necessário para um passeio ou excursão; irá planejar-se para cumprir um encargo ou fazer uma visita cultural no fim de semana.

6 a 12 anos

     É a maturidade da infância; educação primária. Esta é a idade de ouro da educação das virtudes e dos valores. É um período ótimo para educar certos hábitos intelectuais e de conduta que irão influenciar a vida futura. Se os pais educarem com eficiência entre os 6 e 12 anos, ver-se-ão livres da maior parte dos problemas que surgem nos anos críticos da adolescência (13 aos 18 anos).

     A maior parte dos sentimentos se desenvolve antes dos 8 anos, sendo necessário ajudar a criança a identificá-los, julgá-los e corrigi-los. Por exemplo, invejas, antipatias, insolidariedade, indiferença ante a dor dos demais, preguiça etc., são sentimentos que podem surgir, mas que devem ser retificados. É importante que a criança, com a ajuda dos pais, identifique e corrija tais sentimentos até superá-los.

     Com uso da razão, as crianças não precisam imitar o conceito de ordem dos pais, mas devem desenvolver a sua ordem de acordo com critérios próprios: por tamanho, cor, altura… Peçam que expliquem o sistema de ordenar que adotaram para que notem a importância disso, e racionalizem sobre o lugar mais adequado para cada coisa.

     A partir dos 7 anos compreenderão os motivos dos bons hábitos que adquiriram desde a infância. Para haver virtudes é preciso atuar com consciência e liberdade: − Eu sei o que é ser ordenado e quero isso para mim! É o momento de propor desafios que suponham para eles um pequeno esforço, apoiando-se no sentimento natural de agradar, de ser úteis e se sentir valorizados. Não resolvam tudo para eles: que busquem as respostas às suas curiosidades sobre a rotação da terra, onde fica determinado país, que significa tal palavra, o que são as abelhas operárias… Aliás, aproveitar o interesse por determinados temas e dar livros ou baixar pequenos artigos da internet sobre o assunto, ajudará a que criem hábitos de leitura.

13 a 18 anos

     Chegou o momento da educação secundária ou ensino médio. Estão agora na plena adolescência, e ocorre uma transição da personalidade com a maturidade afetiva e intelectual. Os hábitos adquiridos anteriormente serão importantes para a formação comportamental destes anos. Os jovens nessas idades buscam um sentido da vida: para que viver? São radicais − oito ou oitenta, como se diz − e inimigos dos meios termos: querem para valer ou não querem. Junto com esse radicalismo, se sentem insatisfeitos quando são incoerentes com os princípios e valores que assumiram. E típico dessas idades a atitude crítica, porque desejam pensar por conta própria e conquistar a sua liberdade. Tudo põe em tela de juízo: aceitarão ou não as ideias alheias, ainda que eles mesmos não estejam seguro do que pensam ou querem.

     Objetivos: conseguir que raciocinem moralmente (certo ou errado, bom ou mau, e não pelos sentimentos), para analisarem com critério os acontecimentos, pessoas ou situações em que estão implicados. Decidir com responsabilidade e por conta própria, cumprir com a palavra dada, perseguir projetos magnânimos de serviço aos demais, são ideais que os pais devem fomentar. Que não tenham medo de se manifestar como são e de lutar contra seus defeitos, nem de reconhecer suas qualidades para terem autoestima e colocá-las ao serviço dos demais. Fomentar a participação social e o afã por influenciar positivamente na sociedade, com espírito de serviço: podem ajudar ONGs a distribuir alimentos, dar aulas para crianças carentes, etc…

4 – Virtudes relacionadas com a ordem

     Sinceridade: é a ordem interior de dizer e amar verdade, e que faz sentir-se mal com a desordem da mentira. Os filhos entram no período sensitivo dessa virtude a partir dos 3 anos, e vivem isso mais intensamente a partir dos 7 anos. Ajudá-los a formar critério sobre a importância da verdade, pois a mentira deforma o caráter (leiam o Pinóquio, que se via deformado cada vez que mentia). A educação da sinceridade ajudará a que os filhos sejam mais exigentes ao escolher seus amigos, pois a mentira é incômoda e incompatível com a confiança que deve reinar entre amigos.

     Sobriedade: visa ordenar as tendências instintivas para que os bens materiais não ultrapassem seus limites. A sobriedade tem importância grande, pois somos constantemente instigados a ter mais coisas que as necessárias: bastam 5 minutos diante da TV para se ver tentado a comprar algo. Os filhos devem aprender a viver sobriamente, sem lastros de muitas camisas de esporte, vários tênis e chinelos, brinquedos: tem mais quem precisa de menos!

5 – Educação da inteligência, vontade e afetos

     Ajudar a criança a pensar por conta própria ao fazer perguntas, a fim de que ganhem critérios de conduta e não fiquem passivas e no aguardo de que digam como agir. Em clima de diálogo, os pais devem oferecer pontos de apoio para que ela encontre por si mesma o melhor modo de proceder: − O que você irá fazer agora? (que a criança pense ou vá ao quadro dos horários e diga). Ao vestir a camisa do avesso: − Acha que está bem a camisa assim? Se no meio da semana o garoto combinou com um amigo da escola que iria ao aniversário dele no sábado, e ao chegar esse dia decide ir jogar futebol com os colegas do condomínio, é importante que os pais deem elementos para que compreenda a importância de cumprir com a palavra dada, a fim de ser leal ao amigo a quem se comprometera.

     Uma vontade bem-disposta, motivada, é chave da educação. Não basta que a inteligência indique o que fazer, mas é necessário ter força de vontade para agir de acordo com o decidido. A vontade se fortalece pelo esforço de fazer o que se deve em cada momento. E isso não se consegue com um ato isolado porque para ganhar uma virtude se exige a repetição de atos de modo livre e consciente, estejam ou não os pais presentes. Até os cinco ou seis anos a criança ainda não tem a razão desenvolvida para agir conscientemente, mas fará as coisas por carinho e para agradar os pais, ou pelo gosto de fazer, tal como num jogo e, assim, ganhará o hábito de ser ordenada, que se transformará em virtude quando compreender as razões e agir por vontade própria, a partir dos sete anos.

     Junto com o cultivo da inteligência e da vontade, é necessário ordenar a afetividade para que esta apoie o que foi decidido, mesmo que isso custe sacrifício ou renúncia. Os afetos ou sentimentos são irracionais e não devem ser os reitores da conduta. Mas se estão ordenados pela inteligência, aportam energia para cumprir o dever: faz melhor quem coloca sentimentos naquilo que faz. Mas se os sentimentos são contrários ao dever, então deve-se contrariá-los.

6 – Adolescentes consumistas

     Assim, crianças hiperprotegidas, a quem seus pais não negam nada e consentem hábitos consumistas e caprichosos, terminam por ser pessoas egocêntricas, escravas de sensações momentâneas, sem recurso para manter a atenção em algo durante muito tempo; são incapazes de comprometer-se, de ajudar, de servir, de amar, de abraçar ideais que custam sacrifícios (por exemplo, entrar numa universidade pública).

     Há pais que não compreendem por que seus filhos são uns molengões, e não percebem que os criaram para serem assim:  permitiram que tivessem televisão no quarto, compraram tudo de marcas caras e da moda, deram demasiadas coisas a eles (computador, celular, equipamentos de música, todo tipo de jogos, roupas esportivas), tudo ganho sem esforço. É fácil explicar o motivo pelo qual seus filhos têm tão pouca vontade e sejam tão influenciados e pouco donos de si mesmos, e mal suportam uma dor de cabeça ou alguma incomodidade. Filhos sempre com dinheiro para comprar as guloseimas e sanduiches que quiseram, que passaram muitas horas diante da TV e ficaram passivos, sem imaginação criadora e sem outras ambições de que ficar frente as telas, e por isso deformaram a consciência para a compreensão da sexualidade, namoro, família, casamento, servir com a profissão…

     É importante analisar como a família vive a temperança, que se dá por meio da ordem e cuidado com as coisas pessoais, não acumular objetos, dar pouco dinheiro para aprender a administrá-lo e a poupar; em ajudar cada filho a refletir o motivo de seus gastos, se compadecerem pelas pessoas necessitadas. Ter paciência e bom humor ao educar. Insistir uma e outra vez. Não jogar a toalha de lado e abandonar o ringue. Às vezes parece que as crianças nunca farão como os pais ensinam. Porém, de um momento para outro, e como num passe de mágica (não foi por mágica, mas fruto da paciência e insistência carinhosa), irão notar que elas começam a agir de acordo com a educação recebida. Com calma, paciência e bom humor se vence a batalha da formação.

     Não se trata de negar sistematicamente tudo o que os filhos desejam, mas trata-se de ajudá-los a distinguir o que é necessário e o que é supérfluo; a criar os próprios brinquedos com embalagens; a não se deixar aliciar por modismos ou marcas… Comprar tudo que agrada pode parecer uma manifestação de liberdade e poder, mas quando se cai na conta, vê-se dominado, escravizado pela tendência de possuir (certa jovem tinha 300 pares de sapatos porque não controlava seu impulso de adquiri-los quando os achava “bonitinhos”).

     As crianças se converteram em importantes consumidores. Um estudo francês diz que 43% das compras familiares são provocadas pela influência das crianças. Por outra parte, a pressão social cria famílias permissivas, com pais que não se atrevem a exigir dos filhos, porque se assentam em bases sentimentais, e para evitar tensões e enfrentamentos com os filhos renunciam educar em valores morais objetivos.

Texto adaptado por Ari Esteves com base na da obra “Virtudes Humanas”, de José Antonio Alcázar e Fernando Corominas, Coleción Hacer Família, Ediciones Palabra, Madri, España; e José Luis Illanes, em texto publicado no site https://www.collationes.org