Educa-se a dois: pais, não se desautorizem!

1 – Pai e mãe devem estar em acordo. 2 – Erra a mãe que desautoriza o marido, e vice-versa.

1 – Pai e mãe devem estar em acordo

Sejam quais forem as circunstâncias de um casal, pai e mãe devem estar de acordo com cada medida corretiva imposta à criança, com o fim de ajudá-la a formar bem a sua personalidade. Diante de um filho, inicia para os pais a mais importante missão: educar. Não basta dar abrigo, alimento e segurança, já que isso até os animais fazem isso. Um filho é o remate da família, ou esforço que o artista faz para deixar perfeita a obra que gerou.

2 – Erra a mãe que desautoriza o marido, e vice-versa

Mãe ou pai deve apoiar sempre a correção imposta pelo outro, desde que não atente contra a dignidade da criança. Se um dos cônjuges não concordar com o castigo imposto, deverá falar posteriormente, e a sós, com quem o impôs. Se o pai exige do filho que procedeu mal que vá para a cama sem comer a sobremesa, e a mãe leva ocultamente o acepipe até o quarto da criança, age erroneamente e demonstra falhar como esposa e mãe. Neste caso, o cônjuge que age astutamente, a fim de burlar a determinação do outro para corrigir o filho, desmoraliza afetiva e psicologicamente a criança ao fazê-la crer que é amada apenas por quem a alimenta, e não por quem a corrige. O sentimento do filho para com o pai que lhe impôs um castigo, suprimido pela mãe, será de rancor, porque passou a considerá-lo como injusto. A partir desse momento, a tarefa educativa da criança ficará dificultada.

A esposa que atua de costas ao marido (ou vice-versa) engana-o, e o motivo é um carinho mal-entendido pelo filho. O pai poderá não se dar conta do que se passou, e acreditar que o filho se corrigiu. Mas, se for observador, notará no dia seguinte a mudança de atitude do filho para com ele. Então, deverá perguntar à esposa se contrariou a ordem que ele deu ao filho. E, para salvar a situação, explicará ao garoto, mesmo diante da esposa, que ele o castigou pelo bem dele, filho. Assim, o pai evitará que a criança o considere injusto, ou que pense ser amado apenas pela mãe. Poderá falar sobre isso a sós com o filho, ou na presença da esposa, que compreenderá não ter agido corretamente nem como esposa, ao deixar o marido em péssima situação diante do filho, nem como mãe, ao não corrigir a criança.

Texto produzido por Ari Esteves (staging.ariesteves.com.br/)